Category Archives: Relação professor/ aluno

PROJETO – Por uma sala de aula convidativa: LIBERDADE PARA A AUTONOMIA

Em todos os textos anteriores deste mini projeto para uma sala de aula convidativa, falamos em postura do professor, estrutura de sala de aula, forma de aprender pela prática e rotina que também é aprendizado. Para fechar, o último texto é basicamente uma justificativa para todos esses pontos. Vejamos.

De certa forma, adotar aquelas posturas propostas dá uma certa liberdade às crianças de escolher, pesquisar e construir. Elas ganham espaço e ganham um protagonismo. São autoras de suas próprias ideias. Ou seja, elas ganham autonomia.

Autonomia sobre suas descobertas, autonomia sobre suas escolhas e também sobre suas ações, porque foi dado a oportunidade de fazer, assim aprendeu e agora o faz. Só se aprende a comer, comendo, só se aprende a chegar em algum lugar indo algumas vezes até lá. Só se aprende a fazer sua higiene pessoal se a deixarem fazer, no seu tempo, errando e acertando. Só se aprende, de fato, com ânimo e curiosidade de aprender.

Dessa forma, caros leitores, a autonomia da criança de fazer suas próprias escolhas, de criar, de construir por si mesma, só acontece se for dada a oportunidade para tal. Para optar por algo é preciso ter opções. É podendo escolher que se aprende a escolher.

REFERÊNCIAS

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https://www.mindomo.com/es/mindmap/psychomotor-development-3-6-years-old-758b042664d34bea9b46080ccfa71adc

PROJETO – Por uma sala de aula convidativa: APRENDER ATRAVÉS DA PRÁTICA

Esse tema de fato, liga-se com o texto da semana passada, quando refletimos sobre a forma com que o professor conduz a aula, sendo de forma convidativa, despertando o interesse e a curiosidade dos alunos ao invés de adotar uma posição de imposição. 

Quando o professor compreende isso, ele proporciona ao aluno algo incrível: aprender através da prática. Mas, sabem por que isso é tão brilhante? Porque o aluno passa a descobrir pelas suas próprias mãos, olhos, pela conversa com os colegas, ele construiu raciocínios que são só dele, e que ele buscou com sua própria capacidade. Certamente que, as atividades e explicações depois vão dar todo um suporte e polir o entendimento da criança, mas sem desvalorizar o que ela construiu, afinal ela esteve aprendendo na prática, esteve descobrindo do seu jeito, no seu tempo. 

Vou citar um exemplo para deixar ainda mais claro. Imaginem que no planejamento da semana o tema proposto é os elementos da natureza. Na sua escola, você tem uma área verde, mas caso não tenha nem uma árvore, você leva uma sacola de folhas, flores e afins. A partir daí você organiza seus alunos em grupos e leva-os ao lugar com árvores e folhas, e deixa-os desbravar o lugar, mas sempre acompanhando e instigando-os, deixa-os livres para mexer, se perguntar, olhar, analisar. Ao retornar para a sala, vocês dialogam, trocam as experiências que foram feitas, e em seguida se introduz de fato, o conteúdo. 

As vivências, queridos leitores, encantam, com elas se aprende, se imagina e se descobre. Aprender através da prática é compreender que as crianças não são simples ouvintes, são pequenos pesquisadores!

REFERÊNCIAS

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http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/ensino-fundamental-anos-finais/

PROJETO – Por uma sala de aula convidativa: A POSTURA QUE CONQUISTA

O professor é o exemplo, a referência para sua turma. Ele tem em sua frente vinte ou trinta seres pensantes cheios de vontade de aprender e é responsável por isso. Nesse texto convido vocês, caros leitores, a pensarem em um professor com uma postura diferente da talvez considerada comum. 

No texto passado sobre a sala de aula, vimos que a sala propunha algo para as crianças, a estrutura da sala era de certa forma, convidativa. Mas e o professor, como deve agir? 

Bem, nesse contexto o professor ocupa um lugar de orientador, mediando as atividades que ele também propõe para as crianças, acompanhando cada uma delas. Sua função de professor é a mesma, o que muda aqui é sua postura diante das atividades que ele mesmo planejou. 

Ao invés de apenas propor o conteúdo ou a atividade, o professor vai convidar o aluno para o tema, e sabe de que forma? Apresentado-o na prática antes da explicação, de forma materializada, deixando o aluno com a liberdade de conhecer o tema primeiro. Trazendo exemplo, algo que situe os seus alunos no assunto por se assemelhar ou relacionar com a vida cotidiana deles. Isso faz com que o aluno  se sinta parte do assunto, dá tempo para ele se inteirar e se interessar pelo tema. Em seguida sim, o próximo passo são as explicações ou as atividades pedagógicas.

