Monthly Archives: Março 2020

A importância de se dar um tempo de estudo

Estudar em casa tem várias versões, algumas pessoas entendem de um jeito e outros de outro, alguns fazem, outros não. Mas hoje vamos entender um pouco a importância desse ato na sua real intenção.

Obviamente que, independente da faixa etária e do nível escolar ou universitário em que está o aluno, ele possui facilidades e/ou dificuldades, afinal são muitas as habilidades e competências a serem desenvolvidas. Contudo, o que precisamos entender é que o hábito de estudar em casa perpassa essa ideia. 

O tempo destinado ao estudo em casa é uma forma de ampliar os saberes, estudar, revisar, não só para compreender o conteúdo que não foi bem fixado em sala, mas para o crescimento e conhecimento individual. Isso é notável no ensino superior, onde as leituras, os artigos solicitados durante a graduação acabam já não sendo lidos apenas para cumprir a tarefa, mas sim para o seu autoconhecimento, pelo querer aprimorar-se.

Buscar e pesquisar é estender seus estudos tendo em vista a importância do seu crescimento individual. É um processo autoformativo, onde o aluno compreende que se dar um tempo de estudo em casa é se entender responsável pela sua formação.

REFERÊNCIAS

Imagem retirada do link: https://canaldoensino.com.br/blog/5-cronogramas-de-estudo-para-estudar-em-casa

A prova não comprova

Já pensei muito sobre isso, escrevi e ainda não estou satisfeita, afinal, o que é a prova? Pensando bem minuciosamente, são questões preparadas diante daquilo que o professor explicou onde o aluno irá responder e se souber, obterá uma nota a qual vai definir se ele aprendeu, caso contrário, não aprendeu. Faz sentido isso para você?

Uma prova, independente de ser dissertativa ou objetiva sempre será redundante e não consegue extrair do aluno tudo o que ele sabe. Obviamente que você, caro leitor, deve estar pensando que o professor não avalia apenas por ela, mas, acredite, há quem o faz. 

Nesse sentido, precisamos repensar esse método avaliativo que por muito tempo vem sendo algo prático e documentado, mas que estamos vendo que não é um método diagnóstico. Estamos diante de um tempo em que o olhar atento ao aluno em sua totalidade é mais importante, o olhar de uma aprendizagem significativa, do fazer sentido, do poder da empatia. E estamos nos contradizendo ao pensar nisso se o que passa o aluno adiante são de fato a prova. 

Portanto, se já percebemos insatisfação da prova como método avaliativo, aos poucos devemos mudar essa realidade. O leque avaliativo para diagnosticar aprendizagem dos alunos é enorme, trabalhos individuais, em grupo, projetos e atividades, mas e então, por quê insistir na prova?

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https://www.qconcursos.com/artigos/pergunte-ao-especialista-quais-os-tipos-de-provas

Interdisciplinariedade: um novo olhar

“Sou de exatas!”, “Eu sou de humanas!”. Você já ouviu esses termos? Provavelmente já os disse, e isso nos põe em um lugar ou em outro. Mas será que deveria ser separado dessa forma? Se pensarmos na lógica interdisciplinar, não.

Ao falarmos de interdisciplinaridade, pensamos em todas as disciplinas interligadas. Na epistemologia da palavra, temos inter como ação/interação, disciplina como episteme e dade como ação-resultado.

Para os professores, pensamos em uma interação entre as matérias, unindo os conhecimentos para mostrar que tudo tem sentido e ligação entre si. A partir disso, podemos elaborar projetos com todas as matérias, Geografia, Matemática e História e todas as outras, acabamos aos poucos com algo que tanto nos incomoda no sistema de ensino, a fragmentação. Claro que assim como até hoje tudo foi um processo, continuará sendo, provavelmente essa ideia ocorrerá a passos lentos, mas cada professor, pedagogo, pode em sua aula, elaborar atividades que conciliam conteúdos. 

Nesse caso, o professor ou pedagogo, precisa conhecer um pouco de todas as áreas, o que nos faz pensar em sua formação. Entretanto, para fazer seu planejamento, ideias assim como de uma atividade multidisciplinar, se for feita em conjunto com outros professores, quão melhor, mas se for feita só, entramos na autoformação. Ou seja, o educador pode buscar meios de saber mais sobre outros assuntos, afinal, precisamos disso para trabalhar juntos.

Dessa forma, chegaremos juntos a conhecimentos que façam mais sentido, aprendizagem mais significativas, grupos sabendo trabalhar em equipes. Tudo isso, a partir da lógica ação-resultado.

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https://br.freepik.com/fotos-gratis/colegas-que-trabalham-em-conjunto_863223.htm#page=1&query=trabalho%20em%20conjunto&position=0

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A ambiguidade em um olhar

Esse tema tem mesmo a ver com empatia. Atualmente, venho percebendo ao longo dos textos e das interações com quem os lê, que as pessoas estão cada vez mais voltando-se para a afetividade no processo da aprendizagem. Se fala em vínculos, e só não concorda com isso quem está um pouco distante da realidade da educação.

Diante disso, e diante do que sabemos sobre afetividade e empatia na educação, vamos nos focar em algo que pode ser quase que definitivo no desenvolvimento de uma criança, a forma como olhamos para ela. 

O professor acaba sendo para o aluno uma referência, alguém em que a criança acredita e leva como uma pessoa que sabe o que está dizendo. E se esse professor, tão respeitado pelo aluno,  se utilizar de palavras tão duras que, mesmo sem querer, repreenda o aluno a ponto dele não mais querer expor suas ideias? Se esse professor não ver que o que o aluno produziu é o melhor que ele pode naquele momento e criticar negativamente o tempo inteiro? O aluno certamente não se tornará confiante de si mesmo.

Refletindo sobre esses exemplos, percebemos como o mesmo olhar, a mesma palavra que pode impulsionar a coragem, a criatividade, o desenvolvimento de uma criança, pode também, se mal feito, desacreditá-la de sua capacidade. É um processo delicado, que precisa ser visto com atenção diariamente, nas particularidades de cada aluno.

O educador tem o papel de ser mediador do conhecimento, de capacitar o aluno, fazê-lo querer se desafiar e acreditar que está crescendo. As críticas construtivas podem e devem ser feitas, mas com cuidado e empatia.

REFERÊNCIAS

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https://seakalm.com.br/o-poder-da-empatia/