Os “combinados”

Esse assunto é muito legal, vamos combinar né? Na escola, a rotina da tarde ou da manhã é sempre recheada de tarefas, o planejamento do professor é flexível, mas precisa ser levado em conta, tudo é preparado seus objetivos e também com amor. 

Entre uma atividade ou outra, fora da sala ou não, o professor precisa conduzir isso, propor para a turma a próxima atividade, ou um passeio em algum lugar da escola, por exemplo. Mas já pensaram na forma que ele pode fazê-lo? 

Mais que uma vez, a postura do professor colocar o que vão fazer é com uma certa imposição, com alertas ou muitas vezes até “chantagem”, dizendo aquele famoso “se não se comportarem vamos voltar para a sala”. Será que isso resolve? 

Na educação infantil, por exemplo, sou fã de algo bem mais agradável e eficaz: os combinados! Isso mesmo, contem com seus alunos, peça para que eles colaborem com você. Deixe claro que são uma equipe e que precisa da ajuda deles para dar certo. 

Nossos pequenos adoram ser ajudantes da profe! Estabelecer combinados com a turma é muito mais agradável e tenho certeza que há muito mais chance de ser atendido.

REFERÊNCIAS

Imagem retirada do link: https://gestaoescolar.org.br/conteudo/1601/escutar-as-criancas-para-qualificar-as-acoes-em-sala-de-aula

As emoções na escola

Tem lugar onde mais afloram as emoções do que na escola? Nossas crianças precisam de auxílio para entender e lidar com cada emoção, e que todas as emoções são bem-vindas.

Decidi escolher algumas emoções inicialmente, mas sabemos que muitas mais existem.  Vamos pensar nas emoções como a tristeza, medo, alegria, vergonha e raiva. 

Os motivos para sentir as emoções tanto negativas ou positivas, podem ser diversos e infinitos, e na escola os sentimentos afloram. A escola, por ser um lugar rico para construir relações de amizade, gera tanto sentimentos bons quanto os menos agradáveis. 

O melhor jeito de lidar com os sentimentos, e ajudar a criança a nomeá-los primeiramente, entender o porquê sentiu isso, e compreender que sentir medo, raiva ou tristeza, é normal em qualquer idade, somos humanos. O que precisa ser repensado é a forma como ela externaliza isso. Um bom exemplo é a raiva, em um desentendimento com o colega, sentir raiva é o provável para o momento, mas o que devemos evitar é o ato de bater, e é nisso que devemos auxiliar.

Quanto mais a criança expressar a emoção, melhor. O professor consegue ajudar a criança  a lidar com esse sentimento da criança. E assim ela poderá melhorar. Um ponto essencial nesse movimento é dar a devida importância ao sentimento da criança. Para ela isso é algo sério, por isso é preciso respeitar esse sentimento ajudando-a a compreender o conflito. 

Acredito que ajudar a criança a ver que sentir tristeza, a raiva ou o medo no caso, não é ruim, nem vergonhoso, é normal assim como todos os sentimentos. A nossa vida é a soma de todos os sentimentos, sejam eles agradáveis ou não.

Reforço particular

O reforço particular ou aula particular é uma boa opção para auxiliar na aprendizagem das crianças.  É um investimento além da escola que os pais podem fazer, e é algo que soma muito no desenvolvimento das crianças. 

É destinado para as crianças que apresentam dificuldades tanto específicas quanto qualquer necessidade de melhorar a aprendizagem. Geralmente, essa necessidade é percebida pela escola, sendo professores e orientadores, que juntamente com os pais ajudam a criança nesse sentido, ou percebida pelos pais. Por isso, gosto de dizer que devido a isso, o professor particular  trabalha de certa forma, em conjunto com o professor da criança na escola, é mais um profissional auxiliando no desenvolvimento da criança.  Ele é vem para somar, e havendo um diálogo entre as partes, o trabalho se desenvolve melhor. 

Esse tipo de reforço não tem  tempo específico, justamente por ser particular ele respeita o tempo do aluno, dá uma assistência maior de forma particular à ele, por isso, o tempo é relativo, porque depende do desenvolvimento do aluno, e de suas necessidades específicas.