Esse caminho conquista o aluno antes de qualquer proposta. E é isso que precisamos, alunos interessados, curiosos para saber mais.

Dessa forma, pensar em um “professor convidativo”, que desperta a curiosidade de seus alunos antes de qualquer explicação, é de fato uma boa ideia. Vamos tentar?

REFERÊNCIAS

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Empatia: uma habilidade ou jeito de ser?

Ao longo de conversas no cotidiano de escola e de faculdade (antes dessa pandemia que vivemos), muito se falava em empatia, como sendo algo que se sente falta entre alunos e professores, e que faria toda a diferença. Bem, então os questiono, em que sentido a empatia se faz presente no cotidiano escolar? 

Muitas são as alternativas, desde a postura do educador, as atitudes dos alunos, enfim, de todos. Mas vejam que falei em ATITUDE, e com ela me refiro as atitudes perante as mais variadas situações, desde algum problema com um aluno, até o simples modo de se dirigir a turma diariamente. A EMPATIA dá o ar da graça quando você vê o funcionário da escola que passou por você quando você ia bater o ponto e o cumprimenta, ela segue para a sala dos professores com um cordial “bom dia” ou “boa tarde”, e te acompanha lá na sala de aula, e quando entrar na sala, VÊ cada um de seus alunos, e chega perto dos que estão bem, mas mais perto ainda dos que trouxeram para a sala de aula alguma angústia, alguma tristeza. 

Entretanto, preste atenção, não confunda empatia com simpatia. Empatia tem a ver com HUMANIDADE. Ser simpático é um jeito de ser, uns mais, outros menos. Já a empatia, é sim desenvolver o OLHAR ao próximo, compreender o que está passando, e no caso da escola, isso é e precisa ser evidente, afinal, cada pessoa que faz a escola acontecer tem a sua história.

Dessa forma, acredito que as novas gerações já estavam nos pedindo esse olhar empático, mas mais do que isso, no mundo “pós-pandemia”, algumas lições ficarão, dentre elas, a humanidade.

REFERÊNCIA
Imagem retirada do link: https://afala.com.br/carta-a-menina-da-foto/maos-dadas-crianca-e-mulher/

A ambiguidade em um olhar

Esse tema tem mesmo a ver com empatia. Atualmente, venho percebendo ao longo dos textos e das interações com quem os lê, que as pessoas estão cada vez mais voltando-se para a afetividade no processo da aprendizagem. Se fala em vínculos, e só não concorda com isso quem está um pouco distante da realidade da educação.

Diante disso, e diante do que sabemos sobre afetividade e empatia na educação, vamos nos focar em algo que pode ser quase que definitivo no desenvolvimento de uma criança, a forma como olhamos para ela. 

O professor acaba sendo para o aluno uma referência, alguém em que a criança acredita e leva como uma pessoa que sabe o que está dizendo. E se esse professor, tão respeitado pelo aluno,  se utilizar de palavras tão duras que, mesmo sem querer, repreenda o aluno a ponto dele não mais querer expor suas ideias? Se esse professor não ver que o que o aluno produziu é o melhor que ele pode naquele momento e criticar negativamente o tempo inteiro? O aluno certamente não se tornará confiante de si mesmo.

Refletindo sobre esses exemplos, percebemos como o mesmo olhar, a mesma palavra que pode impulsionar a coragem, a criatividade, o desenvolvimento de uma criança, pode também, se mal feito, desacreditá-la de sua capacidade. É um processo delicado, que precisa ser visto com atenção diariamente, nas particularidades de cada aluno.

O educador tem o papel de ser mediador do conhecimento, de capacitar o aluno, fazê-lo querer se desafiar e acreditar que está crescendo. As críticas construtivas podem e devem ser feitas, mas com cuidado e empatia.

REFERÊNCIAS

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https://seakalm.com.br/o-poder-da-empatia/

Os diversos caminhos

Vou começar perguntando à vocês, caros leitores, o que é mais importante, o raciocínio para chegar à uma resposta, ou apenas a resposta? Temos o direito de pensar de formas distintas para responder isso, assim como cada um de vocês que está lendo aqui, agora, está refletindo de forma diferente, e chegarão em conclusões diferentes.

