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Na ponta do lápis: rapidez ou agilidade?

Ultimamente, quem está na frente é o relógio, tudo o que formos fazer, pensamos “será que vai dar tempo?”. Mas não podemos confundir rapidez com agilidade. Talvez esse seja o nosso maior desafio diário, principalmente no contexto escolar, tratando de planejamento.

Em um planejamento, temos nossas ideias, nosso roteiro de forma organizada com o tempo que teremos, e isso é ótimo, mas precisamos aprender, dia após dia, a sermos mais flexíveis. Esse lado é sim real, mas existe um outro lado para mediarmos, lado este que não nos permite dar total razão para um, nem para outro. Mas, de que outro lado estou falando? Dos alunos.

Sabemos que são inúmeros os fatores que estão ali, o ritmo de cada um, o fator tempo e muitas vezes a quantidade de assuntos para trabalharmos, mas quando o educador cobra neste sentido, muito se confunde com o “fazer rápido”. Para melhor ver estas diferenças, pensemos nos significados das palavras. Rapidez é relacionado com velocidade, pressa. Já a agilidade, tem a ver com a capacidade de executar movimentos com destreza.

A partir disso, notamos que ao exigir dos alunos, queremos desenvolver ali a agilidade, e nela se mistura a atenção no que estão fazendo, a concentração. Outros fatores como a motricidade também estão ali, a serem desenvolvidos, e para isso se faz sim necessária insistência saudável do educador.

Desta forma, chamo a atenção a este texto para qualquer pessoa que o ler, porque independente do papel que ocupa, seja educando, educador, pais, todos precisam fazer essa diferença entre apressar e agilizar, para clarear algumas ideias e colaborar para o desenvolvimento saudável de nosso alunos.

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http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2014/02/28/1085469/professor-instigue-os-seus-alunos-escrever-melhor.html

A importância do protagonismo

Onde entra o protagonismo na sala de aula? Ele está na participação ativa do aluno, e não é só, protagonismo é mais que isso. Significa ir além do que é verbal, é a prática. Insisto muito nesse assunto, porque vejo que quando se produz algo, é menos provável que esse conhecimento se perca. Quando o educando constrói, “põe a mão na massa”, ele fixa muito mais o que aprendeu, e ali vem mais uma palavra importante, o aluno VISUALIZA o que aprendeu. É muito bom a troca de ideias com um grupo, pensar e construir, tentar de novo, até dar certo. E pensando bem, pode-se fazer trabalhos assim em todas as matérias, tanto na área de humanas, como na área das exatas, podemos ser muito criativos! Além disso, temos mais um ponto positivo, quantos talentos podem ser revelados em atividades criativas? Os alunos também vão se descobrindo, conhecendo de tudo, e se reconhecendo em certos temas. Dar a oportunidade da manifestação do aluno, proporcionar que ele tenha a intenção de se expor, é abrir caminhos de construção de sua trajetória.

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Preciso ver sentido!

É muito importante pensarmos sobre isso. Imaginem que um professor está explicando  os estados sólido, líquido e gasoso. Ele então explica, como cada estado se apresenta. Parece simples não é? Agora, quão mais fácil seria para o aluno se entendesse que o gasoso está no vapor da chaleira do seu café, o sólido no gelo do seu suco, é o líquido na água da sua garrafa? Muito mais. Outro exemplo melhor seria uma aula de subtração, de forma simples, apenas com a resolução de exercícios. Como seria o entendimento do aluno se fizessem um mini mercado, onde ele precisa pagar e receber o troco? Bem melhor, porque isso está no dia a dia do aluno. É ali que entra a necessidade de fazer SENTIDO. É preciso que se relacione os conteúdos com a vida dos alunos. E como exatamente age o professor nesse caso? O educador precisa ser o mediador de tudo isso, lançando as ideias, proporcionando desafios, sugiro até que para iniciar um determinado conteúdo se faça primeiro esses questionamentos relacionados a vida do educando, instigando o raciocínio lógico e a curiosidade dos alunos. Como benefícios na aprendizagem, os alunos provavelmente estabelecerão pontes entre os conteúdos e sua vida. Pontes que os ajudarão mais a frente, a compreender de forma completa e sólida, os conteúdos que surgirão, além de se sentirem mais seguros em avaliações que possam surgir.

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O poder da empatia

Empatia. Você já prestou atenção nessa palavra? Se sim, deve saber o quão linda se torna uma pessoa se usá – la. Pode ser considerada uma ferramenta no bom relacionamento com as pessoas. Mas o que quero mesmo dizer para vocês hoje, é o porque gosto tanto dessa palavra. Começo dizendo que dei atenção à ela há alguns semestres, na faculdade. Os professores (boa parte deles), começaram a agir diferente, primeiro propuseram que nos colocássemos em círculo na sala, e assim, de um em um, todos se adaptaram ao formato. O próximo passo foi a palavra mágica, EMPATIA. Antes deles falaram sobre ela, eles começaram todo o início de aula, pedir como estávamos, uns individualmente, e fazíamos o Círculo da Paz (um método que talvez vocês já tenham ouvido falar), onde nos utilizamos do objeto da palavra. Vou explicar brevemente. Nada mais é do que um diálogo onde um objeto escolhido passa de pessoa em pessoa e quem estiver com ele tem a vez de falar, e o mediador disso (quem estabeleceu a dinâmica, o professor), propõe a pergunta, e nesse caso era para dizermos como estávamos nos sentindo. Mas, independente do meio e cada educador escolhe, a atitude é que importa. E gente, isso pode levar minutos, mas faz toda a diferença para a turma. Vou até compartilhar superficialmente com vocês que, eu mesma já trouxe isso para algumas turmas de educação infantil, antes da aula de música, e foi muito produtivo,  porque além de ter a chance de conhecer melhor a criança e o que ela está pensando, ainda, sem querer, com essa atitude, você estabelece um vínculo e um domínio da turma. E isso tudo é resultado da empatia. A simples arte de ouvir, se organizar no planejamento, doar cinco ou dez minutos para esse fim. Se interessar de verdade por cada história.

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Vamos falar da nova geração?

Ué, o que tem a ver uma nova geração com uma educação nova? Tudo. As crianças estão se desenvolvendo mais rápido de forma intelectual, e isso é ótimo, até chegarmos em uma barreira jamais pensada: a nossa própria educação. O ensino em vigor sempre foi eficaz e pouco discutido, porém, há um tempo que estão surgindo inúmeros sinais de que alguns pontos precisam mudar. E é preciso ressaltar que isso não é uma novidade, mesmo sendo recente, muitos autores da área já escreveram sobre vários desses pontos. Um bom exemplo pode ser a questão dos lugares em sala de aula, sabiam que a disposição das classes na sala afeta diretamente o tipo de ensino e consequentemente da aprendizagem dos alunos? E sabem de que forma? Vejam só, esse formato de sala de aula tem uma origem, um porquê. É do período industrial e fabril, que vem a sequência de classes uma atrás da outra, onde mostra claramente o lugar do professor e dos alunos como ouvintes. Analisando as fileiras de classes, percebe – se que um estando atrás do outro, de certa forma, dificulta uma interação maior entre os colegas, para que troquem ideias. Por isso, algumas turmas de algumas instituições, já aderiram a experiência de organizar os alunos em um círculo, e eu, que já tive essa experiência, digo que é uma aula super gostosa, onde há mais participação. Mas claro, além disso ser apenas uma sugestão que surgiu nos últimos tempos, também não exclui a relação de respeito entre aluno e professor, manter a organização na turma, entre outros pontos.

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