Monthly Archives: Junho 2020

PROJETO Por uma sala de aula convidativa: ATITUDES QUE ENSINAM

Na rotina de sala de aula, muitas vezes acelerada, o professor precisa lutar contra o tempo, tendo que vencer as páginas do livro didático, corrigir as atividades e seguir seu planejamento. Os alunos seguem nessa mesma velocidade, ou ao menos tentam, todos na ilusão de que se vencer o planejamento, o aprendizado acontece. Mas não é bem assim.

Muitos professores já tomam atitudes diferentes, com propostas que estimulam os alunos, mas há mais um ponto falho por aqui, as oportunidades perdidas. E são muitas, vejamos.

A escola por si só é um lugar de aprendizado, a partir do momento que a criança entra, já está aprendendo constantemente, caminhar até a sala, subir as escadas. Ao entrar na sala de aula ela aprende a se relacionar com seus colegas, cumprimentá-los, enfim, socializar. Após, ela aprende a organizar seus materiais e cuidar deles, dia após dia ela o faz melhor. Nas brincadeiras, aprende a socializar ainda mais, a ser solidária, exercita a imaginação, aprende até a se defender e a perdoar. Aprende a se desculpar em um conflito. Nas atividades pedagógicas aprende muito! Conhece coisas novas para ela. E na hora do lanche, do banheiro, do almoço (nas escolinhas, especificamente), bem, aí é uma correria, faz parte da rotina, tem que fazer rápido porque temos que limpar tudo, até porque se tiver hora do soninho elas precisam dormir logo porque já já acordam! Como?

Por que não há a mesma aprendizagem nesses momentos se eles também acontecem na escola? Por que uma criança de 3 anos tem que saber comer, e rápido, dormir logo, se nem nós gostamos disso? De fato, há algo errado que não nos damos conta.

Diante desses questionamentos, vamos imaginar o contrário. A hora do lanche é momento de aprendizagem. Enquanto as crianças comem, conhecem os alimentos, aprendem a se alimentar bem. E por que não, trabalhar aquele planejamento sobre alimentação saudável nesse momento? Não vamos desperdiçar isso, que é real, por uma atividade com outro material depois, que se distancia tanto da realidade.

O mesmo vale para a hora do banheiro. As crianças ainda estão aprendendo tudo isso, vamos aproveitar para ensinar, por exemplo, sobre a hora da higiene, os cuidados consigo mesmo. O momento de dormir para as escolas que o possuem, precisa ser de tranquilidade, de relaxamento, afinal, ninguém dorme sob pressão.

Portanto, estamos imaginando ambientes ainda mais saudáveis de aprendizagem. Obviamente que nem sempre conseguimos proporcionar momentos assim, mas é necessário compreender e tentar sair um pouco da caixa.

REFERÊNCIAS

Imagem retirada do link:
https://br.pinterest.com/pin/431923420498078138/

PROJETO – Por uma sala de aula convidativa: APRENDER ATRAVÉS DA PRÁTICA

Esse tema de fato, liga-se com o texto da semana passada, quando refletimos sobre a forma com que o professor conduz a aula, sendo de forma convidativa, despertando o interesse e a curiosidade dos alunos ao invés de adotar uma posição de imposição. 

Quando o professor compreende isso, ele proporciona ao aluno algo incrível: aprender através da prática. Mas, sabem por que isso é tão brilhante? Porque o aluno passa a descobrir pelas suas próprias mãos, olhos, pela conversa com os colegas, ele construiu raciocínios que são só dele, e que ele buscou com sua própria capacidade. Certamente que, as atividades e explicações depois vão dar todo um suporte e polir o entendimento da criança, mas sem desvalorizar o que ela construiu, afinal ela esteve aprendendo na prática, esteve descobrindo do seu jeito, no seu tempo. 

Vou citar um exemplo para deixar ainda mais claro. Imaginem que no planejamento da semana o tema proposto é os elementos da natureza. Na sua escola, você tem uma área verde, mas caso não tenha nem uma árvore, você leva uma sacola de folhas, flores e afins. A partir daí você organiza seus alunos em grupos e leva-os ao lugar com árvores e folhas, e deixa-os desbravar o lugar, mas sempre acompanhando e instigando-os, deixa-os livres para mexer, se perguntar, olhar, analisar. Ao retornar para a sala, vocês dialogam, trocam as experiências que foram feitas, e em seguida se introduz de fato, o conteúdo. 