Isso acontece com nossos alunos também, partindo do princípio que somos seres distintos uns dos outros, os caminhos para se chegar a uma resposta não é igual. Nós, enquanto escola, educadores, precisamos respeitar e compreender as formas de pensar dos alunos.

Os caminhos são muitos para se chegar a alguma resposta, cada um irá utilizar as habilidades que tem para chegar a um resultado, e isso não é certo ou errado, é o justo. O ideal é aceitarmos as diversas formas de raciocínio.

Um clássico exemplo disso é, em sala de aula, na prova existe a mesma pergunta para todos, obviamente, mas as contas feitas para se chegar nessa ideia são diversas, pode ser por fórmula, cálculo, só raciocínio-lógico ou até algo mais lúdico. Mas há aquele educador que não irá aceitar se não seguir a fórmula. Mas o aluno viu diferente. O que acontece aí?

O professor precisa compreender que seus alunos pensam de formas diferentes e tem autonomia e inteligência suficientes para encontrar outros caminhos que não seja apenas a fórmula ensinada. Com isso, nesse processo muito se aprende, e se aprenderia ainda mais se fossem compartilhadas essas diferentes maneiras de pensar.

Portanto, que possamos ter um olhar único para cada aluno. Perceber que cada um tem capacidade de criar e chegar a alguma resposta por um caminho diferente, mas tão bom quanto. Isto é, saber avaliar o aluno pelo ser próprio parâmetro de desenvolvimento, e não por um único.

Referências

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https://www.siteware.com.br/projetos/banco-ideias-empresas/

O ingrediente essencial da educação

Estar bem para fazer bem. O que isso significa? Significa que precisamos estar bem psiquicamente, fisicamente para poder fazer bem feito tudo aquilo que fazemos.

Contudo, sabemos que não estaremos bem sempre, até porque isso é obviamente utópico, mas existe um jeito de se sentir o melhor possível: se conhecendo. Juntando alguns saberes de pessoas incríveis, cheguei a conclusão de que se nos conhecemos, se percebemos o que não está legal, se tivermos consciência de todas as nossas particularidades, fica muito mais fácil de se governar, de se controlar.

A velocidade do mundo hoje, dos nossos compromissos diários, nos impede de respirar e refletir. Precisamos reparar em nós mesmos.

Pedagogicamente falando, quando nós soubermos nos controlar, aí sim chegaremos com sucesso até o aluno para compreendê-lo. Chegamos na empatia, aquela palavra que adoro e que só tem sucesso efetivo se nos despirmos de nós mesmos por instantes para olhar o outro. Isso se aplica não só na escola, mas na família e nos relacionamentos.

Esse movimento todo gera como resultado o afeto, o carinho. Isso constrói um vínculo que, dia após dia, vai dando gás à vontade do aluno de estar na escola, ao interesse de estudar, e consequentemente, aumenta progressivamente o nível de aprendizagem.

Muito provavelmente, isso é parte integrante e relevante do conjunto ensino-aprendizagem. Não deixemos de lado.

Referência

Imagem retirada do link: https://br.freepik.com/vetores-premium/ideia-leve-de-bulbo-com-cerebro-na-lampada_1390003.htm


A importância do Pedagogo

Resolvi hoje falar de mim. Falar de todos aqueles que são ou serão pedagogos. Que profissão é essa? Assim como qualquer outro profissional, ele estuda, se aperfeiçoa e muitas vezes, mais do que qualquer outro, ele segue estudando.

E nem cheguei nas suas funções. Elas são inúmeras! Ele atua nos processos de ensino-aprendizagem, é o especialista da educação. Sua formação permite que ele associe o desenvolvimento do aluno, com a realidade que ele vive. Permite adaptar métodos, ser criativo, ser mais humano e ter empatia para com os alunos, ele pode adaptar a aprendizagem ao tempo de cada um. Pode trabalhar em sala como educador, coordenador, supervisor, até na direção de uma escola.

O pedagogo é o professor. É aquele que acompanha o crescimento, o desenvolvimento e a alfabetização. A importância do pedagogo, vai além de questões metodológicas, ela está no processo diário. No início. É o início de tudo, ele atua na fase que vai ser marcante para a criança, que será adolescente e adulto um dia. Questões de convivência, questões sociais.

A forma com que é conduzida as questões de relacionamento dos alunos, nos conflitos por exemplo, afeta nas relações, na auto-estima e na personalidade dos alunos. Outras questões como acertos e erros em atividades, também são fatos que dependendo como for administrado, pode fazer a criança entender o erro e tentar acertar ou então, se sentir inferior e não querer mais perguntar, por exemplo. Isso reflete no futuro do aluno, em sua caminhada.

