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Hábito de ler: motivações e empecilhos

Esse é um tema legal né galera? Quem aí gosta de ler? Acredito que muitos de vocês gostam, mas já pararam para pensar no que é de fato o hábito da leitura em nossa vida? Vamos pensar juntos.

Para começar, podemos relacionar a leitura com o exercício físico. Da mesma forma que uma caminhada, academia ou qualquer esporte mantém o corpo ativo, a leitura mantém a mente ativa, informada, sempre pensante. Mas nem sempre temos vontade de ir a academia por exemplo, porém estabelecemos uma rotina e precisamos segui-la, sem desistir, caso contrário, nos acomodamos. Entretanto, o interesse pelo esporte precisa partir de algo que agrade para querer também fazê-lo. Com o hábito de ler não é diferente. Tudo começa pelo incentivo, se lermos para uma criança, ela irá apreciar isso e, quando aprender a ler, o fará também, e conforme cresce criará seus próprios gostos.

É importante perceber que o hábito da leitura é um exercício contínuo e diário, quanto mais lemos, melhor lemos e consequentemente, escrevemos. Lendo aprendemos, viajamos em algo fictício ou refletimos sobre algo real. O hábito de ler se dá lendo aquilo que gostamos, por isso, não pense que você só pode ler livros, isso pode-se dizer até que é questão de gosto, afinal, você pode ler revistas, artigos, ebooks, blogs e tantas outras formas de ler que temos atualmente. Várias são as formas de praticar.

Entretanto, quem não lê, não lê por quê? Bem, os motivos são diversos, hoje em dia sabemos que o motivo mais dito pelos que não leem é a correria do dia a dia, seus compromissos e obrigações, o que é compreensível. Todavia, não pode ser uma desculpa, afinal ler é saudável para si, e assim como qualquer outro autocuidado, ele também precisa ter um tempo na sua agenda. Porém, a pouco falei que a correria do dia a dia é o motivo mais dito, porém, não penso que seja, de fato, o real motivo. Na minha opinião a falta de incentivo ao longo da via é o que pesa nos hábitos de hoje, mas sempre há tempo de mudar.

Por isso, quem não tem esse hábito, queira adquirir, comece lendo algo que goste, e em seguida, acabará criando novos gostos. A leitura é um exercício que se aprende a fazer, um hábito que se adquire, e com o tempo, cresce e se aprimora. Ah, e quanto as crianças, incentive-as!

REFERÊNCIAS

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https://www.escolameucaminhar.com.br/blog/2019/09/12/ensine-ao-seu-filho-o-habito-da-leitura/

A educação que transforma pessoas

Quantas vezes você já ouviu falar que a educação transforma? Ou que só a educação transforma o mundo? Mas você já parou para pensar de fato no porquê disso?

A educação como transformação do mundo não pode se tornar um discurso clichê, precisa se manter sólido sendo algo que, de fato, é verídico. Vamos relembrar isso.

Quando dizemos que a educação transforma o mundo, queremos dizer que a educação transforma as pessoas. O mundo, a sociedade é feita de gente, gente que vai, ou pelo menos deveria, por direito, ir a escola, e lá é o lugar da mudança. Lá se aprende, se conhece e se cria. 

Aliás, acredito que a palavra criar é o que faz a transformação acontecer, só que para isso é necessário passar pelo processo de conhecer, pesquisar, descobrir, e enfim, aprender. E esse movimento acontece na escola.

Nossos alunos, crianças e jovens, são os que podem ter a chance de promover mudanças, sejam elas quais forem. Podem rever o que foi feito  e reconstruir, sobre o que for, mais eficazes, atualizadas. 

O conhecimento abre portas, cria oportunidades, se se espalha atinge inúmeras pessoas. O conhecimento nos faz crescer. É como dizia Paulo Freire, “Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo.”

REFERÊNCIAS

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https://informativorj.blogspot.com/2015/07/educacao.html

Coisas da quarentena

De repente, as pessoas se viram obrigadas a frear, a parar de trabalhar, parar de estudar, parar de correr, parar de sair. Pararam também de comprar tanto, entretanto, viram que precisavam pensar em como comprar o necessário para viver e sobreviver, com uma série de limitações, mas a maior delas, não sair de casa. E elas deram um jeito, pediram tele entrega, se organizaram para ir até o supermercado e a farmácia. E começaram a olhar para dentro de suas casas, a fazer coisas que antes não tinham tempo, e agora, é o que mais tem. 

As pessoas ficaram em casa para cuidar de suas famílias, das pessoas que amam, fazer o que gostam com elas e tudo por causa do medo, o medo de perdê-las, perdê-las pela doença. Mas acabaram gostando de fazer aquela comidinha gostosa, jogar carta e assistir um filme. Mal lembravam como era bom sentar e tomar um chimarrão no final da tarde e brincar com o cachorro.

