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Trabalho em grupo: desafios e aprendizagens

Hoje vamos pensar um pouco sobre este assunto que para muitos, é uma pedra no sapato: trabalhar em grupo! 

O lugar em que tivemos o primeiro contato com o trabalho em grupo é a escola. Lá na Educação Infantil, realizar atividades junto com outros colegas começa sendo uma experiência incrível, acontecendo com frequência. A cada trabalho, alguns conflitos ocorrem e vão sendo resolvidos. 

A questão é que ao longo da caminhada escolar, esse exercício acaba acontecendo com menos frequência, tanto que por vezes os alunos é que solicitam, querendo o apoio dos colegas para determinada atividade. Mas será que eles sabem trabalhar em grupo? Essa pergunta não pode ser respondida apenas com uma afirmação, afinal, nem todos gostam deste exercício, porém, uma boa resposta é que ao chegar na faculdade, muitos se dão conta que “carregam” o grupo nas costas, e outros apenas “vão na onda”. Grande parte das pessoas tanto na graduação ou ainda na escola, fazem esse tipo de reclamação, e por isso, acredito que é preciso pensar sobre isso, principalmente porque isso se refletirá na vida adulta, na sua profissão.

É necessário saber trabalhar em grupo? Sim! Nós somos, essencialmente seres que precisamos uns dos outros. Antes de tudo, é preciso ter consciência que independente de quantos estão em um determinado grupo, todos precisam fazer algo para a atividade se concluir. Para isso, alguns grupos optarão pela divisão de tarefas caso não possam se reunir e fazer juntos. Entretanto, ainda na escola, o ideal é o tempo para fazer junto na própria aula, e ainda assim, uma organização de demandas de tarefa a cada componente do grupo é necessária.

Outro quesito importante em uma atividade em grupo é o diálogo. Cada componente precisa ser aberto a opinião do outro, sabendo que, por vezes, irão precisar entrar em um consenso. A conversa e o respeito são pontos principais para o trabalho em grupo.

Dessa forma, entender o trabalho em grupo como algo que precisa ser pensado, dialogado, e organizado, nos ajuda a compreender melhor esse exercício. Pensar junto, construir junto, deveria ser praticado com mais frequência, afinal, construindo juntos, aprendemos mais. Conhecer novas ideias é enriquecedor. Como diz Mario Sergio Cortella, “há pessoas que tem pensamentos diversos do nosso e isso nos auxilia a refinar os nossos pensamentos e nos ajuda também a melhor buscar maior certeza ou até dificuldade naquilo que temos de encontrar.” Isso acredito ser a essência do trabalho em grupo.

REFERÊNCIAS:

CORTELLA, Mario Sergio. O MELHOR DO CORTELLA. TRILHAS DO PENSAR, IDEIAS, FRASES E INSPIRAÇÕES. Ed. Planeta do Brasil. São Paulo, 2018.

https://br.freepik.com/vetores-gratis/funcionarios-da-empresa-compartilhando-pensamentos-e-ideias_8270975.htm#page=1&query=trabalho%20em%20grupo&position=10

Hábito de ler: motivações e empecilhos

Esse é um tema legal né galera? Quem aí gosta de ler? Acredito que muitos de vocês gostam, mas já pararam para pensar no que é de fato o hábito da leitura em nossa vida? Vamos pensar juntos.

Para começar, podemos relacionar a leitura com o exercício físico. Da mesma forma que uma caminhada, academia ou qualquer esporte mantém o corpo ativo, a leitura mantém a mente ativa, informada, sempre pensante. Mas nem sempre temos vontade de ir a academia por exemplo, porém estabelecemos uma rotina e precisamos segui-la, sem desistir, caso contrário, nos acomodamos. Entretanto, o interesse pelo esporte precisa partir de algo que agrade para querer também fazê-lo. Com o hábito de ler não é diferente. Tudo começa pelo incentivo, se lermos para uma criança, ela irá apreciar isso e, quando aprender a ler, o fará também, e conforme cresce criará seus próprios gostos.

É importante perceber que o hábito da leitura é um exercício contínuo e diário, quanto mais lemos, melhor lemos e consequentemente, escrevemos. Lendo aprendemos, viajamos em algo fictício ou refletimos sobre algo real. O hábito de ler se dá lendo aquilo que gostamos, por isso, não pense que você só pode ler livros, isso pode-se dizer até que é questão de gosto, afinal, você pode ler revistas, artigos, ebooks, blogs e tantas outras formas de ler que temos atualmente. Várias são as formas de praticar.

