Preciso ver sentido!

É muito importante pensarmos sobre isso. Imaginem que um professor está explicando  os estados sólido, líquido e gasoso. Ele então explica, como cada estado se apresenta. Parece simples não é? Agora, quão mais fácil seria para o aluno se entendesse que o gasoso está no vapor da chaleira do seu café, o sólido no gelo do seu suco, é o líquido na água da sua garrafa? Muito mais. Outro exemplo melhor seria uma aula de subtração, de forma simples, apenas com a resolução de exercícios. Como seria o entendimento do aluno se fizessem um mini mercado, onde ele precisa pagar e receber o troco? Bem melhor, porque isso está no dia a dia do aluno. É ali que entra a necessidade de fazer SENTIDO. É preciso que se relacione os conteúdos com a vida dos alunos. E como exatamente age o professor nesse caso? O educador precisa ser o mediador de tudo isso, lançando as ideias, proporcionando desafios, sugiro até que para iniciar um determinado conteúdo se faça primeiro esses questionamentos relacionados a vida do educando, instigando o raciocínio lógico e a curiosidade dos alunos. Como benefícios na aprendizagem, os alunos provavelmente estabelecerão pontes entre os conteúdos e sua vida. Pontes que os ajudarão mais a frente, a compreender de forma completa e sólida, os conteúdos que surgirão, além de se sentirem mais seguros em avaliações que possam surgir.

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O poder da empatia

Empatia. Você já prestou atenção nessa palavra? Se sim, deve saber o quão linda se torna uma pessoa se usá – la. Pode ser considerada uma ferramenta no bom relacionamento com as pessoas. Mas o que quero mesmo dizer para vocês hoje, é o porque gosto tanto dessa palavra. Começo dizendo que dei atenção à ela há alguns semestres, na faculdade. Os professores (boa parte deles), começaram a agir diferente, primeiro propuseram que nos colocássemos em círculo na sala, e assim, de um em um, todos se adaptaram ao formato. O próximo passo foi a palavra mágica, EMPATIA. Antes deles falaram sobre ela, eles começaram todo o início de aula, pedir como estávamos, uns individualmente, e fazíamos o Círculo da Paz (um método que talvez vocês já tenham ouvido falar), onde nos utilizamos do objeto da palavra. Vou explicar brevemente. Nada mais é do que um diálogo onde um objeto escolhido passa de pessoa em pessoa e quem estiver com ele tem a vez de falar, e o mediador disso (quem estabeleceu a dinâmica, o professor), propõe a pergunta, e nesse caso era para dizermos como estávamos nos sentindo. Mas, independente do meio e cada educador escolhe, a atitude é que importa. E gente, isso pode levar minutos, mas faz toda a diferença para a turma. Vou até compartilhar superficialmente com vocês que, eu mesma já trouxe isso para algumas turmas de educação infantil, antes da aula de música, e foi muito produtivo,  porque além de ter a chance de conhecer melhor a criança e o que ela está pensando, ainda, sem querer, com essa atitude, você estabelece um vínculo e um domínio da turma. E isso tudo é resultado da empatia. A simples arte de ouvir, se organizar no planejamento, doar cinco ou dez minutos para esse fim. Se interessar de verdade por cada história.

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Nota pode ser uma ferramenta positiva?

Sim. Mesmo tendo falado tanto em como pode ser prejudicial, hoje venho dizer que existem mais possibilidades. A nota por si só, se usada de forma simples, num simples cálculo de soma e divisão de médias, pode não ser tão boa para os alunos. Mas hoje quero trazer aqui, para refletirmos sobre uma outra visão, o processo de aprendizagem em relação a nota. Calma, vou esclarecer. O que quero dizer é que a nota não se torna tão pesada se tivermos métodos de ensino criativo. Por exemplo, você pode ter como método avaliativo prova se o conteúdo for explicado de forma teórica  e prática, com trabalhos criativos, que instiguem o aluno a pesquisar, que ele entenda a lógica do seguinte conteúdo. Penso que se o conteúdo for bem trabalhado, onde o educador percebe que a turma domina o tema, fica muito mais leve fazer uma prova, os alunos estarão mais seguros, e a escola toda sai ganhando. Além disso, podem existir outros métodos avaliativos durante um trimestre, como trabalhos práticos, pesquisas, entre outros, que podem ser intercalados com as provas.

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Vamos falar da nova geração?