Meu Deus! Bem, quem não mais lembrava dele, agora lembrou. Até sentou e leu aquele livro, escreveu ou até desenhou! E olha, há uma coisa que refletiu em muitas famílias, acompanhar as tarefas e trabalhinhos de escola dos seus filhos. Dia após dia, fazerem juntos as tarefas, garanto que haviam famílias que não mais o faziam. 

Olharam para seu quarto, seu guardarroupa e notaram que estava uma bagunça e que precisava arrumar. Aí usaram uma tarde ou duas, e deixaram brilhando! Até separaram algumas peças que não usam faz um ano, e doaram. 

É, coisas da quarentena. Fazer para si e para sua casa, organizar a sua vida onde ela está e aprender a fazer tudo isso sem saber como será o amanhã, sem poder planejar nada. Em tempos de Páscoa, para quem crê talvez seja a mais sincera de todas. Para os aniversariantes do mês e suas famílias, talvez seja o aniversário mais marcante e cheio de carinho. Os presentes, os chocolates, deixa para outro dia.

Ah! Quase me esqueci. O causador de tudo isso, é um ser pequeno e invisível, que agora é ele quem gostar de sair, estar onde nos estamos, sempre na rua. Agora quem está por aí é ele, nos obrigando a ficarmos quietinhos em casa, para depois voltar a fazer o que gostamos lá fora.

Pensando sobre EAD

Quando falamos em ensino EAD entendemos que ele é uma forma tecnológica de educar à distância, com conforto e praticidade, porém existem nessa modalidade pontos positivos e negativos, dependendo à que é voltado. 

Dos pontos positivos  do EAD, começamos pela sua intencionalidade, que foi facilitar o acesso e o ingresso ao ensino. Existem  faculdades renomadas, públicas e privadas, que ofertam graduação e pós-graduação com excelência, a questão a ser observada é de cunho individual.

Por exemplo, a EAD começa a ser um problema, quando os alunos a utilizam em qualquer curso, principalmente como graduação, sua primeira formação, sendo que determinado curso precisa de um pouco mais de dedicação, ir até a faculdade, estar presente em aula, aprender na prática, participar. Alguns cursos exigem um pouco mais da disposição de tempo e presença, alguns até por motivos óbvios, como a Pedagogia e outras licenciaturas, que sentido faz aprender a trabalhar na área de ensino sem estar presente nela? Muito se perde por ser pouca vivência.

Ainda temos os cursos de especialização, que por ser um aprimoramento, se for feito em alguma instituição renomada na área escolhida, não se perde por ser EAD. Mas claro, é uma escolha muito particular, por serem questões subjetivas de cada aluno.

Outro ponto que não pode ser esquecido é que extensão de aulas, tarefas online para casa, não são Ensino à Distância. Videoaulas e atividades extraclasses não são podem substituir isso. EAD é um curso que precisa ser muito bem pensado e elaborado pelas instituições.

É preciso, de toda a forma, olhar a classificação do curso, o nível da instituição de ensino. Não basta escolher o curso mais curto e barato por sua nomenclatura, as vezes a faculdade é ótima em alguns cursos, mas por vezes em outra faculdade de menor porte, o curso específico é excelente. Assim, sabemos que existem cursos ótimos, só é preciso compreender se é válido para sua área de estudo.

REFERÊNCIAS:

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Por que compartilhar boas ideias?

Certa vez me perguntaram o que eu ganho mantendo um blog e escrevendo textos toda a semana. Minha resposta veio junto com a sensação que senti na hora, me sinto feliz escrevendo. E o lugar que encontrei para passar adiante tudo o que produzo foi o blog. Isso é uma das milhares formas que existem para compartilhar algo. São inúmeras as ferramentas tecnológicas ou não, que estão a disposição do compartilhamento de ideias e saberes. 

Nesse sentido, acredito ser extremamente importante passarmos adiante o que sabemos, uma vez que trabalhamos em equipe na maior parte das vezes. Isso serve para qualquer vivência, por exemplo, em uma escola, as regentes de uma mesma etapa, preferencialmente planejam juntas, mas na sua atuação em sala de aula, certamente terão ótimas ideias para trabalhar com seus alunos, e nesse caso devem compartilhá-las com seus colegas, assim passando as boas ideias para frente. 

E, em muitas outras situações, esse processo ocorre, seja com produções, ideias e saberes. Precisamos compreender que não faz sentido o conhecimento “morrer” conosco, de nada servirá ter aprendido, se não fizemos nada de útil e para além de nós, com ele.

