Category Archives: Relação professor/ aluno

A música na aprendizagem

Que bela forma de aprender, não? A música é a forma mais leve e prazerosa de aprender algo. Ela ajuda na fixação do conteúdo, de forma divertida, através da memorização. 

Ela pode ser um complemento pedagógico, auxiliando no processo de aprendizagem. A música ensina. Existem várias músicas sobre conteúdos, inclusive paródias, claro! Já pararam para pensar nesse método que é utilizado até em cursinhos pré-vestibular?

Existem músicas na Educação Infantil para todos os momentos, para quase tudo o que a criança precisa aprender nessa fase, por exemplo, para a hora do lanche, da higiene, de brincar. Música sobre amizade, sobre família. É só incluí-la de maneira inteligente e estratégica.

Mas, também ela pode e precisa também ser algo sem intencionalidades pedagógicas, apenas para descontrair ou relaxar. Também é válido! Vamos utilizar essa ferramenta com nossos alunos?

A necessidade de experienciar antes de ouvir

Atualmente, sentimos a necessidade de uma educação humanizadora, que olhe para os alunos por inteiro, com tudo o que eles trazem, suas capacidades, suas angústias, sua vida. É a busca por sentido.

Isso tudo está presente na forma de conduzir uma aula, por exemplo, e faz com que ela tenha maior sentido, relacionando os conhecimentos com a realidade que vivem as crianças. Por isso da necessidade de experienciar antes de ouvir.

Se o educador conduz a aula de forma a trazer os conhecimentos na forma real para os alunos, ou seja, através de exemplos que eles conheçam, que possam até visualizar, os alunos então poderão se identificar e compreender melhor o conteúdo trabalhado. Dessa forma, encontrarão sentido.

Vivenciar antes de escutar. A teoria e a prática são ambas igualmente importantes, mas que tal a prática vir por primeiro?

Os “combinados”

Esse assunto é muito legal, vamos combinar né? Na escola, a rotina da tarde ou da manhã é sempre recheada de tarefas, o planejamento do professor é flexível, mas precisa ser levado em conta, tudo é preparado seus objetivos e também com amor. 

Entre uma atividade ou outra, fora da sala ou não, o professor precisa conduzir isso, propor para a turma a próxima atividade, ou um passeio em algum lugar da escola, por exemplo. Mas já pensaram na forma que ele pode fazê-lo? 

Mais que uma vez, a postura do professor colocar o que vão fazer é com uma certa imposição, com alertas ou muitas vezes até “chantagem”, dizendo aquele famoso “se não se comportarem vamos voltar para a sala”. Será que isso resolve? 

Na educação infantil, por exemplo, sou fã de algo bem mais agradável e eficaz: os combinados! Isso mesmo, contem com seus alunos, peça para que eles colaborem com você. Deixe claro que são uma equipe e que precisa da ajuda deles para dar certo. 

Nossos pequenos adoram ser ajudantes da profe! Estabelecer combinados com a turma é muito mais agradável e tenho certeza que há muito mais chance de ser atendido.

REFERÊNCIAS

Imagem retirada do link: https://gestaoescolar.org.br/conteudo/1601/escutar-as-criancas-para-qualificar-as-acoes-em-sala-de-aula

As emoções na escola

Tem lugar onde mais afloram as emoções do que na escola? Nossas crianças precisam de auxílio para entender e lidar com cada emoção, e que todas as emoções são bem-vindas.

Decidi escolher algumas emoções inicialmente, mas sabemos que muitas mais existem.  Vamos pensar nas emoções como a tristeza, medo, alegria, vergonha e raiva. 

Os motivos para sentir as emoções tanto negativas ou positivas, podem ser diversos e infinitos, e na escola os sentimentos afloram. A escola, por ser um lugar rico para construir relações de amizade, gera tanto sentimentos bons quanto os menos agradáveis. 

O melhor jeito de lidar com os sentimentos, e ajudar a criança a nomeá-los primeiramente, entender o porquê sentiu isso, e compreender que sentir medo, raiva ou tristeza, é normal em qualquer idade, somos humanos. O que precisa ser repensado é a forma como ela externaliza isso. Um bom exemplo é a raiva, em um desentendimento com o colega, sentir raiva é o provável para o momento, mas o que devemos evitar é o ato de bater, e é nisso que devemos auxiliar.

Quanto mais a criança expressar a emoção, melhor. O professor consegue ajudar a criança  a lidar com esse sentimento da criança. E assim ela poderá melhorar. Um ponto essencial nesse movimento é dar a devida importância ao sentimento da criança. Para ela isso é algo sério, por isso é preciso respeitar esse sentimento ajudando-a a compreender o conflito. 

Acredito que ajudar a criança a ver que sentir tristeza, a raiva ou o medo no caso, não é ruim, nem vergonhoso, é normal assim como todos os sentimentos. A nossa vida é a soma de todos os sentimentos, sejam eles agradáveis ou não.

