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Uma cilada chamada rotina mecanizada

Sabe aquele dia após dia bem mecanizado onde você segue uma sequência de ações que já estão no seu subconsciente? É disso que precisamos fugir.

Nossa tendência realmente é seguir essa sequência sem sair da caixa, de fato. Isso é tão lamentável porque perdemos oportunidades. Ao estar nesse modo automático talvez deixamos passar momentos de aprendizado que nosso cérebro já condicionado não percebe. 

A grande sacada é tentar estar sempre aberto, mesmo já sabendo o que fazer, mesmo sendo puxados pelo óbvio, vale a tentativa de estar ligado no momento presente para não cair na rotina mecanizada. Ela corta, poda nossas ideias e habilidades criativas.

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REPRESENTATIVIDADE NAS HISTÓRIAS INFANTIS

Você sabe o que significa representatividade? Em termos simples, pode ser a forma de colocar algo que precisa ser visto e discutido em destaque através de algo ou alguém que represente esse grupo ou questão.   

É muito importante isso atualmente, pois muito do que está apagado na sociedade e é urgente que seja visto, pode começar a aparecer e ganhar seu devido valor através da representatividade.

Um veículo para esse movimento são os livros infantis. Eles podem trazer personagens que quebrem com os estereótipos determinados pela sociedade e representar toda e qualquer característica humana, sem exclusão.

Sabemos que os desafios são grandes, e que a literatura infantil para muitos ainda é escassa, mas precisamos seguir tentando.

Representatividade então é exemplo a ser seguido. Para seus leitores, as crianças, o leque de exemplos para eles pode ser muito maior, a literatura pode ser uma forma de ensinar a igualdade a eles, onde todos são importantes.

É perceber que se tem um espaço. É se ver. E livros infantis são uma forma de dar voz e visibilidade à todos.

Qualidade do tempo em sala de aula

A rotina da aula por vezes é algo muito mecânico, onde seguindo o planejamento e a rotina do dia, muito dos alunos pode se perder. Pode passar despercebido pontos importantes do aprendizado das crianças.

Caímos na cilada de achar que quantidade de conteúdo e atividades é sinal que ensinamos muito, ou que se passamos para a turma tudo o que planejamos, eles aprenderam. E isso não é verdade. Se uma explicação não chega no seu ponto final, mas durante seu processo houveram muitas participações e colocações dos alunos, isso sim pode apontar que aula foi significativa.

Cabe muito bem aqui aquele clichê que “quantidade não é qualidade”. Nessa enganação, talvez o professor deixe passar observações tão importantes do aluno, que podem significar muito mais que uma atividade, por exemplo.

Por isso, é preciso dosar. Entender que a qualidade do tempo em sala de aula está no andamento das aulas, onde cada aluno é protagonista, nas discussões que surgem a partir da mediação do professor, e isso pensando em todos os níveis de ensino.

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Nenhuma pergunta é boba!

Estamos em 2020 e parece que isso não acontece mais não é? Não. Imagino que isso ainda não deve ter sido eliminado totalmente, mas cada vez mais os professores estão percebendo como isso é inadequado. 

Sabe aquele medo de perguntar, questionar algo ou fazer um comentário? Acontecia muito porque os alunos eram julgados por suas falas. Era como se eles tivessem que acertar o que fossem falar, como se tivessem que se preocupar com algo que nem mesmo eles sabiam e estavam ali para aprender. Muitos então eram “cortados” por seus professores, de tal forma que não mais falavam. Aquela antiga e trágica cultura de alunos ouvintes. 

Essa é uma herança que hoje em dia estamos diariamente tentando mudar. Utilizamos várias e várias maneiras criativas para que os alunos participem das aulas, coloquem suas opiniões. 

A escola é lugar de aprender, errar e acertar, é o lugar certo, na fase certa, para estar à vontade para colocar sua opinião sem se preocupar com julgamentos. Por isso, nenhuma pergunta é boba! Se é sua dúvida, é porque precisa ser respondida. Além do mais, sua dúvida também pode ser de outros. E é compartilhando que se aprende.

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Ressignificando o tempo

O momento que estamos vivendo com certeza nos faz pensar no que significa o tempo para cada um de nós. Acredito que ele foi ressignificado de forma individual, pois precisamos deixar planos de lado, e partir para outros que surgiram. 

Para alguns o tempo passou devagar, para outros mais depressa. Mas em comum temos as incertezas, onde nosso tempo era milimetricamente calculado e planejado, e a pandemia nos ensinou que tudo pode mudar de uma hora para outra, e que não adianta planejar. Devemos então deixar de planejar? Não, planejamento é bom, mas o que precisamos é sermos flexíveis. 

Por isso, nosso tempo cronológico mudou, muitos sonhos atrasados, mas não cancelados. Outros porém, que estavam guardados, estão sendo realizados, passou a ser um bom momento.

Então estamos vendo a necessidade de olharmos para outro tipo de tempo, o tempo da vida. Aquele que te faz viver momentos em família,  aproveitar as pessoas que ama e realizar sonhos e projetos que estavam na gaveta. Tudo isso sem olhar para o relógio. Aquele tempo sempre igual e acelerado, por hora, não existe mais.

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A música na aprendizagem

Que bela forma de aprender, não? A música é a forma mais leve e prazerosa de aprender algo. Ela ajuda na fixação do conteúdo, de forma divertida, através da memorização. 

Ela pode ser um complemento pedagógico, auxiliando no processo de aprendizagem. A música ensina. Existem várias músicas sobre conteúdos, inclusive paródias, claro! Já pararam para pensar nesse método que é utilizado até em cursinhos pré-vestibular?

