Category Archives: Educadores

O lugar do professor

Estamos em meio uma sociedade que com alguns desafios, muitas inversões de valores e certas injustiças. Isso, julgo ser, dentre todos os motivos, pela ganância, onde quem está no comando político do governo, onde quem encontra caminhos que os levam a uma vida confortável acaba nunca estando satisfeito, e caindo no infame erro de pegar o que não lhe pertence. Diante disso, o professor que estuda e cresce em sua carreira acaba perdendo espaço por outros que ultrapassam seus limites.

Nesse suposto contexto, onde se encaixa o professor? O professor luta todo o dia pelo seu espaço, espaço que é seu por direito, competência e trabalho. O professor ama o que faz, mas por vezes, alguns o colocam em uma posição vulnerável, em um cenário de pena, de injustiça. Porém, embora nosso país colabore para isso sim, acredito que cada um precisa se colocar na posição de profissional, competente que é, com inúmeras capacidades, e largos campos de atuação. Sabemos que muitos dos profissionais da educação não estão tendo o mínimo das condições necessárias para exercer sua função, os tempos são difíceis e a “bomba” estoura nas nossas mãos, mesmo assim não podemos deixar se perder o valor que temos.

Precisamos ser uma categoria unida, forte, que acredita na educação de cada ser humano. Entretanto, sabemos que com o tempo e a importância dada à educação e a escola, fomos rebaixados, mas precisamos nos impor, nos qualificar e mostrar sempre quem é o pedagogo, quem é o professor, o grande trabalho que faz, para que o vejam como um profissional essencial como qualquer outro, nem menos, nem mais.

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Interdisciplinariedade: um novo olhar

“Sou de exatas!”, “Eu sou de humanas!”. Você já ouviu esses termos? Provavelmente já os disse, e isso nos põe em um lugar ou em outro. Mas será que deveria ser separado dessa forma? Se pensarmos na lógica interdisciplinar, não.

Ao falarmos de interdisciplinaridade, pensamos em todas as disciplinas interligadas. Na epistemologia da palavra, temos inter como ação/interação, disciplina como episteme e dade como ação-resultado.

Para os professores, pensamos em uma interação entre as matérias, unindo os conhecimentos para mostrar que tudo tem sentido e ligação entre si. A partir disso, podemos elaborar projetos com todas as matérias, Geografia, Matemática e História e todas as outras, acabamos aos poucos com algo que tanto nos incomoda no sistema de ensino, a fragmentação. Claro que assim como até hoje tudo foi um processo, continuará sendo, provavelmente essa ideia ocorrerá a passos lentos, mas cada professor, pedagogo, pode em sua aula, elaborar atividades que conciliam conteúdos. 

Nesse caso, o professor ou pedagogo, precisa conhecer um pouco de todas as áreas, o que nos faz pensar em sua formação. Entretanto, para fazer seu planejamento, ideias assim como de uma atividade multidisciplinar, se for feita em conjunto com outros professores, quão melhor, mas se for feita só, entramos na autoformação. Ou seja, o educador pode buscar meios de saber mais sobre outros assuntos, afinal, precisamos disso para trabalhar juntos.

Dessa forma, chegaremos juntos a conhecimentos que façam mais sentido, aprendizagem mais significativas, grupos sabendo trabalhar em equipes. Tudo isso, a partir da lógica ação-resultado.

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A recepção

Para iniciar o ano letivo, muitos educadores já estão se preparando, com atividades, planos de aula, e assuntos relevantes. Mas que tal agora, se preparar com uma postura diferente da que tinha para com seus alunos?

Proponho aqui ideias de acolhimento diferentes, ideias que por vezes não precisam nem de materiais, nem de muito planejamento, só da ação e da coragem de agir diferente. 

Certa vez eu ouvi de uma professora que é preciso primeiramente conquistar os alunos, depois sim colocar suas “regras”. Se já chegarmos tentando os encaixar do nosso modo, certamente eles não verão nada atrativo e irão se assustar ou até se irritar, não se estabelecendo assim uma relação de afeto, e é dele que vem o respeito entre ambos.

Desse modo, imagine as crianças chegando, cheias de alegria, esperança, curiosidades e personalidades. Mas também elas têm receio, insegurança, algumas estão estranhando esse lugar, e elas não te conhecem. Como você vai acolhê-las?

Carinho, afeto e empatia. Prepare um abraço bem gostoso, com um sorriso no rosto em uma recepção calorosa. Junto disso, prepare também dinâmicas, atividades que sejam atrativas para a faixa etária de sua turma. Lembre-se de que vocês tem um ano inteiro pela frente e a relação que for estabelecida perdurará por todo ele.

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http://www.ocnet.com.br/noticias/educacao/volta-as-aulas-e-hoje-para-alunos-de-escolas-publicas/

E o professor?

É muito comum nos preocuparmos com os alunos, afinal, enquanto escola é o nosso dever. Mas será que o olhar aos educadores são só de deveres? E os direitos, são aqueles políticos e financeiros apenas? 

O mesmo olhar sensível, de cuidado e atenção dado aos alunos, para em seguida pensar em seus rendimentos escolares, também precisa ser dado aos seus professores. Já pensou nisso?

Esperamos que os alunos tenham interesse, vontade e motivação de aprender, mas existe alguém que os motiva, e esse alguém é o professor. Só que ele também é um ser humano, que possui capacidades mas também limites, possui vida além de sua profissão, e quem o motiva? Isso é função da instituição, da equipe de trabalho. 