E fora da escola? Ele está lá também, chama-se educação em espaços não-escolares. Seus campos, nesse caso, fora da escola regular, é a pedagogia empresarial, hospitalar, até na indústria de brinquedos e na elaboração de materiais pedagógicos. Pode ser um educador social, e até trabalhar com a educação especial (que por vezes, está inserida na escola).

Sua função é pedagógica e humana, é analítica e compreensiva. É um exímio observador que muitas vezes, tenta, tenta, tenta de novo. Busca alternativas.

Assim, percebemos a grande importância social e pedagógica do profissional da Pedagogia. É um impulsionador na caminhada escolar. Sua tarefa é delicada e muito gratificante, precisamos valorizar!

Referências:

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http://evolutime.com.br/dt_blogs/dia-do-pedagogo/

Disciplina na medida certa

Este assunto é tão importante que é necessário clareza ao definir as nossas opiniões sobre ele. Digo isso, como ser humano, educador, à você pai e mãe. Até onde os limites são bons? A disciplina é necessária em que nível?

Precisamos hoje, ter cuidado para não confundir o protagonismo buscado na educação atual, com liberdades a ponto de não termos regras em nossa sala de aula, e deste modo perder muitas vezes, o respeito.

O domínio da turma é algo que se conquista, não com autoritarismo ou submissões, mas com respeito e admiração. E isso não significa a ausência de regras.

É normal pensarmos, ao repreender alguma atitude de nossos alunos, que estamos sendo autoritários demais. Mas isso não é verdade. Tudo depende do modo a que nos referimos à eles.

Dá para sermos firmes sem transmitir medo. Será que o certo então, é deixar livre e nunca aumentar o tom? Julgo isso impossível. Estamos falando de uma turma, e, independente da idade, são muitos. E obviamente, e cientificamente falando, após um tempo, não tão longo, a concentração é desviada, e a tentação de conversar com o colega do lado é enorme. E ali está o primeiro motivo para a chamada de atenção.

É importante destacar algumas comparações importantes entre significados de palavras que fazem parte deste processo. A primeira delas, firmeza. Ser firme não é ser duro. Ser firme é ser claro e direto, é não dar voltas e exigir ser atendido. Por segundo, quero falar sobre o medo. É isso que não deve acontecer, os alunos não tem que ter medo do professor, e sim respeito.

Desta forma, julgo importante termos regras na nossa sala de aula, ter momentos para as atividades, sempre com educador guiando. O educador é mediador quando guia com respeito, carinho, versatilidade e firmeza.

Referências

Imagem retirada do link: http://mccbrasilia.blogspot.com/2012/10/escola-de-fe-e-vivencia.html?m=1

Construindo vínculos

A necessidade de criarmos vínculos com nossos alunos vai muito além do que imaginamos. Não é um simples “gostar ou não do professor”, ou “ser uma boa turma”, isso nem se cogita, por ser uma visão pessoal de cada um. Construir vínculos significa existir empatia, respeito entre ambos.

Ser paciente, saber respeitar o tempo do outro, vínculo se refere à troca saudável entre aluno e professor. Se existe uma abertura entre educador e educando tudo muda, a aprendizagem é beneficiada, o rendimento da turma é maior. Para isso, precisamos nos despir de ideias rígidas, criar um diálogo na sala de aula, para que sempre haja um bom entendimento.

Quando falo em vínculo, me refiro aquela empatia que existe no olho do professor, que faz o aluno se sentir à vontade para se aproximar, perguntar e trocar ideias. Aquele aluno enfim, respeita o professor justamente porque o admira. O professor não deve ser temido, deve ser respeitado, gostado pela sua turma.

Do que cabe ao professor, vejo a necessidade de conhecer cada aluno, suas histórias, suas particularidades (aqui incluo limitações), isso auxilia e muito na construção de propostas de estudo, nas avaliações, e em suas relações diárias. Ao aluno cabe a dedicação em sua aprendizagem, o esforço, e o respeito por quem está ali, em sua função de ensinar.

Dessa forma, a importância do vínculo entre professor e aluno, entre professor e turma é imensa, porque é através dela que se constrói relações de importância. Se constrói uma aprendizagem ainda mais significativa.

Referências

Imagem retirada do link: http://turmapequenotescuriosos.blogspot.com/2018/