Category Archives: Sala de aula

Pedagogia do erro: o que podemos aprender com isso?

Você já ouviu falar em pedagogia do erro? Esse termo foi trazido por Paulo Freire, e quer nos fazer refletir sobre a forma com que encaramos o erro. A maneira com que conduzimos isso na escola evidentemente reflete em toda a nossa vida. Por isso a importância de pensar sobre isso.

Imagine se o erro fosse a chave para novos debates? E se fosse visto como opção para outras percepções? Essa teoria nos propõe isso, vermos no erro uma brecha para novos diálogos. 

Assim, a partir disso podemos dizer que aprendemos com ele. A chave para um movimento de diálogo e aprendizagem é o erro, o espaço para divergir. Ouvi de uma professora uma vez que texto bom é aquele que tem correções, pois o que está totalmente ruim, nada se pode fazer. Assim é com tudo em nossa vida, errar e acertar, principalmente na escola, é sinônimo de vida, de ânimo para aprender, e aprender com os outros.

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O concreto

É preciso mostrar. O exemplo já significa muito para uma criança, quanto mais na sua aprendizagem. Entendemos que os conhecimentos estão inteiramente ligados e advém de tudo o que faz parte da nossa vida. 

Mas, na escola, nem sempre nos damos conta de como é importante trazer exemplos cotidianos para relacionar com os conteúdos. A cada conteúdo que formos trabalhar com nossos alunos, podemos ser criativos e demonstrá-lo de alguma forma. Pode ser através de algum objeto, alguma dinâmica, ou experimento. Algo que faça o aluno perceber a relação entre o conteúdo e como ele é inserido no dia a dia.

Por isso, esse movimento é enriquecedor e faz toda a diferença na aprendizagem. Os alunos visualizam e compreendem muito melhor, existindo aí maior sentido na explicação, no conhecimento. Isso constrói uma ponte entre a escola e o cotidiano do aluno.

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Imagem reirada do link: https://canaldoensino.com.br/blog/19-projetos-de-aprendizagem-criativa-para-levar-para-sala-de-aula

Reinvente-se

Se reinvente. Todo o dia. Sabe aquele papo de ser flexível? É uma questão real. Mesmo que tenhamos em mãos um planejamento, uma organização, nós sabemos que ao longo do dia, as coisas podem sair diferente do esperado. 

Quando falamos de escola, muito mais. O professor está trabalhando com alunos, e por isso precisamos levar em consideração que cada um tem suas particularidades, e por sermos humanos, nem sempre estaremos nos nossos melhores dias, às vezes mais agitados, outras vezes mais introspectivos. 

Diante disso, por vezes ao chegar na sala de aula podemos ter planejado que a aula ocorreria de tal forma, mas no momento se faz necessário trabalhar mais algum conteúdo específico, ou até pausar e falar sobre algo que está agitando os alunos. Esses são exemplos de momentos que podem vir a acontecer com qualquer um de nós, e nesse momento, se reinventar é necessário.

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Espaços tecnológicos e o compartilhar boas ideias

Nos últimos tempos, vimos que a internet e suas tecnologias são mais necessárias na nossa vida do que imaginávamos. Aulas online? Sim. E boa parte dos alunos brasileiros que não têm acesso às tecnologias foram prejudicados. É, a internet e seus benefícios fazem parte da nossa vida diariamente.

Mas, apesar disso, imaginem que se cada um que tivesse uma boa ideia sobre algo realmente a divulgasse? Ou, ao criar algo interessante, o disponibilizasse? Muitas pessoas têm boas ideias mas não as compartilham.

Este blog é um bom exemplo disso, um espaço despretensioso para que possamos através da escrita e da leitura, refletir sobre vários assuntos da educação. 

A internet hoje une as pessoas, faz com que de longe muita gente se conecte e compartilhe suas ideias. Os espaços tecnológicos nos proporcionam isso.