PROJETO: MAIS QUE METODOLOGIA, EMPATIA! A influência da empatia na aprendizagem

Você acha que uma relação de empatia entre professor e aluno interfere no rendimento escolar? Se sim, acertou. São várias as experiências e depoimentos de pessoas que, por um professor gostou de uma matéria ou infelizmente odiou. O professor tem esse poder, ou melhor, essa responsabilidade. Pode ajudar o aluno a brilhar, motivá-lo, ou pode apagar sua luz. A empatia é imprescindível para ajudá-lo a brilhar.

Inicialmente, a empatia faz com que o professor se ponha no lugar dos alunos, para vê-los com um olhar compreensivo e pensar a partir da realidade sua turma. Mas vamos ir mais além, vamos para a aprendizagem.

Uma relação de carinho, respeito, confiança e empatia entre a turma e o educador faz com que os alunos dêem o melhor que puderem para aquele professor que expressa sinceridade e carinho. A matéria pode não ser tão boa para alguns, até difícil, mas eles gostam é do professor, e isso ajuda, se sentirão motivados para se esforçar mais.

Mas existe algo que faz parte também dessa relação, o diálogo. Ele também é uma forma de demonstrar empatia. Não é preciso impor o que precisa ser dito, basta conversar com a turma. Explicar o que se quer dizer como que contando com eles é um gesto afetuoso. O diálogo é uma boa ferramenta. 

Consequentemente a isso, o rendimento escolar poderá ser melhor, por a aula ser agradável. Os alunos serão motivados, porque é bom.  Ao meu ver, um professor que possui essa relação de afeto e empatia, onde o aluno se sente bem, obterá melhores resultados de sua turma. 

REFERÊNCIAS:

Imagem retirada do link:
http://colegio.pioxii-es.com.br/familiaxescola/empatia-no-ambiente-escolar

PROJETO: MAIS QUE METODOLOGIA, EMPATIA! A empatia constrói vínculos

A empatia aproxima. Ela faz toda a diferença no bom andamento das aulas, e soma para as boas relações. 

As relações interferem diretamente no rendimento das aulas, na aprendizagem dos alunos. Por mais dificuldades que o aluno tenha, se ele se sente acolhido e se anima com o professor, ele vai estar presente e dar o melhor de si. Vamos imaginar como isso acontece.

Na individualidade de cada um existe toda bagagem emocional que é influenciada pela família, pelas suas relações sociais e tudo o que lhe acontece. Certamente existem para o aluno, de qualquer idade, dias bons e ruins, mas todo dia é dia de ir para a escola, dia de abrir a mente e aprender.  Mas como abrir a mente se ele possui alguma preocupação?

Bem, nesse caso é que entra o professor e seu olhar atento e empático. Isso é empatia. Obviamente que não estamos falando de um super herói que irá resolver as questões de cada um de seus alunos todos os dias para que eles possam aprender. Estamos falando de uma postura de empatia que acolhe, que se põe no lugar do outro e compreende as angústias dos alunos. Os traz para uma aula agradável, onde ele se sinta bem com aquele professor e seus colegas. 

Nesse contexto se constrói vínculos. Vínculos de afeto, de amizade e confiança.  Alunos e professores estarão felizes com a presença uns dos outros.  Então os problemas não serão resolvidos, mas serão ofuscados por algo melhor. Fruto da tal empatia.

REFERÊNCIAS:

Imagem retirada do link: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=13109

PROJETO: MAIS QUE METODOLOGIA, EMPATIA! Empatia na relação professor/aluno

Nos últimos tempos muito se fala em empatia, em construção de vínculos, relações que façam mais sentido dentro do ambiente escolar. Todos, tanto as crianças quanto os adultos, estão sentindo falta disso, e a empatia parece fazer parte do aprendizado dos alunos.

E de fato é muito importante. A empatia está em toda a parte do ambiente escolar. O professor por exemplo, precisa olhar para cada aluno diariamente, e notar como ele está, acolhendo-o como um ser que é humano, carrega alegrias e angústias, e com essa postura afetuosa ele poderá até se sentir melhor.

Não é mais possível ignorar a vida pessoal do aluno como se ele pudesse “virar a chave” com algo sério que o preocupa. É preciso ver essa situação e alcançar a ele um olhar empático, de acolhida e compreensão.

Quando nos colocamos no lugar do outro e percebemos como ele está, nos aproximamos. O professor certamente, ao enxergar de fato seus alunos, constrói uma relação de carinho, respeito e confiança com eles. Provavelmente podemos dizer que os alunos ao se sentirem acolhidos, darão seu melhor naquela aula, por exemplo. Só uma acolhida cheia de empatia pelo outro proporciona isso.

PROJETO – Por uma sala de aula convidativa: LIBERDADE PARA A AUTONOMIA

Em todos os textos anteriores deste mini projeto para uma sala de aula convidativa, falamos em postura do professor, estrutura de sala de aula, forma de aprender pela prática e rotina que também é aprendizado. Para fechar, o último texto é basicamente uma justificativa para todos esses pontos. Vejamos.

