Category Archives: Sala de aula

O reforço na escola

Estamos diante de um tema muito importante que precisa da nossa atenção. O reforço escolar nesse texto tratará do reforço no ambiente escolar. Aqui vamos olhar para ele de uma outra forma.

Por muito tempo, quando se falava em reforço na escola, ele já de cara era um mecanismo seletivo, classificando quem está com boas notas e quem não. O reforço era para aqueles alunos que estavam “mal”. Isso entre os colegas, gerava um certo sentenciamento, ou seja, os alunos que foram chamados pareciam estar sem chances de se sair bem na próxima prova, por exemplo. O reforço então passou a ser objeto de medo, algo negativo.

A melhor forma de mudar isso, é convidar todos os alunos. Atualmente, muitas escolas já compreendem o reforço como algo que é direito do aluno, um momento a mais, que reforça e intensifica o que está sendo aprendido, onde todos serão convidados, mesmo que em períodos diferentes. 

Entendendo que todos precisam, que o aluno sempre tem algo a aprender e alguma dúvida, o reforço passou a fazer parte do currículo escolar de todos os alunos, sendo algo positivo para eles.  E é assim que queremos que ele seja visto, como algo leve, que os ajuda, e não que os classifica.

REFERÊNCIAS

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https://www.perpetuosocorro.org.br/retorno-do-reforco-escolar/

PROJETO Por uma sala de aula convidativa: ATITUDES QUE ENSINAM

Na rotina de sala de aula, muitas vezes acelerada, o professor precisa lutar contra o tempo, tendo que vencer as páginas do livro didático, corrigir as atividades e seguir seu planejamento. Os alunos seguem nessa mesma velocidade, ou ao menos tentam, todos na ilusão de que se vencer o planejamento, o aprendizado acontece. Mas não é bem assim.

Muitos professores já tomam atitudes diferentes, com propostas que estimulam os alunos, mas há mais um ponto falho por aqui, as oportunidades perdidas. E são muitas, vejamos.

A escola por si só é um lugar de aprendizado, a partir do momento que a criança entra, já está aprendendo constantemente, caminhar até a sala, subir as escadas. Ao entrar na sala de aula ela aprende a se relacionar com seus colegas, cumprimentá-los, enfim, socializar. Após, ela aprende a organizar seus materiais e cuidar deles, dia após dia ela o faz melhor. Nas brincadeiras, aprende a socializar ainda mais, a ser solidária, exercita a imaginação, aprende até a se defender e a perdoar. Aprende a se desculpar em um conflito. Nas atividades pedagógicas aprende muito! Conhece coisas novas para ela. E na hora do lanche, do banheiro, do almoço (nas escolinhas, especificamente), bem, aí é uma correria, faz parte da rotina, tem que fazer rápido porque temos que limpar tudo, até porque se tiver hora do soninho elas precisam dormir logo porque já já acordam! Como?

Por que não há a mesma aprendizagem nesses momentos se eles também acontecem na escola? Por que uma criança de 3 anos tem que saber comer, e rápido, dormir logo, se nem nós gostamos disso? De fato, há algo errado que não nos damos conta.

Diante desses questionamentos, vamos imaginar o contrário. A hora do lanche é momento de aprendizagem. Enquanto as crianças comem, conhecem os alimentos, aprendem a se alimentar bem. E por que não, trabalhar aquele planejamento sobre alimentação saudável nesse momento? Não vamos desperdiçar isso, que é real, por uma atividade com outro material depois, que se distancia tanto da realidade.

O mesmo vale para a hora do banheiro. As crianças ainda estão aprendendo tudo isso, vamos aproveitar para ensinar, por exemplo, sobre a hora da higiene, os cuidados consigo mesmo. O momento de dormir para as escolas que o possuem, precisa ser de tranquilidade, de relaxamento, afinal, ninguém dorme sob pressão.

Portanto, estamos imaginando ambientes ainda mais saudáveis de aprendizagem. Obviamente que nem sempre conseguimos proporcionar momentos assim, mas é necessário compreender e tentar sair um pouco da caixa.

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PROJETO – Por uma sala de aula convidativa: OS “CANTOS” QUE INTEGRAM

Não é de hoje que falamos tanto em mudanças no nosso sistema educacional. Há tempos ele não é mais eficaz, alunos e professores não estão felizes, e muitos questionamentos e problemas surgem a partir disso.

Um sistema tradicional que já perdeu a eficácia, e de muitas formas está sendo repensado. Nesse projeto, veremos dicas de 5 pontos principais para uma mudança na educação, começando pela sala de aula.

