Necessidade de expressão

Nosso trabalho em sala de aula, seja ele qual for, é em prol de evitarmos monólogos. Nosso tempo é marcado por inúmeras características de desenvoltura: existem os alunos que se expressam muito bem, os que não falam sempre, os alunos que tem seus jeitos particulares de falar e os que não se expressam. Nós, enquanto educadores, temos o dever de trabalhar com o desenvolvimento oral dos nossos alunos, sabendo de duas individualidades.

O mundo que os aguarda é um mundo onde as pessoas precisam se comunicar, dialogar, negociar, enfim, expor suas ideias, e isso começa na sala de aula. Desde aquela roda de conversa onde os alunos dizem o que fizeram no final de semana, até aquela apresentação de trabalho. Tudo isso é muito importante!

E é um processo de etapas e contínuo. Inicia desde o Infantil, com o “contar” sobre o final de semana, e passa pelos anos iniciais, em um processo evolutivo de apresentar trabalhos, seminários, teatros, videos, responder oralmente, entre outras atividades.

Muita gente, chega no curso superior e precisa se despir da vergonha, dos seus medos que talvez não tenham sido bem trabalhados ao longo da caminhada escolar. Lá vai precisar falar, apresentar bem muitas vezes sem nenhuma ferramenta de auxílio, até chegar nos estágios, no TCC, entre outros momentos.

E não pensem que é só na escola e faculdade que vem a necessidade de expressão. Ela está na vida profissional, na entrevista de emprego, no  atendimento, no diálogo com as pessoas. Está também nas suas relações pessoais. Saber se expressar, com segurança é imprescindível.

Mas, voltando a falar do processo lá na sala de aula, os questionamentos feitos em aula, também são importantes e vão mais além da dúvida de conceitos. Elas são resultado de um conjunto de esforços que o aluno fez em sua mente, para poder levantar a mão. É um ato de coragem.

O incentivo para que os alunos se posicionem faz com que eles desenvolvam dia após dia a comunicação. Esse processo é diário, em pequenos passos.

Contudo, é importante lembrar que incentivamos a todos, mas não obrigamos nenhum. O processo é individual e cada um possui um ritmo e uma desenvoltura diferente, e por mais que se expressar seja importante, deve ser um processo particular do educando.

Dessa forma, perguntar, colocar ideias, é um processo válido quando for natural do aluno, respeitando seu tempo e suas condições. Ao educador cabe incentivar a todos, e pode fazer isso promovendo rodas de conversa, leituras em grupos, apresentações de trabalhos, entre outras inúmeras formas criativas de interação na turma.

Referências

Imagem retirada do link:
http://observacaonuaecrua.blogspot.com/2012/10/expressao-oral-e-pratica-pedagogica.html

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