Entretanto, quem não lê, não lê por quê? Bem, os motivos são diversos, hoje em dia sabemos que o motivo mais dito pelos que não leem é a correria do dia a dia, seus compromissos e obrigações, o que é compreensível. Todavia, não pode ser uma desculpa, afinal ler é saudável para si, e assim como qualquer outro autocuidado, ele também precisa ter um tempo na sua agenda. Porém, a pouco falei que a correria do dia a dia é o motivo mais dito, porém, não penso que seja, de fato, o real motivo. Na minha opinião a falta de incentivo ao longo da via é o que pesa nos hábitos de hoje, mas sempre há tempo de mudar.

Por isso, quem não tem esse hábito, queira adquirir, comece lendo algo que goste, e em seguida, acabará criando novos gostos. A leitura é um exercício que se aprende a fazer, um hábito que se adquire, e com o tempo, cresce e se aprimora. Ah, e quanto as crianças, incentive-as!

REFERÊNCIAS

Imagem retirada do link:
https://www.escolameucaminhar.com.br/blog/2019/09/12/ensine-ao-seu-filho-o-habito-da-leitura/

A quarentena e a escola

Antes de qualquer pensamento precipitado, é preciso entender a pandemia como algo mundial que pegou a todos de surpresa. Qualquer pessoa em sua família ou em seu ofício precisou adotar medidas diferentes, nem sempre acertadas, afinal, ninguém é especialista no assunto.

Nesse cenário de incertezas, as instituições de ensino regular e superior também tentam tomar decisões acertadas, cada uma para seu perfil de alunos.  

Mas existe aqui a angústia constante, de pais, professores, gestores e alunos de dar conta do ano letivo, a preocupação do tanto que será perdido em nível de aprendizagem, entre outros problemas. O mais sensato, por mais bobo que pareça, é irmos lidando de fato com os desafios quando eles surgem. 

As tecnologias estão aí para auxiliar as instituições de ensino em manter o vínculo e a aprendizagem dos alunos ativa, entretanto, ela não substitui o papel da escola. Sabemos que é significativa a perda por essa pandemia, mas podemos juntos aprender com ela, e a tecnologia e a criatividade de pais e professores nesse momento ajuda a amenizar. Acreditem, nossas crianças e adolescentes, assim como todos nós, aprenderemos mais sobre a vida nesse período, do que jamais estudamos.

REFERÊNCIAS

Imagem retirada do link:
https://pt.dreamstime.com/crian%C3%A7as-que-jogam-livros-para-o-conceito-da-educa%C3%A7%C3%A3o-image123238611


Empatia: uma habilidade ou jeito de ser?

Ao longo de conversas no cotidiano de escola e de faculdade (antes dessa pandemia que vivemos), muito se falava em empatia, como sendo algo que se sente falta entre alunos e professores, e que faria toda a diferença. Bem, então os questiono, em que sentido a empatia se faz presente no cotidiano escolar? 

Muitas são as alternativas, desde a postura do educador, as atitudes dos alunos, enfim, de todos. Mas vejam que falei em ATITUDE, e com ela me refiro as atitudes perante as mais variadas situações, desde algum problema com um aluno, até o simples modo de se dirigir a turma diariamente. A EMPATIA dá o ar da graça quando você vê o funcionário da escola que passou por você quando você ia bater o ponto e o cumprimenta, ela segue para a sala dos professores com um cordial “bom dia” ou “boa tarde”, e te acompanha lá na sala de aula, e quando entrar na sala, VÊ cada um de seus alunos, e chega perto dos que estão bem, mas mais perto ainda dos que trouxeram para a sala de aula alguma angústia, alguma tristeza. 

Entretanto, preste atenção, não confunda empatia com simpatia. Empatia tem a ver com HUMANIDADE. Ser simpático é um jeito de ser, uns mais, outros menos. Já a empatia, é sim desenvolver o OLHAR ao próximo, compreender o que está passando, e no caso da escola, isso é e precisa ser evidente, afinal, cada pessoa que faz a escola acontecer tem a sua história.

Dessa forma, acredito que as novas gerações já estavam nos pedindo esse olhar empático, mas mais do que isso, no mundo “pós-pandemia”, algumas lições ficarão, dentre elas, a humanidade.

REFERÊNCIA
Imagem retirada do link: https://afala.com.br/carta-a-menina-da-foto/maos-dadas-crianca-e-mulher/