Em muitos textos falei sobre isso, mas nesse vamos refletir a fundo sobre a estrutura da sala de aula. A sala de aula é um elemento primordial como parte da escola para a aprendizagem saudável do aluno. Ela precisa ser pensada como um elemento pedagógico nesse processo, precisa ter uma intencionalidade. 

Vamos pensar numa sala de aula de Educação Infantil convidativa. Imagine uma sala onde o aluno ao entrar, observa e fica curioso com o que vê, e quer mexer, usufruir. Uma sala com atrativos para todos os gostos, alguns vão ir direto ao tapete com brinquedos, outros vão nos recortes, afinal papel colorido e tesoura disponível é bem legal né? Algumas meninas vão querer as bonecas e outros porém vão primeiro no cantinho da calma, com almofadas para deitar em cantinho aconchegante! Uma sala com vários cantos! E tantos outros ambientes atrativos podem ser feitos dentro de uma sala.

Imaginem a partir desse cenário, que “a sala convidou” as crianças a entrarem, e elas encontraram coisas legais para fazer. Quebrou-se aí um sistema onde a criança entra e senta nas classes, que é só o que há na sala, e aguarda o professor propor algo. 

Essa sala convidativa proporciona uma aula interativa, desperta na criança autonomia de escolher, (mas para isso é preciso ter opções em seu alcance), a liberdade de agir fora de um certo padrão, e o professor tem um contexto para poder conhecer sua turma a cada dia, e propor a partir do que vê, conduzir a aula com as crianças já interessadas em estar ali. De fato, percebemos aqui que a aula também é feita pelo ambiente. 

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Trabalho em grupo: desafios e aprendizagens

Hoje vamos pensar um pouco sobre este assunto que para muitos, é uma pedra no sapato: trabalhar em grupo! 

O lugar em que tivemos o primeiro contato com o trabalho em grupo é a escola. Lá na Educação Infantil, realizar atividades junto com outros colegas começa sendo uma experiência incrível, acontecendo com frequência. A cada trabalho, alguns conflitos ocorrem e vão sendo resolvidos. 

A questão é que ao longo da caminhada escolar, esse exercício acaba acontecendo com menos frequência, tanto que por vezes os alunos é que solicitam, querendo o apoio dos colegas para determinada atividade. Mas será que eles sabem trabalhar em grupo? Essa pergunta não pode ser respondida apenas com uma afirmação, afinal, nem todos gostam deste exercício, porém, uma boa resposta é que ao chegar na faculdade, muitos se dão conta que “carregam” o grupo nas costas, e outros apenas “vão na onda”. Grande parte das pessoas tanto na graduação ou ainda na escola, fazem esse tipo de reclamação, e por isso, acredito que é preciso pensar sobre isso, principalmente porque isso se refletirá na vida adulta, na sua profissão.

É necessário saber trabalhar em grupo? Sim! Nós somos, essencialmente seres que precisamos uns dos outros. Antes de tudo, é preciso ter consciência que independente de quantos estão em um determinado grupo, todos precisam fazer algo para a atividade se concluir. Para isso, alguns grupos optarão pela divisão de tarefas caso não possam se reunir e fazer juntos. Entretanto, ainda na escola, o ideal é o tempo para fazer junto na própria aula, e ainda assim, uma organização de demandas de tarefa a cada componente do grupo é necessária.

Outro quesito importante em uma atividade em grupo é o diálogo. Cada componente precisa ser aberto a opinião do outro, sabendo que, por vezes, irão precisar entrar em um consenso. A conversa e o respeito são pontos principais para o trabalho em grupo.

Dessa forma, entender o trabalho em grupo como algo que precisa ser pensado, dialogado, e organizado, nos ajuda a compreender melhor esse exercício. Pensar junto, construir junto, deveria ser praticado com mais frequência, afinal, construindo juntos, aprendemos mais. Conhecer novas ideias é enriquecedor. Como diz Mario Sergio Cortella, “há pessoas que tem pensamentos diversos do nosso e isso nos auxilia a refinar os nossos pensamentos e nos ajuda também a melhor buscar maior certeza ou até dificuldade naquilo que temos de encontrar.” Isso acredito ser a essência do trabalho em grupo.