REFERÊNCIAS:

Imagem retirada do link: http://psicologiaaplicadaets.blogspot.com/2017/06/grupos-de-trabalho-nas-organizacoes.html

A importância de se dar um tempo de estudo

Estudar em casa tem várias versões, algumas pessoas entendem de um jeito e outros de outro, alguns fazem, outros não. Mas hoje vamos entender um pouco a importância desse ato na sua real intenção.

Obviamente que, independente da faixa etária e do nível escolar ou universitário em que está o aluno, ele possui facilidades e/ou dificuldades, afinal são muitas as habilidades e competências a serem desenvolvidas. Contudo, o que precisamos entender é que o hábito de estudar em casa perpassa essa ideia. 

O tempo destinado ao estudo em casa é uma forma de ampliar os saberes, estudar, revisar, não só para compreender o conteúdo que não foi bem fixado em sala, mas para o crescimento e conhecimento individual. Isso é notável no ensino superior, onde as leituras, os artigos solicitados durante a graduação acabam já não sendo lidos apenas para cumprir a tarefa, mas sim para o seu autoconhecimento, pelo querer aprimorar-se.

Buscar e pesquisar é estender seus estudos tendo em vista a importância do seu crescimento individual. É um processo autoformativo, onde o aluno compreende que se dar um tempo de estudo em casa é se entender responsável pela sua formação.

REFERÊNCIAS

Imagem retirada do link: https://canaldoensino.com.br/blog/5-cronogramas-de-estudo-para-estudar-em-casa

A sociedade é uma escola

Todo lugar é uma oportunidade que temos em mãos de ensinar. A sociedade também é responsável pelos nossos filhos, alunos, por nós. Nós somos a sociedade, e o que isso quer dizer? Quer dizer que da mesma forma que pensamos a escola como sendo feita por pessoas, e que sem elas são só paredes, a sociedade sem as pessoas é só um termo, uma palavra. Ela é composta por pessoas, por todos nós, e precisamos cuidar dela. 

De que forma? Bem, aí entram os pilares de nossa sociedade, a família, a escola, e mesmo sendo talvez opcional e particular, para boa parte da população, a religião e a política.

Tudo isso compõe a sociedade e através dela nós vivemos, convivemos e aprendemos. A meu ver, aí estão as oportunidades de educar uma criança. Um bom exemplo é ida à uma loja, um supermercado. Quantas coisas podem ser aprendidas aí? É uma boa oportunidade para mostrar questões monetárias, na hora do caixa. É a chance de dar o exemplo na fila, esperando com calma pois há mais gente na frente, ou até educação alimentar, o que é saudável e o que não se pode comer sempre.

Mas esse movimento só se faz efetivamente se aproveitarmos as oportunidades. Todos os locais são de aprender, em casa, na escola, na praça ao domingo, pode ser incentivado o cuidado com a natureza e o respeito com as outras crianças.  nos diversos lugares da sociedade. Ali podemos incentivar a autonomia, a paciência e o respeito.

Assim, todos esses exemplos de atitudes que por vezes não percebemos, são as chances que temos de incentivá-los sem que seja apenas tarefa da escola. São tantos os lugares e tanto para nossos pequenos aprenderem desde cedo. Para nós, parece óbvio, e nos esquecemos que para eles, com poucos anos de vida, é tudo se torna novidade. A sociedade educa, ela também é uma escola.

Referências

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https://observer.com/2012/09/hip-hip-spura-land-use-committee-approves-lower-east-side-development-plan/
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A sabedoria não pula etapas

Você sabe porquê os mais sábios são os mais velhos? Claro. Experiência de vida, e muita! Mas não só. Existe um outro lado para pensarmos, afinal por vezes idade não significa tanto para alguns. 

Convido a pensarem no processo que leva um dado até seu ponto mais alto de maturidade e reflexão que é a sabedoria.

Podemos tomar algo que nos acontece como exemplo e imaginar aquilo como um dado, um tópico de nossa vida. Muito bem, conforme vamos dando a devida atenção a esse fato, bem ou mal, ele vai sendo atendido, e se transformará em uma informação. 

Na melhor das hipóteses, se formos resilientes a ponto de aprender com essa situação, iremos adquirir conhecimento com ela, algo a mais sobre viver. 

A partir do conhecimento adquirido, vamos ter que agir, tomar alguma atitude, não importa o caminho, mas teremos que nos mover e seguir em frente. Nesse caso, teremos uma ideia, uma ou várias. 

