Para onde me leva tudo o que eu levo?

Tudo o que aprendemos ao longo da nossa trajetória escolar tende a ser uma bagagem que, ano após ano, vamos aprendendo mais e ligando um conhecimento à outro. Esse movimento vai nos agregando muitas aprendizagens. 

Mas o fato é que, temos a necessidade de que as coisas tenham sentido, conhecimentos sempre acrescentam, porém podem ser em vão. Por isso precisamos pensar para onde vão estes conhecimentos. Mais do que isso, para onde eles nos levam?

Logo, na escola vamos aumentando essa bagagem, mas a pergunta que devemos nos fazer é, os conhecimentos agregam para? Essa preposição tem algo a nos dizer. 

Neste contexto, ela indica um rumo, rumo este que só quem sabe é cada um, mas a escola, a metodologia do educador, podem ajudar a identificar isso. É preciso estabelecer ligações dos conteúdos para com o dia a dia dos alunos, com a vida dos alunos e com o que está a sua volta. Pensem comigo, em um exemplo simples, em uma aula de biologia, os alunos estão estudando os seres vivos, por vezes é passado o conteúdo sem construir relações para além das paredes da escola, ou seja, com os seres vivos que nos rodeiam, e se dar conta de que eles não foram criados a partir de um estudo, mas sim os estudos são feitos a partir de sua existência. Isso mostra que estabelecer essas relações “situa” o aluno em uma realidade, além de dar mais valor aos conteúdos. 

Agora, vejam como temos um processo muitas vezes inconsciente de acomodação, por uma falsa ideia já implantada de que quanto maiores os alunos, mais teoria e menos prática. Os conteúdos realmente são mais densos, mas dosar é o caminho, aqui me refiro aos excessos, principalmente a escassez. 

Vou exemplificar esta ideia, lembrando-os de que na educação infantil e até nos anos iniciais, por vezes os conteúdos que estão no nosso planejamento, obviamente em uma intensidade bem menor, são inseridos com a prática. Eles são experimentados. Agora pergunto, por que não continuar assim? É claro que pela exigência de um ensino médio, e pelo tamanho do currículo escolar, isso precisa ser adaptado e um tanto quanto esporádico. Mas volto a dizer, o problema é o excesso. Ou demais, ou de menos.

Outro ponto importante para se destacar, é se voltar para o educando, e nesse contexto, perceber que ele vai também construindo pontes entre sua vida e os conceitos, e com muita dedicação e interesse, interesse do qual foi instigado pelo gosto de aprender, e irão se identificar, ao caminhar para a vida acadêmica, por exemplo. 

Dessa forma, entendo que com alunos e professores juntos construindo pontes com a realidade, unindo a teoria com a prática, tornamos o invisível, visível. Damos sentido a toda aquela bagagem que temos, e muitas vezes não sabemos para onde ir com ela.

REFERÊNCIAS

Imagem retirada do link: https://floridachristianuniversity.edu/2019/01/16/educacao-continuada-o-caminho-certo-para-o-sucesso/

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