As vivências, queridos leitores, encantam, com elas se aprende, se imagina e se descobre. Aprender através da prática é compreender que as crianças não são simples ouvintes, são pequenos pesquisadores!

REFERÊNCIAS

Imagem retirada do link:
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/ensino-fundamental-anos-finais/

PROJETO – Por uma sala de aula convidativa: A POSTURA QUE CONQUISTA

O professor é o exemplo, a referência para sua turma. Ele tem em sua frente vinte ou trinta seres pensantes cheios de vontade de aprender e é responsável por isso. Nesse texto convido vocês, caros leitores, a pensarem em um professor com uma postura diferente da talvez considerada comum. 

No texto passado sobre a sala de aula, vimos que a sala propunha algo para as crianças, a estrutura da sala era de certa forma, convidativa. Mas e o professor, como deve agir? 

Bem, nesse contexto o professor ocupa um lugar de orientador, mediando as atividades que ele também propõe para as crianças, acompanhando cada uma delas. Sua função de professor é a mesma, o que muda aqui é sua postura diante das atividades que ele mesmo planejou. 

Ao invés de apenas propor o conteúdo ou a atividade, o professor vai convidar o aluno para o tema, e sabe de que forma? Apresentado-o na prática antes da explicação, de forma materializada, deixando o aluno com a liberdade de conhecer o tema primeiro. Trazendo exemplo, algo que situe os seus alunos no assunto por se assemelhar ou relacionar com a vida cotidiana deles. Isso faz com que o aluno  se sinta parte do assunto, dá tempo para ele se inteirar e se interessar pelo tema. Em seguida sim, o próximo passo são as explicações ou as atividades pedagógicas.

Esse caminho conquista o aluno antes de qualquer proposta. E é isso que precisamos, alunos interessados, curiosos para saber mais.

Dessa forma, pensar em um “professor convidativo”, que desperta a curiosidade de seus alunos antes de qualquer explicação, é de fato uma boa ideia. Vamos tentar?

REFERÊNCIAS

Imagem retirada do link: https://www.google.com.br/url?sa=i&url=http%3A%2F%2Fepafmt.com.br%2Fpaginas%2Fhorario-de-entrada-e-saida&psig=AOvVaw327WLh5lqpLhHj4YyKrY88&ust=1592308950780000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCOiJ27Tjg-oCFQAAAAAdAAAAABAX

PROJETO – Por uma sala de aula convidativa: OS “CANTOS” QUE INTEGRAM

Não é de hoje que falamos tanto em mudanças no nosso sistema educacional. Há tempos ele não é mais eficaz, alunos e professores não estão felizes, e muitos questionamentos e problemas surgem a partir disso.

Um sistema tradicional que já perdeu a eficácia, e de muitas formas está sendo repensado. Nesse projeto, veremos dicas de 5 pontos principais para uma mudança na educação, começando pela sala de aula.

Em muitos textos falei sobre isso, mas nesse vamos refletir a fundo sobre a estrutura da sala de aula. A sala de aula é um elemento primordial como parte da escola para a aprendizagem saudável do aluno. Ela precisa ser pensada como um elemento pedagógico nesse processo, precisa ter uma intencionalidade. 

Vamos pensar numa sala de aula de Educação Infantil convidativa. Imagine uma sala onde o aluno ao entrar, observa e fica curioso com o que vê, e quer mexer, usufruir. Uma sala com atrativos para todos os gostos, alguns vão ir direto ao tapete com brinquedos, outros vão nos recortes, afinal papel colorido e tesoura disponível é bem legal né? Algumas meninas vão querer as bonecas e outros porém vão primeiro no cantinho da calma, com almofadas para deitar em cantinho aconchegante! Uma sala com vários cantos! E tantos outros ambientes atrativos podem ser feitos dentro de uma sala.