REFERÊNCIAS:

CORTELLA, Mario Sergio. O MELHOR DO CORTELLA. TRILHAS DO PENSAR, IDEIAS, FRASES E INSPIRAÇÕES. Ed. Planeta do Brasil. São Paulo, 2018.

https://br.freepik.com/vetores-gratis/funcionarios-da-empresa-compartilhando-pensamentos-e-ideias_8270975.htm#page=1&query=trabalho%20em%20grupo&position=10

As dimensões da letra

Já problematizaram sua letra alguma vez na vida, né? Pois é, a minha também, e isso é super normal, e sabem por que? Porque uma letra é diferente da outra. E os professores, bem, esses sempre querem o nosso melhor, caprichado e organizado. Mas recentemente estive fazendo um curso sobre tipos de letra (digamos assim), e encontrei uma lacuna nesse aspecto. 

Caligrafia trata-se de um tipo de letra que segue um padrão, bem feita e bonita, mas o calígrafo por exemplo, não tem muito espaço para criar, ele é obrigado a seguir um modelo. Aí pensem comigo, se a caligrafia é seguir um padrão, quando é dado aquele caderno de caligrafia aos alunos queremos que todos escrevam em um padrão? Mas, a letra é algo particular de cada um, ela segue uma linha, cursiva, com o modelo ensinado, porém seu desenho é individual.

Partindo dessa ideia podemos refletir até onde a interferência do professor na escrita do aluno, lá na alfabetização, deve ir. Obviamente que ele ensina e orienta o aluno em todo o processo de construção da escrita, letra por letra, mas quando chegamos na estética da letra, a questão do feio ou bonito é algo particular que não deve ser levado em conta para ser certo ou errado, isso é uma característica de cada aluno.

O termo lettering explica bem isso. Ele basicamente é uma forma de criar livremente o desenho de sua letra, seja ela artística ou não. Isso não se aplica para as crianças, mas pode nos ajudar a pensar na liberdade de criação da própria letra.

Assim, podemos pensar que a construção da letra é algo a ser ensinado e orientado, mas a estética dela não deve ser algo problematizado. Isso é característico de cada um e precisa ser respeitado.

REFERÊNCIAS

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https://www.estudopratico.com.br/caligrafia-artistica/

Tal profe, tal turma?

Propositalmente este título faz referência a expressão “tal pai, tal filho”. Julgo importante e interessante repararmos nisso.

A turma se parece com o professor? Existem inúmeros exemplos que sim, se parecem com o jeito e com a forma como ele também conduz a turma. 

Isso se expressa no seu dia a dia. Se o professor é calmo, tranquilo, aos poucos a turma também será. Se o professor é organizado, seus alunos serão. E se o professor é agitado, sua turma também demonstrará isso.

Vamos analisar, de que forma isso ocorre?

No dia a dia, o professor vai deixando claro seu jeito e suas prioridades. Os alunos, por sua vez, por mais tempo que levem vão se adaptando à sua forma de se organizar, e ao cumprir, levam isso como “certo”. 

A convivência é o fator que colabora para isso. As características do professor vão sendo absorvidas por aqueles seres que, de certa forma pequenos, irão reproduzir. Dia após dia, como na família, a turma se adapta, cumpre e age tão qual o professor coloca seus hábitos.

Além disso, hábitos como deixar a sala em ordem, limpa, também são oriundos dessa relação. Toda ordem ou desordem é aprendida. Vem do exemplo. O exemplo e a prática é o que faz nós, seres humanos, aprendermos efetivamente algo.

Como é notável essa relação. Ao entrar em uma sala de aula logo se vê as características do professor, o que é mais ou menos relevante para ele, pelas atitudes de seus alunos. 

Por isso, se faz tão necessário repensarmos nossas práticas diárias, o que é relevante ou não. E através dessa reflexão poder estar em constante atualização, pelo simples fato de estarmos trabalhando com gente. E gente aprende com o exemplo. 

Referências

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https://br.depositphotos.com/209444896/stock-illustration-pupils-and-teacher-in-classroom.html

Um mais um já são dois

Com o passar dos anos, na escola, de série em série, se aprende e vai-se criando hábitos e formas de se portar nessa sociedade, modos de pensar e de agir. Mas hoje convido-os a pensar que também se desaprende. Querem saber como?

Há um assunto que eu tanto falo, que é sobre a organização dos alunos em sala, trata-se de sentar em círculo e não em fileiras. Isso os professores que praticam já notaram a diferença, bem como eu. 

Mas em uma de minhas conversas com educadores, percebemos que com as turmas de educação infantil isso dá super certo, mas quando os alunos entram no ensino fundamental e médio, quando é proposto esse formato, não dá certo. Então refleti sobre o porquê desse fato. E a resposta é simples.

