Category Archives: Escola/família

O reforço em casa

Sabem onde está presente o reforço em casa? No tema de casa! Isso mesmo, o reforço em casa não acontece apenas por meio de atividades específicas enviadas pelo professor. O tema de casa tem a função de reforçar o que foi visto em aula. 

Ele é uma extensão da escola em casa. Tem a função de fixar os conteúdos, ajudar os alunos a rever e até compreender melhor, visto que o aluno está em casa, à vontade e com mais tempo. 

Esse tipo de reforço então faz ligação com o tempo de estudo em casa. Essa organização de cada aluno, juntamente com o apoio e incentivo das famílias é essencial. 

Ter um tempo de estudo diário, mesmo que sem tema de casa solicitado, é muito importante para a aprendizagem do aluno. Além disso, ter um lugar que o aluno goste e se sinta a vontade para estudar é importante para a concentração nesse momento de estudo.

O reforço em casa é ter um momento de estudo diário. Isso é enriquecedor.

REFERÊNCIAS

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https://www.unicesumar.edu.br/blog/organizacao-dos-estudos-em-casa/


Educação em tempos de pandemia: Um olhar positivo

Fui desafiada a falar sobre esse tema tão polêmico. Mas esse texto especialmente será uma conversa, uma forma de dialogarmos sobre as boas oportunidades escondidas nessa fase.

Acredito importante vermos tudo isso, primeiramente como algo que não durará para sempre, entretanto, é preciso ter consciência de que ficarão marcas positivas e negativas na história, na vida de cada um de diversas formas, sejam elas na formação, nos afetos e também nas finanças. Por isso, precisamos nos esforçar, para com o que pudermos, diminuir o quanto for possível os impactos negativos causados pela pandemia.

A educação está sendo de fato prejudicada. Falo isso porque em nosso país a educação está há tempos em um lugar complicado, no momento, está ainda pior, e ouso dizer que após a pandemia, mais difícil ainda será. Um bom motivo para isso é a falta de apoio do governo tanto financeiro quanto de amparo mesmo, a questão está na importância dada para os alunos, para a escola como um todo nesse momento, que infelizmente, é quase nada. As escolas que conseguem, por suas próprias pernas amparar seus alunos, famílias, educadores e funcionários todos, faz isso por si só, e ainda bem. Enquanto nossa educação pública que é a essência da educação, que deveria ser pública, gratuita e de qualidade, fica só no discurso. 

Ainda assim, precisamos pensar em nossos alunos, em como as atividades remotas impactam na vida deles e nas famílias. Sabemos de todos os desafios que perpassam as aulas remotas, mas precisamos mesmo é dar destaque a pensamentos positivos em relação à isso. É preciso ver esse momento como uma experiência, algo diferente que estamos vivenciando por um tempo, as perdas de aprendizado que ocorrem no caminho, nós sabemos e delas correremos atrás, mas existe algo de positivo por aqui. Será que estar em casa, fazendo as atividades com a família, mais próximos, pais mais presentes na educação dos filhos, não é positivo? De um jeito indesejável, famílias estão prestando mais atenção em seus filhos e participando de seu aprendizado.

Todos estamos nos reinventando, a escola, as famílias é isso pode ser algo positivo. De certa forma, também os alunos adolescentes, jovens, estão se esforçando ainda mais, para pesquisar, criar, estão tendo que ter a autonomia de estar presente, buscar e fazer. É claro que não é o ideal, mas para esse período de experiência, nem tudo é negativo.

São dois pontos que, talvez sejam hábitos criados nesse período de ensino remoto durante a pandemia, que perdurem para um bom tempo. Afinal, deve haver algum aprendizado nessa experiência, não é?

REFERÊNCIAS

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EVASÃO E ABANDONO ESCOLAR: Uma questão da sociedade

Todos sabemos que estar na escola é direito de toda  criança e um dever do governo e de seus responsáveis disponibilizar educação gratuita e de qualidade. Entretanto, sabemos que com todas as questões políticas e econômicas grande parte do público estudante não tem acesso a essa educação, e nesse ponto temos um tópico ainda mais grave, a evasão e o abandono escolar.

Neste parágrafo vamos primeiramente, distinguir os dois termos. Muito se fala em evasão escolar, pouco em abandono, mas será que são a mesma coisa? Não. Evasão escolar é quando o aluno, ao término do ano letivo, não se matricula mais. Já o abandono escolar refere-se ao abandonar de fato
a escola durante o ano letivo. Mas quais serão as causas? Afinal, qualquer uma das duas nomenclaturas emergem duas situações problemas muito semelhantes: crianças e jovens não estão na escola.

Alunos, jovens durante seu período de estar na escola deixam de frequentar por muitos motivos, vamos falar sobre alguns deles. 

A necessidade de falarmos sobre isso se dá primeiramente por pertencemos a sociedade como cidadãos, e por isso se faz necessário estar por dentro. Por segundo, a todos nós que faz fazemos parte do mundo da educação seja na função que for, fica evidente a relevância de conhecer as realidades de nossos alunos.