Imaginem a partir desse cenário, que “a sala convidou” as crianças a entrarem, e elas encontraram coisas legais para fazer. Quebrou-se aí um sistema onde a criança entra e senta nas classes, que é só o que há na sala, e aguarda o professor propor algo. 

Essa sala convidativa proporciona uma aula interativa, desperta na criança autonomia de escolher, (mas para isso é preciso ter opções em seu alcance), a liberdade de agir fora de um certo padrão, e o professor tem um contexto para poder conhecer sua turma a cada dia, e propor a partir do que vê, conduzir a aula com as crianças já interessadas em estar ali. De fato, percebemos aqui que a aula também é feita pelo ambiente. 

REFERÊNCIAS

Imagem retirada do link: https://www.google.com/url?sa=i&url=http%3A%2F%2Fculturainfantilearte.blogspot.com%2F2012%2F08%2Facolhimentocantos-cantinhos-um-novo.html&psig=AOvVaw1Inl5Oxgi_RPb_LxmOEVVK&ust=1591706128510000&source=images&cd=vfe&ved=0CAMQjB1qFwoTCNDN1c2d8ukCFQAAAAAdAAAAABAZ

EVASÃO E ABANDONO ESCOLAR: Uma questão da sociedade

Todos sabemos que estar na escola é direito de toda  criança e um dever do governo e de seus responsáveis disponibilizar educação gratuita e de qualidade. Entretanto, sabemos que com todas as questões políticas e econômicas grande parte do público estudante não tem acesso a essa educação, e nesse ponto temos um tópico ainda mais grave, a evasão e o abandono escolar.

Neste parágrafo vamos primeiramente, distinguir os dois termos. Muito se fala em evasão escolar, pouco em abandono, mas será que são a mesma coisa? Não. Evasão escolar é quando o aluno, ao término do ano letivo, não se matricula mais. Já o abandono escolar refere-se ao abandonar de fato
a escola durante o ano letivo. Mas quais serão as causas? Afinal, qualquer uma das duas nomenclaturas emergem duas situações problemas muito semelhantes: crianças e jovens não estão na escola.

Alunos, jovens durante seu período de estar na escola deixam de frequentar por muitos motivos, vamos falar sobre alguns deles. 

A necessidade de falarmos sobre isso se dá primeiramente por pertencemos a sociedade como cidadãos, e por isso se faz necessário estar por dentro. Por segundo, a todos nós que faz fazemos parte do mundo da educação seja na função que for, fica evidente a relevância de conhecer as realidades de nossos alunos.

Para esse assunto delicado, precisamos compreender alguns contextos. O primeiro deles, o lar. Cada aluno tem como base a sua família, e certamente se adequarão às suas condições. Por isso, o primeiro motivo do abandono e da evasão escolar é a necessidade. Necessidade de trabalhar desde cedo para ajudar no sustento da casa. Infelizmente, sabemos que não é o ideal, mas existe algo que sempre lembramos que é maior até mesmo que a vontade de estudar, a fome, por exemplo.

O segundo motivo é um tanto quanto irônico. Embora a escola seja o ambiente em que jovens que estão em situações mais vulneráveis, com acesso a realidades ruins as salvariam, é justamente estes que acabam evadindo. Para isso, inúmeros bons exemplos surgem, ONGs, projetos sociais e até mesmo escolas conseguem orientar e oferecer para essa criança ou jovem boas oportunidades. Mas ainda há muito a se fazer. 

A evasão e o abandono escolar não param. Muitos alunos não estão frequentando a escola na idade certa. Mesmo assim, a cada aluno que está na escola, ou que retorna à ela, é motivo de vitória. 

É preciso entender que muitos outros motivos também estão vinculados a evasão escolar. Como outros exemplos temos questões de cunho pedagógico e cultural. Entretanto, nenhum deles pode se sobrepor ao direito da criança e do adolescente de estudar e buscar suas oportunidades.

REFERÊNCIAS

Imagem retirada do link:
https://gestaoescolar.org.br/conteudo/2217/abandono-e-evasao-escolar-estudante-deixa-a-escola-ou-a-escola-se-distancia-da-realidade-do-aluno