Por isso, se você tem algo a compartilhar, o faça, pois o conhecimento se faz quando ele é passado adiante, como em um trabalho de formiguinha. Ele vale a pena quando há troca de saberes, quando se espalha, provoca questionamentos e produz movimentos entre as pessoas. Acredito que as tecnologias nos ajudam nisso por alcançarem pessoas dos lugares mais distantes.

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Nenhuma pergunta é boba!

Estamos em 2020 e parece que isso não acontece mais não é? Não. Imagino que isso ainda não deve ter sido eliminado totalmente, mas cada vez mais os professores estão percebendo como isso é inadequado. 

Sabe aquele medo de perguntar, questionar algo ou fazer um comentário? Acontecia muito porque os alunos eram julgados por suas falas. Era como se eles tivessem que acertar o que fossem falar, como se tivessem que se preocupar com algo que nem mesmo eles sabiam e estavam ali para aprender. Muitos então eram “cortados” por seus professores, de tal forma que não mais falavam. Aquela antiga e trágica cultura de alunos ouvintes. 

Essa é uma herança que hoje em dia estamos diariamente tentando mudar. Utilizamos várias e várias maneiras criativas para que os alunos participem das aulas, coloquem suas opiniões. 

A escola é lugar de aprender, errar e acertar, é o lugar certo, na fase certa, para estar à vontade para colocar sua opinião sem se preocupar com julgamentos. Por isso, nenhuma pergunta é boba! Se é sua dúvida, é porque precisa ser respondida. Além do mais, sua dúvida também pode ser de outros. E é compartilhando que se aprende.

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Reforço particular

O reforço particular ou aula particular é uma boa opção para auxiliar na aprendizagem das crianças.  É um investimento além da escola que os pais podem fazer, e é algo que soma muito no desenvolvimento das crianças. 

É destinado para as crianças que apresentam dificuldades tanto específicas quanto qualquer necessidade de melhorar a aprendizagem. Geralmente, essa necessidade é percebida pela escola, sendo professores e orientadores, que juntamente com os pais ajudam a criança nesse sentido, ou percebida pelos pais. Por isso, gosto de dizer que devido a isso, o professor particular  trabalha de certa forma, em conjunto com o professor da criança na escola, é mais um profissional auxiliando no desenvolvimento da criança.  Ele é vem para somar, e havendo um diálogo entre as partes, o trabalho se desenvolve melhor. 

Esse tipo de reforço não tem  tempo específico, justamente por ser particular ele respeita o tempo do aluno, dá uma assistência maior de forma particular à ele, por isso, o tempo é relativo, porque depende do desenvolvimento do aluno, e de suas necessidades específicas.

Muitas vezes, só o que o aluno precisa é de uma pedagoga (o) ou professor que ajude-o a encontrar o seu melhor jeito de estudar. Isso o beneficia muito, pois é alguém que olha particularmente para ele, porque cada criança tem um jeito de aprender diferente, todos temos.

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O reforço na escola

Estamos diante de um tema muito importante que precisa da nossa atenção. O reforço escolar nesse texto tratará do reforço no ambiente escolar. Aqui vamos olhar para ele de uma outra forma.

Por muito tempo, quando se falava em reforço na escola, ele já de cara era um mecanismo seletivo, classificando quem está com boas notas e quem não. O reforço era para aqueles alunos que estavam “mal”. Isso entre os colegas, gerava um certo sentenciamento, ou seja, os alunos que foram chamados pareciam estar sem chances de se sair bem na próxima prova, por exemplo. O reforço então passou a ser objeto de medo, algo negativo.

A melhor forma de mudar isso, é convidar todos os alunos. Atualmente, muitas escolas já compreendem o reforço como algo que é direito do aluno, um momento a mais, que reforça e intensifica o que está sendo aprendido, onde todos serão convidados, mesmo que em períodos diferentes. 

Entendendo que todos precisam, que o aluno sempre tem algo a aprender e alguma dúvida, o reforço passou a fazer parte do currículo escolar de todos os alunos, sendo algo positivo para eles.  E é assim que queremos que ele seja visto, como algo leve, que os ajuda, e não que os classifica.

