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A força da escola

Você já se perguntou tudo o que está envolvido no processo de aprendizagem? Existem muitas coisas estão envolvidas nesse processo, vamos refletir sobre o impacto que há em estar na escola no desenvolvimento humano.

A escola é o segundo contato social da criança, o primeiro é a família. Porém, existe uma enorme diferença entre sua vivência com pai e mãe, e no máximo irmãos, se comparado a conviver com uma turma de crianças, adultos, bem como regras distintas ou somadas às de seu lar. É de cara, o mais próximo do mundo que a espera. 

Além desse contato inicial, as aprendizagens são imensas, desde o manuseio de materiais, objetos, a motricidade que é necessário para tal,  trabalhar em grupo, e todos os conhecimentos adquiridos, descobertas ano após ano, série após série. 

Diante disso, a escola tem um papel de desenvolvimento completo, incluindo pontos sociais, intelectuais, cognitivos, práticos e criativos. A escola cada vez mais está sendo questionada e quista por ser um ambiente que cumpre um papel social, motivador e mediador do desenvolvimento e aprendizagens, deixando para trás a escola conteudista. 

Esse novo pensamento onde educadores, alunos e famílias começam a se dar conta daquilo que não é mais eficaz na aprendizagem, se deve às novas gerações que tem tudo para serem autônomas, para criarem e construírem, e tudo o que elas precisam já encontram com muita facilidade, em casa, em suas tecnologias.

Assim, a escola vem se atualizando e se reinventando para poder realmente fazer a diferença na vida dos nossos estudantes. Sempre em frente, com dedicação e consciência do importante papel que tem na sociedade.

REFERÊNCIAS

Imagem retirada do link:
https://informativorj.blogspot.com/2015/07/educacao.html


A lição do filme “Como estrelas na Terra”

O filme Como estrelas na Terra é de 2007, mas foi por esses dias que ele me fez sair diferente da aula, ele reafirmou o que acredito. O filme dirigido por Aamir Khan, retrata a história de um menino que não era visto, não era percebido nas suas condições. As pessoas ao seu redor que poderiam fazer algo por ele, como a família e a escola, não o faziam porque caíam no clichê de acreditar que ele era desobediente, mal educado, e por vezes, o julgavam chamando de burro.
Pobre criança, que esgotava suas energias todas, dando seu máximo para corresponder as exigências da escola, mas o pouco que podia, era tudo. E não era sua culpa, ele só precisava de alguém que percebesse seu problema, e do jeito certo o ajudasse.
Ele precisava de uma atenção maior, de um maior espaço para aprender, e um professor de Artes foi quem teve esse olhar. A partir daí sua vida mudou.
Através do talento que o menino tinha, a pintura, o professor o conquistou, e dia após dia, com dedicação, se utilizando de métodos práticos e significativos para o menino, o alfabetizou, e ele então começou a melhorar progressivamente seus resultados de aprendizagem. Afinal, o menino era Disléxico.
Por mais que se esforçasse, sozinho, ele não conseguiria, e essa impossibilidade acarretava as pessoas o julgando o tempo inteiro, e sua autoestima e autoconfiança indo por água abaixo.
E não foi à toa que esse filme foi feito, veio para mostrar algo para a sociedade, e cabe muito bem hoje, que não importa quão bom professor você seja, se não houver empatia com seus alunos, você não irá os ver inteiramente como eles são, e por isso não poderá fazer muito por ele. O professor tem um poder nas mãos, que pode construir, ou desconstruir.

Referências

Imagem retirada do link: http://obviousmag.org/egregora_e_alteridade/2016/como-estrelas-na-terra.html

Proatividade: uma aliada no cotidiano escolar

Você já ouviu falar em proatividade? Faz ideia do que significa? Vejamos, na etimologia da palavra temos “pro” como sendo “à frente” e “ativo”, como já claramente fala, ser ativo e tomar alguma atitude. Por isso o significado da palavra nos remete à alguém ativo que age com inteligência e rapidez, como se a pessoa já soubesse com antecedência o que deve fazer. E é mesmo por aí.