Existem músicas na Educação Infantil para todos os momentos, para quase tudo o que a criança precisa aprender nessa fase, por exemplo, para a hora do lanche, da higiene, de brincar. Música sobre amizade, sobre família. É só incluí-la de maneira inteligente e estratégica.

Mas, também ela pode e precisa também ser algo sem intencionalidades pedagógicas, apenas para descontrair ou relaxar. Também é válido! Vamos utilizar essa ferramenta com nossos alunos?

A necessidade de experienciar antes de ouvir

Atualmente, sentimos a necessidade de uma educação humanizadora, que olhe para os alunos por inteiro, com tudo o que eles trazem, suas capacidades, suas angústias, sua vida. É a busca por sentido.

Isso tudo está presente na forma de conduzir uma aula, por exemplo, e faz com que ela tenha maior sentido, relacionando os conhecimentos com a realidade que vivem as crianças. Por isso da necessidade de experienciar antes de ouvir.

Se o educador conduz a aula de forma a trazer os conhecimentos na forma real para os alunos, ou seja, através de exemplos que eles conheçam, que possam até visualizar, os alunos então poderão se identificar e compreender melhor o conteúdo trabalhado. Dessa forma, encontrarão sentido.

Vivenciar antes de escutar. A teoria e a prática são ambas igualmente importantes, mas que tal a prática vir por primeiro?

Os “combinados”

Esse assunto é muito legal, vamos combinar né? Na escola, a rotina da tarde ou da manhã é sempre recheada de tarefas, o planejamento do professor é flexível, mas precisa ser levado em conta, tudo é preparado seus objetivos e também com amor. 

Entre uma atividade ou outra, fora da sala ou não, o professor precisa conduzir isso, propor para a turma a próxima atividade, ou um passeio em algum lugar da escola, por exemplo. Mas já pensaram na forma que ele pode fazê-lo? 

Mais que uma vez, a postura do professor colocar o que vão fazer é com uma certa imposição, com alertas ou muitas vezes até “chantagem”, dizendo aquele famoso “se não se comportarem vamos voltar para a sala”. Será que isso resolve? 

Na educação infantil, por exemplo, sou fã de algo bem mais agradável e eficaz: os combinados! Isso mesmo, contem com seus alunos, peça para que eles colaborem com você. Deixe claro que são uma equipe e que precisa da ajuda deles para dar certo. 

Nossos pequenos adoram ser ajudantes da profe! Estabelecer combinados com a turma é muito mais agradável e tenho certeza que há muito mais chance de ser atendido.

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As emoções na escola

Tem lugar onde mais afloram as emoções do que na escola? Nossas crianças precisam de auxílio para entender e lidar com cada emoção, e que todas as emoções são bem-vindas.

Decidi escolher algumas emoções inicialmente, mas sabemos que muitas mais existem.  Vamos pensar nas emoções como a tristeza, medo, alegria, vergonha e raiva. 

Os motivos para sentir as emoções tanto negativas ou positivas, podem ser diversos e infinitos, e na escola os sentimentos afloram. A escola, por ser um lugar rico para construir relações de amizade, gera tanto sentimentos bons quanto os menos agradáveis. 

O melhor jeito de lidar com os sentimentos, e ajudar a criança a nomeá-los primeiramente, entender o porquê sentiu isso, e compreender que sentir medo, raiva ou tristeza, é normal em qualquer idade, somos humanos. O que precisa ser repensado é a forma como ela externaliza isso. Um bom exemplo é a raiva, em um desentendimento com o colega, sentir raiva é o provável para o momento, mas o que devemos evitar é o ato de bater, e é nisso que devemos auxiliar.

Quanto mais a criança expressar a emoção, melhor. O professor consegue ajudar a criança  a lidar com esse sentimento da criança. E assim ela poderá melhorar. Um ponto essencial nesse movimento é dar a devida importância ao sentimento da criança. Para ela isso é algo sério, por isso é preciso respeitar esse sentimento ajudando-a a compreender o conflito. 

Acredito que ajudar a criança a ver que sentir tristeza, a raiva ou o medo no caso, não é ruim, nem vergonhoso, é normal assim como todos os sentimentos. A nossa vida é a soma de todos os sentimentos, sejam eles agradáveis ou não.

Reforço particular

O reforço particular ou aula particular é uma boa opção para auxiliar na aprendizagem das crianças.  É um investimento além da escola que os pais podem fazer, e é algo que soma muito no desenvolvimento das crianças. 

É destinado para as crianças que apresentam dificuldades tanto específicas quanto qualquer necessidade de melhorar a aprendizagem. Geralmente, essa necessidade é percebida pela escola, sendo professores e orientadores, que juntamente com os pais ajudam a criança nesse sentido, ou percebida pelos pais. Por isso, gosto de dizer que devido a isso, o professor particular  trabalha de certa forma, em conjunto com o professor da criança na escola, é mais um profissional auxiliando no desenvolvimento da criança.  Ele é vem para somar, e havendo um diálogo entre as partes, o trabalho se desenvolve melhor. 

Esse tipo de reforço não tem  tempo específico, justamente por ser particular ele respeita o tempo do aluno, dá uma assistência maior de forma particular à ele, por isso, o tempo é relativo, porque depende do desenvolvimento do aluno, e de suas necessidades específicas.

Muitas vezes, só o que o aluno precisa é de uma pedagoga (o) ou professor que ajude-o a encontrar o seu melhor jeito de estudar. Isso o beneficia muito, pois é alguém que olha particularmente para ele, porque cada criança tem um jeito de aprender diferente, todos temos.

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