Todos os membros da escola, por exemplo, precisam trabalhar junto, para proporcionar um ambiente saudável, com um olhar atento às questões humanas. Assim como para os alunos, é pensado em suas necessidades básicas, suas emoções, para os educadores isso também precisa acontecer.

E sabem de que forma? Obviamente que precisamos ter o discernimento de separar a vida profissional da pessoal, sim. Mas assim como para as crianças não resolvemos para elas suas questões, mas preparamos uma roda de conversa, um boa tarde carinhoso, uma dinâmica de bom dia, ou até um elogio assim, de graça, para os educadores existem também formas de acolhida. 

O acolhimento é a chave para o profissional se sentir bem e fazer bem seu trabalho ali, onde está. A motivação é que o impulsiona, é ele impulsiona os alunos.

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Da repreensão que cala, ao incentivo que fala

Foi a partir de um desenho que comecei a refletir, suas ideias estão realmente livres para se expor? Ou você fica intimidado pelo que os outros irão achar?

Para começarmos a pensar nisso, vou eleger um ponto importante, os “porquês” de você não expor suas ideias, quaisquer que sejam elas. Pensemos na escola, provavelmente alguma vez na vida você já foi “cortado” e perdeu a coragem de continuar. Já ouvi relatos de pessoas que ainda lembram, claramente, de vezes em que se preparou psicologicamente, minutos que pareciam horas, e quando respirou e foi falar, a professora diz algo que lhe faz engolir o que iria dizer. Talvez a intenção dela não fosse lhe impedir de falar, ela só precisava de silêncio, talvez ela nem soubesse o mal que essa atitude poderia causar a você. Mas na rotina diária, ela não percebeu. 

Você por vezes ia falar, mas até um colega passou em sua frente. Esses exemplos nos fazem pensar que nossa liberdade de expressão tem a ver com o incentivo que nos é dado. Tem a ver com o espaço que temos para colocar nossas ideias.

Sabemos que cada um tem seu jeito e seu tempo, mas como educadores precisamos nos dar conta do importante papel que a escola tem na formação dos indivíduos. Para uma criança, pode ser que a escola seja o único lugar em que alguém a escuta realmente. Isso não pode ser deixado de lado. Eles têm muito a nos dizer. 

É dia após dia que nossos alunos evoluem, eles estão crescendo. O educador tem sim muito a passar para eles, mas juntos têm muito mais para descobrir. 

É preciso enxergar esse processo educativo como uma descoberta diária, e ouvi-los. A escuta é a porta para o protagonismo dos alunos. Dê esse espaço para a fala deles, nada é tão importante quanto a vontade própria de se manifestar. 

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http://observacaonuaecrua.blogspot.com/2012/10/expressao-oral-e-pratica-pedagogica.html


De educador para educador

O relacionamento entre colegas é imprescindível para o bom andamento do todo. Percebemos que em muitos lugares isso acaba sendo esquecido. A atenção acaba sendo voltada apenas para o público, clientes e afins. Mas será que isso é certo? Não. E vou explicar o porquê.

Deveria ser um ciclo. O dono da empresa ou o diretor da escola, precisa incentivar seus profissionais, dar subsídios a eles, instigá-los a novos desafios, e assim por diante. Se os profissionais trabalham felizes, com certeza retribuirão esses bons modos aos clientes ou alunos. Todos ficam satisfeitos. 

Na escola por exemplo, se a equipe, desde os servidores até os educadores, estão sendo motivados, trabalharão entusiasmados. Os alunos por sua vez, vão sentir já em sala, que seu professor está realizado com o que está fazendo, ama o que faz. E é neste momento que como educadores, nós vamos “vender o nosso peixe”. Se estivermos bem humorados, cheios de ideias, falando bem dos determinados temas, os alunos também irão gostar.

Porém, o fato é que por vezes, nas nossas instituições de ensino por exemplo, pela falta de atenção aos educadores, pela falta de gestos que façam os educadores se sentirem valorizados, surgem alguns problemas, como conflitos entre os próprios educadores. São situações de estresse.

Por isso, por experiência positiva, digo como é bom se sentir necessário, valorizado. Como é importante notar que o lugar onde se trabalha diariamente está investindo em você e você percebe que pode crescer.

Contudo, ainda problematizando, se não há um bom entendimento entre ambos educadores, quão mais difícil é a troca de conhecimentos para planejar uma aula, por exemplo, se caso tiverem esta oportunidade. Prejudica a interação entre eles como colegas e como profissionais, afeta a vontade de trabalhar, afeta o desempenho. Consequentemente, na escola, isso chega no aluno, que por sua vez, será afetado pela boa ou má relação com a turma. Por vezes, a não troca de experiências, de ideias entre os professores, provoca perdas aos alunos. 

O oposto disso é a boa convivência e a disponibilidade de trabalharmos juntos. Uma troca, um compartilhamento de ideias, é pensarmos juntos para um único objetivo, os alunos, a educação.

Por este motivo, é que insistimos em darmos atenção, formação, incentivo, aos nossos educadores. A boa relação diária faz toda a diferença. Se estamos bem, os resultados são melhores.

Referências:

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https://blog.cestanobre.com.br/saiba-como-ter-equipes-de-alta-performance-na-sua-empresa/