Proatividade é uma atitude de solução antecipada diante um fato ocorrido. É  atitude de quem está ligado em tudo ao seu redor, de quem está atento ao seu trabalho e não se importa em tentar uma solução. Afinal, isso não quer dizer que acertará sempre. É fazer diferente, é seguir caminhos que muitos receiam. Diria que é uma atitude de “sair da caixa”.

Agora, trago isso na escola, qual seria o lugar da proatividade? Um professor proativo é aquele que percebe além de seus alunos e age além de seu planejamento. Por mais que já tivesse seus próximos passos, ele saberá agir de outra forma diante algo específico.

Outro exemplo é a equipe de gestão da escola, nela vejo a proatividade como ferramenta principal diária, afinal a cada dia questões diferentes aparecem, e para elas é necessário um “jogo de cintura”, como dizem, e ele nada mais é do que a proatividade que esperamos. Sim. Saber resolver algo como se tivesse na manga a solução é de fato ser proativo.

Logo, essa é uma habilidade extremamente necessária em qualquer setor de qualquer profissão, mas em nosso foco que é a escola, ela se faz imprescindível. O educador, o gestor, precisa ter essa rapidez e flexibilidade de ações, por simplesmente trabalharmos com pessoas, e estas são diferentes e trazem com elas um novo dia, todos os dias.

Referências

Imagem retirada do link:
https://academiadefilosofia.org/publicacoes/artigos/internos/a-proatividade/

Aprender pela curiosidade

O processo de aprendizagem é particular de cada um, sabemos que para ela existem formas diferentes e individuais ao longo do processo, mas existe algo que pode ser comum, o ponto de partida. Mesmo o desenvolvimento estando intimamente ligado com características pessoais do ser, podemos  partir de um mesmo ponto para introduzir os conceitos. E será um pouco diferente do usual, vamos sair da caixa.

Para iniciar, vamos pensar  em uma turma em determinada sala de aula, onde se inicia um conteúdo. O educador certamente começa já falando do assunto e os alunos irão acompanhar. Talvez, após toda a explicação, que pode levar muito mais que uma aula, claro, eles farão algum trabalho prático, de campo na melhor das hipóteses. Tudo bem até então.

Mas aí pergunto, os alunos realmente se interessaram pelo assunto? Muitos sim, mas talvez nem todos, e obviamente, dessa mesma forma pode ocorrer mesmo se o educador mudar sua metodologia, como vou sugerir.  Acontece que, o objetivo dessa mudança não é que todos amem sua aula, mas sim que desperte verdadeiramente a curiosidade neles o máximo possível. E é através dela que iremos repensar nossas metodologias.

Contextualizando-nos na etimologia da palavra, curiosidade vem do Latim curiositas, “desejo de conhecer, de se informar”. Isso nos faz pensar que se somos curiosos, desejamos conhecer algo, então isso nos move e nos faz buscar. E é isso que acontece com uma turma quando despertamos esse movimento neles, eles aprenderão o conteúdo com uma curiosidade inicial, uma vontade própria, que partiu  não somente do educador, mas sim de cada um deles. 

A partir daí, podemos dizer que o aluno irá querer conhecer mais sobre o tema, vai se interessar em estudar e vai absorver e aprender com muito mais qualidade, porque aflorou seu interesse. Agora, a questão é, como fazer isso?

Bem, isso é processo inverso de metodologia. Para sair da caixa, basta lançar um exemplo a partir de uma realidade do cotidiano, que eles conheçam, e lançar a proposta para que eles pesquisem. Forneça então, educador, um espaço de busca, seja na internet ou nos livros, após isso, promova um momento para que eles compartilhem, e a partir daí comece a explicar o conteúdo. Certamente, esse exercício proporcionará uma maior fixação dos conteúdos para os alunos.

Isso é sair da caixa. Isso é aprender a partir da curiosidade.