Muitas vezes, só o que o aluno precisa é de uma pedagoga (o) ou professor que ajude-o a encontrar o seu melhor jeito de estudar. Isso o beneficia muito, pois é alguém que olha particularmente para ele, porque cada criança tem um jeito de aprender diferente, todos temos.

REFERÊNCIAS

Imagem retirada do link: https://www.cei4pilares.com.br/item/cei4pilares/214/servico/692

O reforço em casa

Sabem onde está presente o reforço em casa? No tema de casa! Isso mesmo, o reforço em casa não acontece apenas por meio de atividades específicas enviadas pelo professor. O tema de casa tem a função de reforçar o que foi visto em aula. 

Ele é uma extensão da escola em casa. Tem a função de fixar os conteúdos, ajudar os alunos a rever e até compreender melhor, visto que o aluno está em casa, à vontade e com mais tempo. 

Esse tipo de reforço então faz ligação com o tempo de estudo em casa. Essa organização de cada aluno, juntamente com o apoio e incentivo das famílias é essencial. 

Ter um tempo de estudo diário, mesmo que sem tema de casa solicitado, é muito importante para a aprendizagem do aluno. Além disso, ter um lugar que o aluno goste e se sinta a vontade para estudar é importante para a concentração nesse momento de estudo.

O reforço em casa é ter um momento de estudo diário. Isso é enriquecedor.

REFERÊNCIAS

Imagem retirada do link:
https://www.unicesumar.edu.br/blog/organizacao-dos-estudos-em-casa/


O reforço na escola

Estamos diante de um tema muito importante que precisa da nossa atenção. O reforço escolar nesse texto tratará do reforço no ambiente escolar. Aqui vamos olhar para ele de uma outra forma.

Por muito tempo, quando se falava em reforço na escola, ele já de cara era um mecanismo seletivo, classificando quem está com boas notas e quem não. O reforço era para aqueles alunos que estavam “mal”. Isso entre os colegas, gerava um certo sentenciamento, ou seja, os alunos que foram chamados pareciam estar sem chances de se sair bem na próxima prova, por exemplo. O reforço então passou a ser objeto de medo, algo negativo.

A melhor forma de mudar isso, é convidar todos os alunos. Atualmente, muitas escolas já compreendem o reforço como algo que é direito do aluno, um momento a mais, que reforça e intensifica o que está sendo aprendido, onde todos serão convidados, mesmo que em períodos diferentes. 

Entendendo que todos precisam, que o aluno sempre tem algo a aprender e alguma dúvida, o reforço passou a fazer parte do currículo escolar de todos os alunos, sendo algo positivo para eles.  E é assim que queremos que ele seja visto, como algo leve, que os ajuda, e não que os classifica.

REFERÊNCIAS

Imagem retirada do link:
https://www.perpetuosocorro.org.br/retorno-do-reforco-escolar/

PROJETO: MAIS QUE METODOLOGIA, EMPATIA! A influência da empatia na aprendizagem

Você acha que uma relação de empatia entre professor e aluno interfere no rendimento escolar? Se sim, acertou. São várias as experiências e depoimentos de pessoas que, por um professor gostou de uma matéria ou infelizmente odiou. O professor tem esse poder, ou melhor, essa responsabilidade. Pode ajudar o aluno a brilhar, motivá-lo, ou pode apagar sua luz. A empatia é imprescindível para ajudá-lo a brilhar.

Inicialmente, a empatia faz com que o professor se ponha no lugar dos alunos, para vê-los com um olhar compreensivo e pensar a partir da realidade sua turma. Mas vamos ir mais além, vamos para a aprendizagem.

Uma relação de carinho, respeito, confiança e empatia entre a turma e o educador faz com que os alunos dêem o melhor que puderem para aquele professor que expressa sinceridade e carinho. A matéria pode não ser tão boa para alguns, até difícil, mas eles gostam é do professor, e isso ajuda, se sentirão motivados para se esforçar mais.

