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O concreto

É preciso mostrar. O exemplo já significa muito para uma criança, quanto mais na sua aprendizagem. Entendemos que os conhecimentos estão inteiramente ligados e advém de tudo o que faz parte da nossa vida. 

Mas, na escola, nem sempre nos damos conta de como é importante trazer exemplos cotidianos para relacionar com os conteúdos. A cada conteúdo que formos trabalhar com nossos alunos, podemos ser criativos e demonstrá-lo de alguma forma. Pode ser através de algum objeto, alguma dinâmica, ou experimento. Algo que faça o aluno perceber a relação entre o conteúdo e como ele é inserido no dia a dia.

Por isso, esse movimento é enriquecedor e faz toda a diferença na aprendizagem. Os alunos visualizam e compreendem muito melhor, existindo aí maior sentido na explicação, no conhecimento. Isso constrói uma ponte entre a escola e o cotidiano do aluno.

Referências

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Reinvente-se

Se reinvente. Todo o dia. Sabe aquele papo de ser flexível? É uma questão real. Mesmo que tenhamos em mãos um planejamento, uma organização, nós sabemos que ao longo do dia, as coisas podem sair diferente do esperado. 

Quando falamos de escola, muito mais. O professor está trabalhando com alunos, e por isso precisamos levar em consideração que cada um tem suas particularidades, e por sermos humanos, nem sempre estaremos nos nossos melhores dias, às vezes mais agitados, outras vezes mais introspectivos. 

Diante disso, por vezes ao chegar na sala de aula podemos ter planejado que a aula ocorreria de tal forma, mas no momento se faz necessário trabalhar mais algum conteúdo específico, ou até pausar e falar sobre algo que está agitando os alunos. Esses são exemplos de momentos que podem vir a acontecer com qualquer um de nós, e nesse momento, se reinventar é necessário.

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Habilidades socioemocionais: Da necessidade à emergência

Há muito tempo nos meios de discussão sobre educação, ensino e sala de aula, se vem falando sobre uma educação mais humana, baseada por exemplo na empatia. Habilidades socioemocionais é um termo que engloba também essa ideia, mas sugere também como fazer isso pedagogicamente. 

As questões socioemocionais da criança estão relacionadas com suas relações inter e intrapessoais, e com elas, bons momentos, e até seus conflitos. A forma como a criança vai buscar reagir diante das situações, ou até o que ela vai criar, construir,  são habilidades a serem desenvolvidas, e para isso precisamos oferecer oportunidades.

Na escola, essas questões já vinham sendo trabalhadas, um pouco mais sutilmente em algumas escolas. Até que, a pandemia da COVID-19 fez desse assunto o mais importante, passando a ser mais relevante para a saúde e rendimento da criança do que conteúdos. 

E nesse contexto, olhar com empatia para a criança e realmente ver o que ela está vivenciando, como a família está lidando com o momento, é essencial. A partir daí, várias atividades podem auxiliar nisso, por exemplo, jogos e atividades cooperativas, momentos de criação, momentos de diálogo. Com isso, vai se trabalhando e ajudando os alunos a desenvolver suas habilidades socioemocionais, com seus sentimentos e com sua forma de se relacionar com os outros, o que impacta também na aprendizagem futura.

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Espaços tecnológicos e o compartilhar boas ideias

Nos últimos tempos, vimos que a internet e suas tecnologias são mais necessárias na nossa vida do que imaginávamos. Aulas online? Sim. E boa parte dos alunos brasileiros que não têm acesso às tecnologias foram prejudicados. É, a internet e seus benefícios fazem parte da nossa vida diariamente.

Mas, apesar disso, imaginem que se cada um que tivesse uma boa ideia sobre algo realmente a divulgasse? Ou, ao criar algo interessante, o disponibilizasse? Muitas pessoas têm boas ideias mas não as compartilham.

Este blog é um bom exemplo disso, um espaço despretensioso para que possamos através da escrita e da leitura, refletir sobre vários assuntos da educação. 