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https://www.perpetuosocorro.org.br/retorno-do-reforco-escolar/

PROJETO Por uma sala de aula convidativa: ATITUDES QUE ENSINAM

Na rotina de sala de aula, muitas vezes acelerada, o professor precisa lutar contra o tempo, tendo que vencer as páginas do livro didático, corrigir as atividades e seguir seu planejamento. Os alunos seguem nessa mesma velocidade, ou ao menos tentam, todos na ilusão de que se vencer o planejamento, o aprendizado acontece. Mas não é bem assim.

Muitos professores já tomam atitudes diferentes, com propostas que estimulam os alunos, mas há mais um ponto falho por aqui, as oportunidades perdidas. E são muitas, vejamos.

A escola por si só é um lugar de aprendizado, a partir do momento que a criança entra, já está aprendendo constantemente, caminhar até a sala, subir as escadas. Ao entrar na sala de aula ela aprende a se relacionar com seus colegas, cumprimentá-los, enfim, socializar. Após, ela aprende a organizar seus materiais e cuidar deles, dia após dia ela o faz melhor. Nas brincadeiras, aprende a socializar ainda mais, a ser solidária, exercita a imaginação, aprende até a se defender e a perdoar. Aprende a se desculpar em um conflito. Nas atividades pedagógicas aprende muito! Conhece coisas novas para ela. E na hora do lanche, do banheiro, do almoço (nas escolinhas, especificamente), bem, aí é uma correria, faz parte da rotina, tem que fazer rápido porque temos que limpar tudo, até porque se tiver hora do soninho elas precisam dormir logo porque já já acordam! Como?

Por que não há a mesma aprendizagem nesses momentos se eles também acontecem na escola? Por que uma criança de 3 anos tem que saber comer, e rápido, dormir logo, se nem nós gostamos disso? De fato, há algo errado que não nos damos conta.

Diante desses questionamentos, vamos imaginar o contrário. A hora do lanche é momento de aprendizagem. Enquanto as crianças comem, conhecem os alimentos, aprendem a se alimentar bem. E por que não, trabalhar aquele planejamento sobre alimentação saudável nesse momento? Não vamos desperdiçar isso, que é real, por uma atividade com outro material depois, que se distancia tanto da realidade.

O mesmo vale para a hora do banheiro. As crianças ainda estão aprendendo tudo isso, vamos aproveitar para ensinar, por exemplo, sobre a hora da higiene, os cuidados consigo mesmo. O momento de dormir para as escolas que o possuem, precisa ser de tranquilidade, de relaxamento, afinal, ninguém dorme sob pressão.

Portanto, estamos imaginando ambientes ainda mais saudáveis de aprendizagem. Obviamente que nem sempre conseguimos proporcionar momentos assim, mas é necessário compreender e tentar sair um pouco da caixa.

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PROJETO – Por uma sala de aula convidativa: OS “CANTOS” QUE INTEGRAM

Não é de hoje que falamos tanto em mudanças no nosso sistema educacional. Há tempos ele não é mais eficaz, alunos e professores não estão felizes, e muitos questionamentos e problemas surgem a partir disso.

Um sistema tradicional que já perdeu a eficácia, e de muitas formas está sendo repensado. Nesse projeto, veremos dicas de 5 pontos principais para uma mudança na educação, começando pela sala de aula.

Em muitos textos falei sobre isso, mas nesse vamos refletir a fundo sobre a estrutura da sala de aula. A sala de aula é um elemento primordial como parte da escola para a aprendizagem saudável do aluno. Ela precisa ser pensada como um elemento pedagógico nesse processo, precisa ter uma intencionalidade. 

Vamos pensar numa sala de aula de Educação Infantil convidativa. Imagine uma sala onde o aluno ao entrar, observa e fica curioso com o que vê, e quer mexer, usufruir. Uma sala com atrativos para todos os gostos, alguns vão ir direto ao tapete com brinquedos, outros vão nos recortes, afinal papel colorido e tesoura disponível é bem legal né? Algumas meninas vão querer as bonecas e outros porém vão primeiro no cantinho da calma, com almofadas para deitar em cantinho aconchegante! Uma sala com vários cantos! E tantos outros ambientes atrativos podem ser feitos dentro de uma sala.