Mas existe algo que faz parte também dessa relação, o diálogo. Ele também é uma forma de demonstrar empatia. Não é preciso impor o que precisa ser dito, basta conversar com a turma. Explicar o que se quer dizer como que contando com eles é um gesto afetuoso. O diálogo é uma boa ferramenta. 

Consequentemente a isso, o rendimento escolar poderá ser melhor, por a aula ser agradável. Os alunos serão motivados, porque é bom.  Ao meu ver, um professor que possui essa relação de afeto e empatia, onde o aluno se sente bem, obterá melhores resultados de sua turma. 

REFERÊNCIAS:

Imagem retirada do link:
http://colegio.pioxii-es.com.br/familiaxescola/empatia-no-ambiente-escolar

PROJETO: MAIS QUE METODOLOGIA, EMPATIA! A empatia constrói vínculos

A empatia aproxima. Ela faz toda a diferença no bom andamento das aulas, e soma para as boas relações. 

As relações interferem diretamente no rendimento das aulas, na aprendizagem dos alunos. Por mais dificuldades que o aluno tenha, se ele se sente acolhido e se anima com o professor, ele vai estar presente e dar o melhor de si. Vamos imaginar como isso acontece.

Na individualidade de cada um existe toda bagagem emocional que é influenciada pela família, pelas suas relações sociais e tudo o que lhe acontece. Certamente existem para o aluno, de qualquer idade, dias bons e ruins, mas todo dia é dia de ir para a escola, dia de abrir a mente e aprender.  Mas como abrir a mente se ele possui alguma preocupação?

Bem, nesse caso é que entra o professor e seu olhar atento e empático. Isso é empatia. Obviamente que não estamos falando de um super herói que irá resolver as questões de cada um de seus alunos todos os dias para que eles possam aprender. Estamos falando de uma postura de empatia que acolhe, que se põe no lugar do outro e compreende as angústias dos alunos. Os traz para uma aula agradável, onde ele se sinta bem com aquele professor e seus colegas. 

Nesse contexto se constrói vínculos. Vínculos de afeto, de amizade e confiança.  Alunos e professores estarão felizes com a presença uns dos outros.  Então os problemas não serão resolvidos, mas serão ofuscados por algo melhor. Fruto da tal empatia.

REFERÊNCIAS:

Imagem retirada do link: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=13109

PROJETO: MAIS QUE METODOLOGIA, EMPATIA! Empatia na relação professor/aluno

Nos últimos tempos muito se fala em empatia, em construção de vínculos, relações que façam mais sentido dentro do ambiente escolar. Todos, tanto as crianças quanto os adultos, estão sentindo falta disso, e a empatia parece fazer parte do aprendizado dos alunos.

E de fato é muito importante. A empatia está em toda a parte do ambiente escolar. O professor por exemplo, precisa olhar para cada aluno diariamente, e notar como ele está, acolhendo-o como um ser que é humano, carrega alegrias e angústias, e com essa postura afetuosa ele poderá até se sentir melhor.

Não é mais possível ignorar a vida pessoal do aluno como se ele pudesse “virar a chave” com algo sério que o preocupa. É preciso ver essa situação e alcançar a ele um olhar empático, de acolhida e compreensão.

Quando nos colocamos no lugar do outro e percebemos como ele está, nos aproximamos. O professor certamente, ao enxergar de fato seus alunos, constrói uma relação de carinho, respeito e confiança com eles. Provavelmente podemos dizer que os alunos ao se sentirem acolhidos, darão seu melhor naquela aula, por exemplo. Só uma acolhida cheia de empatia pelo outro proporciona isso.

Educação em tempos de pandemia: Um olhar positivo

Fui desafiada a falar sobre esse tema tão polêmico. Mas esse texto especialmente será uma conversa, uma forma de dialogarmos sobre as boas oportunidades escondidas nessa fase.