Referências

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https://www.unicesumar.edu.br/blog/mba-em-marketing-criatividade-e-inovacao/  

Escola: o antes e o agora

Nas suas raízes, a escola não mudou. É nos dias de hoje que se vem tendo novas visões de educação, do ato de educar. Quer-se e precisa-se acrescentar empatia, estimular o diálogo, os vínculos, a prática pedagógica mais dinâmica e a autonomia dos alunos. Mas além disso, temos alguns documentos que nos norteiam, por exemplo a BNCC (Base Nacional Comum Curricular).

Diante disso, perguntei para meus pais, que estudaram antes da mudança da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) em 1996, e eles me relataram como era ir para a escola naquele tempo. Citaram que se ia para a escola no horário certo, e se atrasasse, muitas vezes, não entrava. O professor entrava, explicava o conteúdo de suas matérias, e saia. Se houvesse bagunça por parte dos mesmos, ele avisava duas vezes, e na terceira, mandava o aluno para casa, e suspenso.

Relataram também em relação às médias, que eram: insatisfatório, regular, satisfatório e excelente. Eram os boletins. Eles contudo, ressaltaram a relação professor e aluno, afirmando que era notável o lugar do professor falando, e dos alunos ouvindo, sem muita chance de se manifestar. A escola enfim, era boa, mas em seu estilo.

Portanto, podemos relacionar com a escola de hoje dizendo que humanamente falando, evoluiu-se já significativamente. Hoje, se busca qualidade na aprendizagem não através do autoritarismo, mas sim do diálogo proporcionado por um educador mediador. Promove-se práticas  que resultem em dinâmicas em que os alunos produzam, aprendam.

Assim, vejo que essas mudanças atitudinais proporcionadas pelas mudanças da LDB, mas também dos profissionais de ensino, são completamente positivas, porque é uma evolução humana. Sempre lembrando que seguimos nos atualizando e lutando por mudanças, porque no geral há muito para melhorar. Acredito que a forma autoritária anterior, era negativa dentre todos os motivos, mas por gerar medo, temor, e não o que tanto almejamos, respeito. Esse porém, vem da admiração, que só teremos de alguém que realmente faça a diferença.

Referência:

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https://escolaeducacao.com.br/20-atividades-dia-da-escola-15-de-marco/

Família e escola

Já ouvi muita gente se questionando sobre o papel das escolas e das famílias para as crianças. Tem gente que diz ser a escola a que educa, por pagarem, por acreditarem ser ali o lugar para os filhos aprenderem tudo, ou muitas vezes, por outros motivos. Há quem diga que é a família que educa, ensina os valores, e a escola fica apenas com a parte cognitiva, intelectual, de conteúdos. Mas hoje vim aqui para mostrar uma outra visão que também já ouvi muito, e concordo, a família e a escola trabalham juntas na educação de nossos alunos. Ambos os lados precisam concordar, dialogar, para que a criança saiba para onde ir, como agir.

Desde pequenos vamos ensinando-os, e a personalidade vai sendo construída. Por isso a necessidade das duas partes falarem “a mesma língua”, é como um casamento, se o pai diz “sim”, e a mãe diz “não”, se o pai diz “não vai”, e a mãe diz “pode ir”, quem a criança vai obedecer? Confuso, não? A criança precisa de um norte, precisa ser guiada do jeito certo e se sentir segura. E é assim, na relação família/escola, o entendimento se dá quando todos sabem de suas responsabilidades, participam de tudo, são presentes na vida de nossos alunos. Mas afinal, existe um papel específico para cada um? Não. O que existe é a escola que está ali para ensinar, mas precisa acompanhar os alunos e guiá-los com regras e valores, e a família que educa, mas precisa estar presente na lição de casa, no desenvolvimento do seu filho. Nunca é demais um reforço, de todos os lados.

Referências

Imagem retirada do link: https://gestaoescolar.org.br/conteudo/751/a-escola-da-familia