Imaginem a partir desse cenário, que “a sala convidou” as crianças a entrarem, e elas encontraram coisas legais para fazer. Quebrou-se aí um sistema onde a criança entra e senta nas classes, que é só o que há na sala, e aguarda o professor propor algo. 

Essa sala convidativa proporciona uma aula interativa, desperta na criança autonomia de escolher, (mas para isso é preciso ter opções em seu alcance), a liberdade de agir fora de um certo padrão, e o professor tem um contexto para poder conhecer sua turma a cada dia, e propor a partir do que vê, conduzir a aula com as crianças já interessadas em estar ali. De fato, percebemos aqui que a aula também é feita pelo ambiente. 

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Trabalho em grupo: desafios e aprendizagens

Hoje vamos pensar um pouco sobre este assunto que para muitos, é uma pedra no sapato: trabalhar em grupo! 

O lugar em que tivemos o primeiro contato com o trabalho em grupo é a escola. Lá na Educação Infantil, realizar atividades junto com outros colegas começa sendo uma experiência incrível, acontecendo com frequência. A cada trabalho, alguns conflitos ocorrem e vão sendo resolvidos. 

A questão é que ao longo da caminhada escolar, esse exercício acaba acontecendo com menos frequência, tanto que por vezes os alunos é que solicitam, querendo o apoio dos colegas para determinada atividade. Mas será que eles sabem trabalhar em grupo? Essa pergunta não pode ser respondida apenas com uma afirmação, afinal, nem todos gostam deste exercício, porém, uma boa resposta é que ao chegar na faculdade, muitos se dão conta que “carregam” o grupo nas costas, e outros apenas “vão na onda”. Grande parte das pessoas tanto na graduação ou ainda na escola, fazem esse tipo de reclamação, e por isso, acredito que é preciso pensar sobre isso, principalmente porque isso se refletirá na vida adulta, na sua profissão.

É necessário saber trabalhar em grupo? Sim! Nós somos, essencialmente seres que precisamos uns dos outros. Antes de tudo, é preciso ter consciência que independente de quantos estão em um determinado grupo, todos precisam fazer algo para a atividade se concluir. Para isso, alguns grupos optarão pela divisão de tarefas caso não possam se reunir e fazer juntos. Entretanto, ainda na escola, o ideal é o tempo para fazer junto na própria aula, e ainda assim, uma organização de demandas de tarefa a cada componente do grupo é necessária.

Outro quesito importante em uma atividade em grupo é o diálogo. Cada componente precisa ser aberto a opinião do outro, sabendo que, por vezes, irão precisar entrar em um consenso. A conversa e o respeito são pontos principais para o trabalho em grupo.

Dessa forma, entender o trabalho em grupo como algo que precisa ser pensado, dialogado, e organizado, nos ajuda a compreender melhor esse exercício. Pensar junto, construir junto, deveria ser praticado com mais frequência, afinal, construindo juntos, aprendemos mais. Conhecer novas ideias é enriquecedor. Como diz Mario Sergio Cortella, “há pessoas que tem pensamentos diversos do nosso e isso nos auxilia a refinar os nossos pensamentos e nos ajuda também a melhor buscar maior certeza ou até dificuldade naquilo que temos de encontrar.” Isso acredito ser a essência do trabalho em grupo.

REFERÊNCIAS:

CORTELLA, Mario Sergio. O MELHOR DO CORTELLA. TRILHAS DO PENSAR, IDEIAS, FRASES E INSPIRAÇÕES. Ed. Planeta do Brasil. São Paulo, 2018.

https://br.freepik.com/vetores-gratis/funcionarios-da-empresa-compartilhando-pensamentos-e-ideias_8270975.htm#page=1&query=trabalho%20em%20grupo&position=10