Acredito importante vermos tudo isso, primeiramente como algo que não durará para sempre, entretanto, é preciso ter consciência de que ficarão marcas positivas e negativas na história, na vida de cada um de diversas formas, sejam elas na formação, nos afetos e também nas finanças. Por isso, precisamos nos esforçar, para com o que pudermos, diminuir o quanto for possível os impactos negativos causados pela pandemia.

A educação está sendo de fato prejudicada. Falo isso porque em nosso país a educação está há tempos em um lugar complicado, no momento, está ainda pior, e ouso dizer que após a pandemia, mais difícil ainda será. Um bom motivo para isso é a falta de apoio do governo tanto financeiro quanto de amparo mesmo, a questão está na importância dada para os alunos, para a escola como um todo nesse momento, que infelizmente, é quase nada. As escolas que conseguem, por suas próprias pernas amparar seus alunos, famílias, educadores e funcionários todos, faz isso por si só, e ainda bem. Enquanto nossa educação pública que é a essência da educação, que deveria ser pública, gratuita e de qualidade, fica só no discurso. 

Ainda assim, precisamos pensar em nossos alunos, em como as atividades remotas impactam na vida deles e nas famílias. Sabemos de todos os desafios que perpassam as aulas remotas, mas precisamos mesmo é dar destaque a pensamentos positivos em relação à isso. É preciso ver esse momento como uma experiência, algo diferente que estamos vivenciando por um tempo, as perdas de aprendizado que ocorrem no caminho, nós sabemos e delas correremos atrás, mas existe algo de positivo por aqui. Será que estar em casa, fazendo as atividades com a família, mais próximos, pais mais presentes na educação dos filhos, não é positivo? De um jeito indesejável, famílias estão prestando mais atenção em seus filhos e participando de seu aprendizado.

Todos estamos nos reinventando, a escola, as famílias é isso pode ser algo positivo. De certa forma, também os alunos adolescentes, jovens, estão se esforçando ainda mais, para pesquisar, criar, estão tendo que ter a autonomia de estar presente, buscar e fazer. É claro que não é o ideal, mas para esse período de experiência, nem tudo é negativo.

São dois pontos que, talvez sejam hábitos criados nesse período de ensino remoto durante a pandemia, que perdurem para um bom tempo. Afinal, deve haver algum aprendizado nessa experiência, não é?

REFERÊNCIAS

Imagem retirada do link: https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fpt.vecteezy.com%2Farte-vetorial%2F217459-mesa-de-trabalho&psig=AOvVaw3E591okQCDUus3lmnuqrdC&ust=1594728852631000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCKiD0ZKayuoCFQAAAAAdAAAAABAI

PROJETO – Por uma sala de aula convidativa: LIBERDADE PARA A AUTONOMIA

Em todos os textos anteriores deste mini projeto para uma sala de aula convidativa, falamos em postura do professor, estrutura de sala de aula, forma de aprender pela prática e rotina que também é aprendizado. Para fechar, o último texto é basicamente uma justificativa para todos esses pontos. Vejamos.

De certa forma, adotar aquelas posturas propostas dá uma certa liberdade às crianças de escolher, pesquisar e construir. Elas ganham espaço e ganham um protagonismo. São autoras de suas próprias ideias. Ou seja, elas ganham autonomia.

Autonomia sobre suas descobertas, autonomia sobre suas escolhas e também sobre suas ações, porque foi dado a oportunidade de fazer, assim aprendeu e agora o faz. Só se aprende a comer, comendo, só se aprende a chegar em algum lugar indo algumas vezes até lá. Só se aprende a fazer sua higiene pessoal se a deixarem fazer, no seu tempo, errando e acertando. Só se aprende, de fato, com ânimo e curiosidade de aprender.

Dessa forma, caros leitores, a autonomia da criança de fazer suas próprias escolhas, de criar, de construir por si mesma, só acontece se for dada a oportunidade para tal. Para optar por algo é preciso ter opções. É podendo escolher que se aprende a escolher.

REFERÊNCIAS

Imagem retirada do link:
https://www.mindomo.com/es/mindmap/psychomotor-development-3-6-years-old-758b042664d34bea9b46080ccfa71adc