A internet hoje une as pessoas, faz com que de longe muita gente se conecte e compartilhe suas ideias. Os espaços tecnológicos nos proporcionam isso.

Por isso, se você tem algo a compartilhar, o faça, pois o conhecimento se faz quando ele é passado adiante, como em um trabalho de formiguinha. Ele vale a pena quando há troca de saberes, quando se espalha, provoca questionamentos e produz movimentos entre as pessoas. Acredito que as tecnologias nos ajudam nisso por alcançarem pessoas dos lugares mais distantes.

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Coisas da quarentena

De repente, as pessoas se viram obrigadas a frear, a parar de trabalhar, parar de estudar, parar de correr, parar de sair. Pararam também de comprar tanto, entretanto, viram que precisavam pensar em como comprar o necessário para viver e sobreviver, com uma série de limitações, mas a maior delas, não sair de casa. E elas deram um jeito, pediram tele entrega, se organizaram para ir até o supermercado e a farmácia. E começaram a olhar para dentro de suas casas, a fazer coisas que antes não tinham tempo, e agora, é o que mais tem. 

As pessoas ficaram em casa para cuidar de suas famílias, das pessoas que amam, fazer o que gostam com elas e tudo por causa do medo, o medo de perdê-las, perdê-las pela doença. Mas acabaram gostando de fazer aquela comidinha gostosa, jogar carta e assistir um filme. Mal lembravam como era bom sentar e tomar um chimarrão no final da tarde e brincar com o cachorro.

Meu Deus! Bem, quem não mais lembrava dele, agora lembrou. Até sentou e leu aquele livro, escreveu ou até desenhou. E vejam, há uma coisa que refletiu em muitas famílias, acompanhar as tarefas e trabalhinhos de escola dos seus filhos. Dia após dia, fazerem juntos as tarefas, garanto que haviam famílias que não mais o faziam. 

Olharam para seu quarto, seus armários e notaram que estava uma bagunça e que precisava arrumar. Aí usaram uma tarde ou duas, e deixaram brilhando! Até separaram algumas peças que não usam faz um ano, e doaram. 

É, coisas da quarentena. Fazer para si e para sua casa, organizar a sua vida onde ela está e aprender a fazer tudo isso sem saber como será o amanhã, sem poder planejar nada. Para os aniversariantes do mês e suas famílias, talvez seja o aniversário mais marcante e cheio de carinho. Os presentes, deixa para outro dia.

Ah! Quase me esqueci. O causador de tudo isso, é um ser pequeno e invisível, que agora é ele quem gostar de sair, estar onde nos estamos, sempre na rua. Agora que estamos aos poucos, voltando para nossas atividades, mas fiquemos atentos, pois mais do que nunca precisamos da empatia, cuidar não só de si, mas também do outro.

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Amorosidade na educação infantil

Educação infantil é uma etapa linda e leve, e embora tenha seu currículo com habilidades para serem trabalhadas, é tempo de brincar e de descobrir. Não deve haver pressa nessa fase, nem modelos a serem seguidos. Cada criança precisa estar livre para se conhecer e aprender à medida que vai experienciando. 

O professor, nessa etapa, auxilia seus pequenos, guia-os e oferece possibilidades para que eles aprendam e descubram. Esse processo deve ser de forma amorosa, com empatia e carinho para cada criança. 

Parece clichê, mas não estou falando aqui só de beijos, abraços ou de elogios, isso também, mas me refiro a toda e qualquer atitude, seja ela de elogio ou repreensão. Cada colocação precisa ser colocada de forma amorosa, que pode significar, por vezes, também ser firme.

Amorosidade inclui o saber dialogar com a turma. Significa estabelecer combinados. Conduzir a turma dessa forma é criar vínculos afetivos, laços que só enriquecem o aprendizado diário.

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O reforço escolar no período da pandemia

O reforço escolar tem seu relevante papel juntamente com a escola para com o desenvolvimento dos alunos e suas aprendizagens, mas com a pandemia do COVID-19 a necessidade e procura de aulas particulares se intensificou.