Para esse assunto delicado, precisamos compreender alguns contextos. O primeiro deles, o lar. Cada aluno tem como base a sua família, e certamente se adequarão às suas condições. Por isso, o primeiro motivo do abandono e da evasão escolar é a necessidade. Necessidade de trabalhar desde cedo para ajudar no sustento da casa. Infelizmente, sabemos que não é o ideal, mas existe algo que sempre lembramos que é maior até mesmo que a vontade de estudar, a fome, por exemplo.

O segundo motivo é um tanto quanto irônico. Embora a escola seja o ambiente em que jovens que estão em situações mais vulneráveis, com acesso a realidades ruins as salvariam, é justamente estes que acabam evadindo. Para isso, inúmeros bons exemplos surgem, ONGs, projetos sociais e até mesmo escolas conseguem orientar e oferecer para essa criança ou jovem boas oportunidades. Mas ainda há muito a se fazer. 

A evasão e o abandono escolar não param. Muitos alunos não estão frequentando a escola na idade certa. Mesmo assim, a cada aluno que está na escola, ou que retorna à ela, é motivo de vitória. 

É preciso entender que muitos outros motivos também estão vinculados a evasão escolar. Como outros exemplos temos questões de cunho pedagógico e cultural. Entretanto, nenhum deles pode se sobrepor ao direito da criança e do adolescente de estudar e buscar suas oportunidades.

REFERÊNCIAS

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https://gestaoescolar.org.br/conteudo/2217/abandono-e-evasao-escolar-estudante-deixa-a-escola-ou-a-escola-se-distancia-da-realidade-do-aluno

A quarentena e a escola

Antes de qualquer pensamento precipitado, é preciso entender a pandemia como algo mundial que pegou a todos de surpresa. Qualquer pessoa em sua família ou em seu ofício precisou adotar medidas diferentes, nem sempre acertadas, afinal, ninguém é especialista no assunto.

Nesse cenário de incertezas, as instituições de ensino regular e superior também tentam tomar decisões acertadas, cada uma para seu perfil de alunos.  

Mas existe aqui a angústia constante, de pais, professores, gestores e alunos de dar conta do ano letivo, a preocupação do tanto que será perdido em nível de aprendizagem, entre outros problemas. O mais sensato, por mais bobo que pareça, é irmos lidando de fato com os desafios quando eles surgem. 

As tecnologias estão aí para auxiliar as instituições de ensino em manter o vínculo e a aprendizagem dos alunos ativa, entretanto, ela não substitui o papel da escola. Sabemos que é significativa a perda por essa pandemia, mas podemos juntos aprender com ela, e a tecnologia e a criatividade de pais e professores nesse momento ajuda a amenizar. Acreditem, nossas crianças e adolescentes, assim como todos nós, aprenderemos mais sobre a vida nesse período, do que jamais estudamos.

REFERÊNCIAS

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https://pt.dreamstime.com/crian%C3%A7as-que-jogam-livros-para-o-conceito-da-educa%C3%A7%C3%A3o-image123238611


EDUCAR: DILEMA ENTRE ESCOLA E FAMÍLIA

Uma inversão de papéis vem ocorrendo em boa parte das relações escola/ família. Uma verdadeira confusão, eu diria. 

Nós, enquanto seres humanos, temos o duro déficit de habilidade de atribuir aos outros, nossas próprias falhas, e por vezes, acreditamos nisso como sendo uma verdade. E é isso que acontece no tema que vamos falar hoje.

Quando os pais não estão conseguindo orientar seus filhos do jeito que gostariam, vemos muitos “largando de mão” e dizendo que isso é função da escola. Da mesma forma, quando o aluno está com o rendimento escolar ruim, ouve-se a mesma coisa. 

Isso indica que é dada a escola toda a carga de responsabilidade sobre este aluno. O que não dará certo, em muitos casos. O motivo é simples, a escola guia de um jeito, e os pais de outro, ou se anulam. O aluno por sua vez, escolhe seus caminhos por si só, sejam eles bons ou ruins.

Há também o outro lado da moeda, há famílias que dos seus filhos cuidam e pouco dão abertura para o diálogo com a escola. Aí está outro problema, porque a criança fica horas na escola, por vezes mais na escola ou em outros locais de ensino sob atenção de professores, do que em casa, com os pais. Daí que julgo necessário entender que a família nem sempre vê tudo o que o filho faz, seu crescimento, ou atitudes que, fora do convívio social, não tem.

E é a partir desses pontos que nos damos conta que nenhuma dessas funções estão no lugar certo. A escola não deve só ensinar, e nem os pais só educar, e muito menos, a escola se responsabilizar pelos dois totalmente, mas sabemos que em casos específicos, isso acontece. Ensinar em nível de aprendizagem é função da escola, e os pais precisam acompanhar e participar, se isso se estende em casa, quão melhor é. Já educar é, primordialmente, função da família. Aquela criança já tem suas referências, e o educador não desconstrói isso, ele dá continuidade. Educar como ser humano, é função majoritária dos pais, e quando a criança vai á escola, ela será amparada também nesse ponto, e socialmente falando, como humana  e cidadã. Essa inversão de papéis ocorre por um simples motivo, não são responsabilidades singulares. Elas precisam seguir juntas, e uma reflete na outra, as questões comportamentais e de aprendizagem compõe o aluno e se misturam em casa e na escola. E é por isso que deve haver uma parceria de ambas. 