Se continuarmos nessa constante transição de fato e aprendizagem adquirindo experiências, perceberemos que a vida é um ciclo, e que isso acontecerá várias vezes, de acordo com nossas realidades, que aliás, mudam de acordo com a fase de nossas vidas. Esse ciclo acontecendo várias e várias vezes, a cada vez aprendemos mais, e teremos respostas diferentes a cada fato, pelo simples motivo de termos tido experiências diferentes, sendo várias tentativas. 

Bem, chegaremos em um ponto que todo esse processo, que nada mais é do que a própria vida, nos resultará em sabedoria, isso mesmo. Aquela fase onde você vai dar aqueles conselhos de pais, de avós, de quem já trilhou algumas vezes estes caminhos. 

Por isso, não tenham pressa, nem medo, aliás isso é admirável. Mas se tiverem que temer a algo, temam ser pessoas arrogantes, que possuem a falsa impressão que já sabem tudo sobre a vida. 

Referência

Imagem retirada do link: http://mobimais.com.br/blog/wp-content/uploads/2016/06/dados-informac%CC%A7a%CC%83o-conhecimento-ideias-e-sabedoria-1.png

Responsabilidade: um ato de comprometimento

Responsabilidade é assumir o peso dessa palavra e dizer: eu sou! Você se acha uma pessoa responsável? Que peso tem isso na sua vida? Responsabilidade é cumprir com suas obrigações rigorosamente, não deixar a preguiça lhe tomar e fazer de qualquer jeito. Significa fazer bem feito. É também ser organizado, caprichoso com suas tarefas. Responsabilidade não é só questão de esquecimento, mas sim de comprometimento. Não é questão de ter ou não, é questão de ser.

Muitas vezes nos deixamos levar pelo comodismo, e não fazemos certas coisas por achar que não tem importância, mas a preguiça é um vício, dela vem o desinteresse, e pronto, nos acomodamos na falta de responsabilidade.

Responsabilidade é do professor em sua função. É do aluno em sua posição, e dos pais em seu papel. Ela é de cada um de nós na nossa vida.

Mas e na escola? Com nossos pequenos, temos muitas oportunidades de ensiná-los a serem responsáveis. Primeiramente, o nosso exemplo, sendo família ou educadores, precisamos cumprir nossos deveres e eles então, observarão isso. Mas existem milhões de situações em que incentiva o aluno neste ponto.

Na hora de organizar os materiais, na hora de brincar e guardar o brinquedo, ao preparar seu lanche e após jogar seus lixos no chão, lembrar de fazer os temas em casa, cuidados com o seu próprio material, devolução de livros na biblioteca, entre outros pontos que fazem parte da responsabilidade dos alunos.

Cabe a nós incentivá-los a tudo o que fizerem, fazerem bem, com vontade. E nós, a cada vez que ensinarmos dessa forma, que possamos dar o exemplo. Para cada palavra, uma atitude.

Cidadania: muito além do dicionário

O que é cidadania? É a prática dos direitos e deveres de todos os cidadãos. Mas, e o que é cidadania nos dias de hoje? Bem, na minha visão, exercê-la não é tarefa fácil, exige consciência de sociedade, de pluralidade. É se dar conta que não estamos sozinhos, que tudo o que fizermos a comunidade, a cidade, ao meio ambiente, será também para mim, para todos, para o futuro, dos meus filhos, por exemplo.

Hoje em dia, está ainda mais difícil por um outro agravante, a confusão que é feita entre outros fatores que convivemos, por exemplo, a política, a segurança, os interesses públicos. Essas questões não têm a ver com a cidadania.

O que acontece é uma jogo de culpa, se algo não vai bem, se nos indignamos com algo que não nos é dado e é de direito, logo, vamos deixar de cumprir também. Não tendo mais ânimo, motivação diante a tantas negligências.

Porém, se agirmos assim, estaremos sendo condizentes com atitudes falhas, assim como aqueles que falham conosco. Precisamos lembrar que, cidadania é dever e direito de todos.

Mas ser cidadão é muito mais que obrigações. Ser um cidadão em sua totalidade é também ter seus direitos garantidos, e se não, outro ato que condiz é lutar por eles. No momento em que estamos, ir às ruas se manifestar, tomar atitudes quando temos alguma questão diária que sabemos que podemos reivindicar, sim, esse é o nosso papel.

Bem, e se você está tão indignado, ou não tem o hábito de exercer atitudes de cidadania, nem as que são de direito, e tampouco os deveres, lembre-se que de alguém precisa vir o certo, que seja então você um deles. Se por uma série de más atitudes temos a desordem, que se comece uma série de boas atitudes para nos organizar.

Referências:

Imagem retirada do link: https://www.dnacidadania.com.br/diferencas-entre-nacionalidade-e-cidadania/