É importante registrar como esse aumento se deu e as marcas positivas que ele irá deixar. Primeiro,  a procura se deu pela necessidade que as famílias sentiram ao terem as aulas remotas. 

As tarefas escolares passaram a ser feitas em casa, e muitas famílias para isso tiveram que se organizar tanto em relação ao tempo e rotina, mas também em como participar de maneira adequada dos estudos dos filhos.

Muitas dificuldades ali surgiram, e assim como algumas famílias conseguiram se organizar, muitas outras precisam de auxílio. Por isso o reforço particular se faz tão importante nesse período, para ajudar os alunos e suas famílias a seguirem seus aprendizados de forma saudável. E, com os alunos também não é diferente, muitos precisam de maior apoio, dado o momento, por vezes a necessidade parte da criança. 

Ressalto então que independente das motivações de cada um, o reforço escolar vem para somar sempre, auxiliar e dar continuidade, mas principalmente nesse momento em que as escolas estão se reinventando. Contar com aulas particulares é ótimo para que não se perca o caminho da aprendizagem de cada um.

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Uma cilada chamada rotina mecanizada

Sabe aquele dia após dia bem mecanizado onde você segue uma sequência de ações que já estão no seu subconsciente? É disso que precisamos fugir.

Nossa tendência realmente é seguir essa sequência sem sair da caixa, de fato. Isso é tão lamentável porque perdemos oportunidades. Ao estar nesse modo automático talvez deixamos passar momentos de aprendizado que nosso cérebro já condicionado não percebe. 

A grande sacada é tentar estar sempre aberto, mesmo já sabendo o que fazer, mesmo sendo puxados pelo óbvio, vale a tentativa de estar ligado no momento presente para não cair na rotina mecanizada. Ela corta, poda nossas ideias e habilidades criativas.

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REPRESENTATIVIDADE NAS HISTÓRIAS INFANTIS

Você sabe o que significa representatividade? Em termos simples, pode ser a forma de colocar algo que precisa ser visto e discutido em destaque através de algo ou alguém que represente esse grupo ou questão.   

É muito importante isso atualmente, pois muito do que está apagado na sociedade e é urgente que seja visto, pode começar a aparecer e ganhar seu devido valor através da representatividade.

Um veículo para esse movimento são os livros infantis. Eles podem trazer personagens que quebrem com os estereótipos determinados pela sociedade e representar toda e qualquer característica humana, sem exclusão.

Sabemos que os desafios são grandes, e que a literatura infantil para muitos ainda é escassa, mas precisamos seguir tentando.

Representatividade então é exemplo a ser seguido. Para seus leitores, as crianças, o leque de exemplos para eles pode ser muito maior, a literatura pode ser uma forma de ensinar a igualdade a eles, onde todos são importantes.

É perceber que se tem um espaço. É se ver. E livros infantis são uma forma de dar voz e visibilidade à todos.

Qualidade do tempo em sala de aula

A rotina da aula por vezes é algo muito mecânico, onde seguindo o planejamento e a rotina do dia, muito dos alunos pode se perder. Pode passar despercebido pontos importantes do aprendizado das crianças.

Caímos na cilada de achar que quantidade de conteúdo e atividades é sinal que ensinamos muito, ou que se passamos para a turma tudo o que planejamos, eles aprenderam. E isso não é verdade. Se uma explicação não chega no seu ponto final, mas durante seu processo houveram muitas participações e colocações dos alunos, isso sim pode apontar que aula foi significativa.

Cabe muito bem aqui aquele clichê que “quantidade não é qualidade”. Nessa enganação, talvez o professor deixe passar observações tão importantes do aluno, que podem significar muito mais que uma atividade, por exemplo.

Por isso, é preciso dosar. Entender que a qualidade do tempo em sala de aula está no andamento das aulas, onde cada aluno é protagonista, nas discussões que surgem a partir da mediação do professor, e isso pensando em todos os níveis de ensino.

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