De certa forma, adotar aquelas posturas propostas dá uma certa liberdade às crianças de escolher, pesquisar e construir. Elas ganham espaço e ganham um protagonismo. São autoras de suas próprias ideias. Ou seja, elas ganham autonomia.

Autonomia sobre suas descobertas, autonomia sobre suas escolhas e também sobre suas ações, porque foi dado a oportunidade de fazer, assim aprendeu e agora o faz. Só se aprende a comer, comendo, só se aprende a chegar em algum lugar indo algumas vezes até lá. Só se aprende a fazer sua higiene pessoal se a deixarem fazer, no seu tempo, errando e acertando. Só se aprende, de fato, com ânimo e curiosidade de aprender.

Dessa forma, caros leitores, a autonomia da criança de fazer suas próprias escolhas, de criar, de construir por si mesma, só acontece se for dada a oportunidade para tal. Para optar por algo é preciso ter opções. É podendo escolher que se aprende a escolher.

REFERÊNCIAS

Imagem retirada do link:
https://www.mindomo.com/es/mindmap/psychomotor-development-3-6-years-old-758b042664d34bea9b46080ccfa71adc

PROJETO – Por uma sala de aula convidativa: APRENDER ATRAVÉS DA PRÁTICA

Esse tema de fato, liga-se com o texto da semana passada, quando refletimos sobre a forma com que o professor conduz a aula, sendo de forma convidativa, despertando o interesse e a curiosidade dos alunos ao invés de adotar uma posição de imposição. 

Quando o professor compreende isso, ele proporciona ao aluno algo incrível: aprender através da prática. Mas, sabem por que isso é tão brilhante? Porque o aluno passa a descobrir pelas suas próprias mãos, olhos, pela conversa com os colegas, ele construiu raciocínios que são só dele, e que ele buscou com sua própria capacidade. Certamente que, as atividades e explicações depois vão dar todo um suporte e polir o entendimento da criança, mas sem desvalorizar o que ela construiu, afinal ela esteve aprendendo na prática, esteve descobrindo do seu jeito, no seu tempo. 

Vou citar um exemplo para deixar ainda mais claro. Imaginem que no planejamento da semana o tema proposto é os elementos da natureza. Na sua escola, você tem uma área verde, mas caso não tenha nem uma árvore, você leva uma sacola de folhas, flores e afins. A partir daí você organiza seus alunos em grupos e leva-os ao lugar com árvores e folhas, e deixa-os desbravar o lugar, mas sempre acompanhando e instigando-os, deixa-os livres para mexer, se perguntar, olhar, analisar. Ao retornar para a sala, vocês dialogam, trocam as experiências que foram feitas, e em seguida se introduz de fato, o conteúdo. 

As vivências, queridos leitores, encantam, com elas se aprende, se imagina e se descobre. Aprender através da prática é compreender que as crianças não são simples ouvintes, são pequenos pesquisadores!

REFERÊNCIAS

Imagem retirada do link:
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/ensino-fundamental-anos-finais/

PROJETO – Por uma sala de aula convidativa: A POSTURA QUE CONQUISTA

O professor é o exemplo, a referência para sua turma. Ele tem em sua frente vinte ou trinta seres pensantes cheios de vontade de aprender e é responsável por isso. Nesse texto convido vocês, caros leitores, a pensarem em um professor com uma postura diferente da talvez considerada comum. 

No texto passado sobre a sala de aula, vimos que a sala propunha algo para as crianças, a estrutura da sala era de certa forma, convidativa. Mas e o professor, como deve agir? 

Bem, nesse contexto o professor ocupa um lugar de orientador, mediando as atividades que ele também propõe para as crianças, acompanhando cada uma delas. Sua função de professor é a mesma, o que muda aqui é sua postura diante das atividades que ele mesmo planejou. 

Ao invés de apenas propor o conteúdo ou a atividade, o professor vai convidar o aluno para o tema, e sabe de que forma? Apresentado-o na prática antes da explicação, de forma materializada, deixando o aluno com a liberdade de conhecer o tema primeiro. Trazendo exemplo, algo que situe os seus alunos no assunto por se assemelhar ou relacionar com a vida cotidiana deles. Isso faz com que o aluno  se sinta parte do assunto, dá tempo para ele se inteirar e se interessar pelo tema. Em seguida sim, o próximo passo são as explicações ou as atividades pedagógicas.

Esse caminho conquista o aluno antes de qualquer proposta. E é isso que precisamos, alunos interessados, curiosos para saber mais.

Dessa forma, pensar em um “professor convidativo”, que desperta a curiosidade de seus alunos antes de qualquer explicação, é de fato uma boa ideia. Vamos tentar?

REFERÊNCIAS

Imagem retirada do link: https://www.google.com.br/url?sa=i&url=http%3A%2F%2Fepafmt.com.br%2Fpaginas%2Fhorario-de-entrada-e-saida&psig=AOvVaw327WLh5lqpLhHj4YyKrY88&ust=1592308950780000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCOiJ27Tjg-oCFQAAAAAdAAAAABAX