O melhor jeito de se ter uma relação saudável entre escola e família, é pelo diálogo. Mas diálogo no sentido de haver um entendimento, de “falarem a mesma língua”, tanto em casa, como na escola. Diálogo no sentido de uma comunicação sincera, onde haja concordância entre as partes, e sobretudo, colaboração. 

Não é possível um ambiente de crescimento saudável ocorrer sem diálogo e coerência, e minimamente, compreensão. Não é possível exigir um caminho de uma criança, se lhe for oferecido vários diferentes pelas pessoas que são sua referência. Não é possível esperar uma postura de uma criança, se você tem outra.

Portanto, é evidente que a família e a escola precisam andar juntas. Elas precisam se apoiar, e cada uma com suas funções e com o que sabem e podem fazer, caminhar unidas em prol dos alunos.

REFERÊNCIAS

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Ser único

Nós somos diferentes. Somos diferentes porque cada ser é único, em suas características, em sua criação, em seus pensamentos. Mas convivemos.

A primeira sociedade que aprendemos a viver é a nossa família, e nela um é diferente do outro, por mais que a criação na mesma casa seja a mesma, os pensamentos mudam, a personalidade vai sendo criada com uma soma de inúmeros fatores que vão sendo adicionados para além da nossa casa.

O segundo ambiente de convivência é a escola, independente da idade que ingressar, ali começa uma relação mais ampla. Várias crianças, de mesma idade, de casas diferentes, unidas em um mesmo lugar, com o mesmo propósito: aprender. Mas aprender juntos, aprender a se relacionar. Essa habilidade de se relacionar então vai se alargando, e conforme crescemos, convivemos de inúmeras formas, com a família, com os colegas de profissão, relacionamentos pessoais, amizades, enfim, cada um de uma forma específica.

Mas em todos eles, o respeito, saber ouvir, aceitar e argumentar, saber conversar. É claro que vamos traçando nossa vida e nosso círculo de pessoas vai se restringindo a quem nos parecemos, a quem tem sintonia, ou faz algo parecido com o que fazemos. Porém, não são só com essas pessoas que vamos nos deparar, não podemos nos restringir, nós saímos para a rua, entramos em estabelecimentos, em locais públicos, e precisamos ter a consciência de quem temos que tratar bem a todos, por mais diferente que seja, de aparência, de pensamento, de cultura.

Ninguém é igual. Podemos nos assemelhar em alguns pontos, em vários com alguém, e isso é muito positivo, mas cada um é um.

E é por causa disso que ninguém é melhor que ninguém, cada um tem habilidades, características, valores, então, a superioridade não é válida, por melhor que você seja.

Dessa forma, acredito que, quando o seres humanos forem mais humildes, e perceberem que não existem padrões, existem estilos de vida, tudo irá melhorar, evoluir.

Referência

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Qual é o seu tempo?

Adoro falar isso lá em casa. Frequentemente ouvimos de nossos pais e familiares ou até colegas algo do tipo “isso não é do meu tempo”, querendo dizer que não irão mudar ou aprender algo porque não é do tempo deles. Isso se acostumou dizer, é uma resposta a uma comodidade que o tempo dá, e se a gente não busca, ficamos estáticos. Mas esse termo de algo não ser do nosso tempo é engraçado, porque se pensarmos bem, está errado. Se você está vivo hoje, está neste tempo, logo, você vivencia as coisas desse tempo. Sendo assim, você faz parte do agora, se quando você nasceu era diferente, não tem problema, só que as coisas se atualizaram e você precisa acompanhar boa parte delas, porque está vivo. Não é necessário concordar com tudo, mas é necessário respeitar as novas ideias, também não é necessário aprender tudo, desde que tenha consciência de que faz parte do agora.

Fazendo relação com a escola, que é o foco do meu blog, podemos relacionar esse assunto com uma questão bem importante, se atualizar para atender as demandas que as crianças e jovens de hoje necessitam. Um dos temas mais importante debatidos nas escolas e faculdades é que realmente possamos passar algo significativo para os alunos. Isso só dá certo efetivamente se o educador se der conta que os conteúdos básicos, teoricamente explicados os alunos têm acesso em qualquer lugar, na internet, canais de tv, até em seus livros, e é por isso que se fala tanto em usar mais a criatividade, novos projetos, utilizar ferramentas digitais, atividades que chamem atenção e instiguem o aluno a produzir mais, enfim, construir.

E é a partir deste raciocínio que se unem essas ideias, precisamos realmente fazer parte deste tempo, porque os alunos pedem por coisas novas e precisamos estar por dentro. Por isso, quando perceber que está no modo automático, pare e lembre que o nosso tempo é hoje.

Referências

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