O sistema educacional nesse quesito, não permite que os alunos continuem com a autonomia de se portar no formato circular como quando na educação infantil, porque ao passarem para os anos iniciais, já os colocamos em fileiras novamente. Ou seja, quando algum professor for propor uma aula em círculo, obviamente que se a turma forma mais agitada, ou algo do gênero, os alunos não saberão agir adequadamente à esse formato coletivo, de forma que o professor possa bem conduzir a aula.

E aí pergunto a vocês, caros leitores, é possível cobrar os alunos sobre essa postura? Em minha humilde opinião, não. Porque não os estimulamos para isso, não os permitimos. Por isso ouvimos relatos de que em grupo certas turmas não funcionam, mas os estimulamos a esse convívio durante todos os dias letivos? Não. Apenas propomos diversas vezes que trabalhem grupo. Mas a lacuna permanece. 

Por isso, simplesmente precisamos proporcionar o momento para ir construindo esse hábito, aliás, ouso dizer que estar inteiramente no coletivo, sabendo ouvir, respeitar e se expor, é uma habilidade a ser desenvolvida. E isso leva tempo, anos. Nossos alunos precisam crescer dessa forma na escola. 

Portanto, enfatizo a importância que há em estimular essa atitude diariamente. O processo inverso do que fazemos, é dar subsídios para depois colher os resultados.

Referências

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http://psicologiaaplicadaets.blogspot.com/2017/06/grupos-de-trabalho-nas-organizacoes.html

Saindo da caixa: aulas em círculo

Naturalmente, nós não vemos necessidade em fazermos círculos com os alunos, por razões primeiramente históricas. Em um de meus primeiros textos, citei a era industrial como sendo o fator que originou a forma de se organizar em fila, para concentrar-se em algo e produzir. 

Diante disso, repito a vocês questionando se isso faz ainda algum sentido nos dias de hoje. É um assunto delicado, porém é necessário nos perguntarmos o porquê de certas atitudes e se ainda cabe. Tudo evolui, as gerações evoluem, mas tem que se encaixar nos métodos antigos?

Existem dois lados para pensarmos. O primeiro é como seria esse jeito diferente, circular, de se organizar e em como isso pode ser positivo. Já o segundo, é pensarmos que isso sozinho não faz diferença se não vier com novas intenções metodológicas. Ou seja, mudanças podem ocorrer, por vezes, sem se adaptar à mudanças organizacionais.

Sentar organizadamente um atrás do outro, nos restringe, tendo um menor contato direto com os outros, dando a falsa impressão que nos concentramos mais, quando na verdade não. Parece que nossos alunos não irão conversar com os colegas, porém isso não é verdade. E os alunos então, ficam olhando as costas uns dos outros. Aí entra a questão do círculo, e pergunto, e ouso dizer que, temos um material base para a aprendizagem que não é aproveitado, pelo contrário, é evitado, os colegas de classe, ideias alheias a sua. Outras mentes pensantes.

O processo circular permite uma interação direta com os outros, olho no olho, com direito a conversa, e automaticamente, com as mesmas reações do educador a esse fato, eles irão se cuidar com os excessos. E é ainda melhor porque tendo esse contato, eles saberão respeitar as opiniões ao seu redor e conviver com a vez do outro de falar, por exemplo. Reforço então, que é com a prática que se aprende. Constrói-se ali, um espaço de troca, para uma aprendizagem ainda mais rica.

Porém, essa minha crítica ao modelo tradicional de organização em sala de aula, não se restringe apenas a ele próprio, mas sim estendo às metodologias do educador. Isso faz toda a diferença também. De nada adianta um modelo circular se o professor não permite uma comunicação saudável, por exemplo. Portanto, lembremos de que há escolas que fazem um excelente trabalho de várias maneiras, mas temos um longo caminho pela frente.

Referências

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http://www.adventista.edu.br/_imagens/area_academica/files/A%20organiza%C3%A7%C3%A3o%20do%20espa%C3%A7o%20em%20sala%20de%20aula.pdf

Para onde me leva tudo o que eu levo?

Tudo o que aprendemos ao longo da nossa trajetória escolar tende a ser uma bagagem que, ano após ano, vamos aprendendo mais e ligando um conhecimento à outro. Esse movimento vai nos agregando muitas aprendizagens. 

Mas o fato é que, temos a necessidade de que as coisas tenham sentido, conhecimentos sempre acrescentam, porém podem ser em vão. Por isso precisamos pensar para onde vão estes conhecimentos. Mais do que isso, para onde eles nos levam?