Ué, o que tem a ver uma nova geração com uma educação nova? Tudo. As crianças estão se desenvolvendo mais rápido de forma intelectual, e isso é ótimo, até chegarmos em uma barreira jamais pensada: a nossa própria educação. O ensino em vigor sempre foi eficaz e pouco discutido, porém, há um tempo que estão surgindo inúmeros sinais de que alguns pontos precisam mudar. E é preciso ressaltar que isso não é uma novidade, mesmo sendo recente, muitos autores da área já escreveram sobre vários desses pontos. Um bom exemplo pode ser a questão dos lugares em sala de aula, sabiam que a disposição das classes na sala afeta diretamente o tipo de ensino e consequentemente da aprendizagem dos alunos? E sabem de que forma? Vejam só, esse formato de sala de aula tem uma origem, um porquê. É do período industrial e fabril, que vem a sequência de classes uma atrás da outra, onde mostra claramente o lugar do professor e dos alunos como ouvintes. Analisando as fileiras de classes, percebe – se que um estando atrás do outro, de certa forma, dificulta uma interação maior entre os colegas, para que troquem ideias. Por isso, algumas turmas de algumas instituições, já aderiram a experiência de organizar os alunos em um círculo, e eu, que já tive essa experiência, digo que é uma aula super gostosa, onde há mais participação. Mas claro, além disso ser apenas uma sugestão que surgiu nos últimos tempos, também não exclui a relação de respeito entre aluno e professor, manter a organização na turma, entre outros pontos.

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Silêncio na biblioteca

Pensem comigo, que bibliotecas você frequentou ou frequenta? Juro que escrevi este post assim que saí de uma aula incrível de contação de história. E sabem o que refletimos? Sobre como podem pedir silêncio em uma biblioteca. Todo mundo que vai ler isso deve ter ido a uma biblioteca e lá precisou falar baixo. Agora pensem comigo: para que as pessoas vão a uma biblioteca realmente? Mas destaco, a palavra mágica é REALMENTE. As pessoas vão pra retirar livros, fazer trabalhos em grupo ou até usar computador, algumas vão para ler, entre outras atividades. E aí chegamos a nossa questão, o silêncio. Qual será o silêncio necessário para realizar essas atividades? Galera, o que muita gente vem se questionando é que a biblioteca deveria ser um lugar ativo, vivo, onde tem um lugar para diversas atividades, musicalidade, contação de histórias, trabalhos, leituras, etc. Gostaríamos que sim, houvesse troca, debates, conversação. Mas, claro, você deve estar se perguntando, e quem gosta de ler em silêncio? Aí entra o bom senso, todo o som que as atividades farão, tem um limite, um local, mas se pensarmos na biblioteca um local de troca de informações, de busca de conhecimento, sempre fará algum som. A grande questão é que esse pedido de silêncio a nível de respeito, passou a ser algo exigido com rigidez ao ponto das pessoas não apreciarem mais ir a biblioteca, e assim, ela se torna um lugar cada vez mais vazio. Por isso, a ideia é que se façam atividades pertinentes a leitura, a contação, entre outros na biblioteca, para que ela seja um lugar vivo, frequentado e interessante aos leitores.

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Repensando métodos avaliativos

Esse é mesmo um assunto complicado né galera! Provas, avaliações, exames, do que quer que chamem, elas sempre são nossas pedrinhas no sapato, tanto dos alunos, como de muitos professores. Porque assim como vocês não gostam delas, nós, professores, também gostaríamos de fugir desse método. Mas a questão é: como? Como avaliar os alunos sem a tal da nota? Bem, quero começar dizendo que só por nos questionarmos sobre isso já é um avanço. Muitos de nós já sabemos que os nossos alunos se sentem pressionados, e que boa parte do que sabem se perde aí, no sistema nervoso. Fora, a competição que muitas vezes acontece por parte dos colegas em relação a esses resultados, dessa forma a prova deixa de ser um método diagnóstico e passa a ser um método excludente. E não deveria ser assim. A escola é um lugar de troca, aprendizado, e assim, passa a ser um grande exame. Uma peneira. Nos próximos posts vou falar sobre uma escola nova, métodos da escola da Ponte, entre outras. Mas voltando as notas, nós não temos uma receita, ou uma solução imediata para isso, o que temos é ideias novas para irmos adaptando essas mudanças em um coletivo. Claro, é preciso que a escola inteira se disponha a mudar, e principalmente a tentar. Por mais planejado que seja, sabemos que são tentativas, e sempre precisamos do plano B, até o C, para começar a dar certo. O caminho é a criatividade. As possibilidades estão aqui, na nossa cabeça. Podemos sim fazer um projeto, onde os alunos construam, criem e apliquem conteúdos que aprenderam durante o semestre por exemplo, e isso pode ser sim avaliado, o desenvolvimento de cada aluno. Porque uma nota?

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