Logo, na escola vamos aumentando essa bagagem, mas a pergunta que devemos nos fazer é, os conhecimentos agregam para? Essa preposição tem algo a nos dizer. 

Neste contexto, ela indica um rumo, rumo este que só quem sabe é cada um, mas a escola, a metodologia do educador, podem ajudar a identificar isso. É preciso estabelecer ligações dos conteúdos para com o dia a dia dos alunos, com a vida dos alunos e com o que está a sua volta. Pensem comigo, em um exemplo simples, em uma aula de biologia, os alunos estão estudando os seres vivos, por vezes é passado o conteúdo sem construir relações para além das paredes da escola, ou seja, com os seres vivos que nos rodeiam, e se dar conta de que eles não foram criados a partir de um estudo, mas sim os estudos são feitos a partir de sua existência. Isso mostra que estabelecer essas relações “situa” o aluno em uma realidade, além de dar mais valor aos conteúdos. 

Agora, vejam como temos um processo muitas vezes inconsciente de acomodação, por uma falsa ideia já implantada de que quanto maiores os alunos, mais teoria e menos prática. Os conteúdos realmente são mais densos, mas dosar é o caminho, aqui me refiro aos excessos, principalmente a escassez. 

Vou exemplificar esta ideia, lembrando-os de que na educação infantil e até nos anos iniciais, por vezes os conteúdos que estão no nosso planejamento, obviamente em uma intensidade bem menor, são inseridos com a prática. Eles são experimentados. Agora pergunto, por que não continuar assim? É claro que pela exigência de um ensino médio, e pelo tamanho do currículo escolar, isso precisa ser adaptado e um tanto quanto esporádico. Mas volto a dizer, o problema é o excesso. Ou demais, ou de menos.

Outro ponto importante para se destacar, é se voltar para o educando, e nesse contexto, perceber que ele vai também construindo pontes entre sua vida e os conceitos, e com muita dedicação e interesse, interesse do qual foi instigado pelo gosto de aprender, e irão se identificar, ao caminhar para a vida acadêmica, por exemplo. 

Dessa forma, entendo que com alunos e professores juntos construindo pontes com a realidade, unindo a teoria com a prática, tornamos o invisível, visível. Damos sentido a toda aquela bagagem que temos, e muitas vezes não sabemos para onde ir com ela.

REFERÊNCIAS

Imagem retirada do link: https://floridachristianuniversity.edu/2019/01/16/educacao-continuada-o-caminho-certo-para-o-sucesso/

De casa para a escola

Sabemos que o processo de ensino-aprendizagem é complexo, contínuo e cheio de particularidades. E nesse caminho, podemos ir muito bem adiante, ou demorarmos mais tempo. Até porque, cada um tem o seu tempo.

Entretanto, existem fatores que influenciam esse processo e que poderiam ser evitados. Estou falando aqui, principalmente, dos que podem dar atenção a estes detalhes, e não dão.

O primeiro ponto é, para surpresa de alguns, e nem tanto de outros, necessidades básicas. Sim! Muitas vezes o sono e a fome acarretam falta de atenção, agitação ou cansaço, e resultam em uma total diminuição de aprendizagem. O déficit de necessidades básicas que há muito já se sabe, afeta diretamente o ensino.

Outro fator que é um pouco mais complicado de lidar, são as questões emocionais. Aquelas que muitas vezes vem de casa, mal resolvidas. Acreditem, aquela discussão que ficou pendente, aquela falta de explicação do porquê de algo, aquele beijo que não deu tempo de dar, tem criança que não vai conseguir sequer pensar na escola, e sim relembrar o que aconteceu, ou não.

Bem, talvez você se esteja se perguntando: como ela soube o que aconteceu em casa? Então, eles contam, exteriorizam.

E qual o papel do pedagogo nessa hora? Muito bem, explicar para a criança que o pai, a mãe ou quem seja, a ama e que à noite vai estar tudo bem, pode parecer simples, mas tanto é que talvez não funcione. E é por isso que somos pedagogos. Porque nessa hora precisamos ser criativos e fazer de tudo para que a criança se interta com as atividades na escola enquanto estiver ali.
De qualquer forma, a atenção total da criança já foi perdida.

Por isso, falamos e insistimos em dar a devida atenção às necessidades emocionais da criança, porque é a base do seu desenvolvimento.

Referência

Imagem retirada do link: https://escolaeducacao.com.br/20-atividades-dia-da-escola-15-de-marco/