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O ler e o contar histórias

Existem diferenças no ato de contar histórias?

Vamos começar pensando se ler uma história para alguém é o mesmo que contar uma história para alguém. Há ali uma boa diferença. 

O contexto é a hora do conto na biblioteca escolar. É um momento onde a criatividade para a contação deve ser utilizada, afinal procuramos ali prender a atenção da criança, despertar sua imaginação, fazê-la compreender o que está sendo dito de uma forma por vezes mais simples do que como está escrita no livro. Além disso, não estamos falando de uma criança, mas sim de uma turma.

Entretanto, existe outro contexto que é o de ler uma história para uma criança. É um ato importantíssimo que deve ser feito constantemente pelos pais, responsáveis, por quem está com a criança além da escola, é um hábito saudável a ser adquirido por desenvolvolver tantas habilidades antes mesmo dela aprender a ler e a escrever. Porém, aqui falaremos da contação de histórias no contexto da hora do conto escolar.

Se você lê a história, você pode lê-la com boa interpretação ou não, mas o objeto de apresentação é o livro e sua voz, apenas. 

Já a contação de história, envolve além da voz, outras ferramentas de criatividade. Existem, com ela, materiais que podem ser utilizados, como por exemplo, instrumentos musicais, instrumentos que fazem som, fantoches, objetos, até mesmo gestos. O contar histórias então passa de uma simples leitura para uma representação real. Ela dá ainda mais asas à imaginação.

Além disso, por vezes acontece, e precisamos admitir que, se vamos apenas ler um livro para a turma, nós não nos preparamos, não lemos a história antes caso tenha que adaptá-la ou mesmo estar ciente dela. É muito importante conhecer o livro que vamos ler antes de passá-los às crianças, e não simplesmente pegá-lo da prateleira. Porém, se prepararmos uma contação, nós inevitavelmente nos PREPARAMOS e nos apropriamos dela.

Portanto, é necessário sabermos diferenciar o contar uma história do ler uma história, e onde fazê-lo. Nossas crianças precisam desses estímulos, mas bem feitos. Afinal, o gosto de ler, o ato de escrever, tudo está interligado e nos abrem portas.

REFERÊNCIAS

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Educação Infantil é brincadeira?

Essa fase é uma delícia! Crianças alegres, inocentes, cheias de energia e com uma capacidade imensa de aprender. É a melhor fase para se trabalhar assuntos importantes com a leveza da brincadeira. 

Há quem diga que educação infantil é focada no brincar e menos no aprender, e eu concordo, mas depende o sentido em que pensarmos. Aprender no sentido de se alfabetizar, realmente não é preciso ter pressa, o que não significa que não se pode incentivar a criança a se familiarizar com as letras e os números. Mas o aprender que me refiro é algo que vai muito mais além. 

É aprender a conviver, aprender a querer, aprender a não poder, aprender a brincar, aprender a criar vínculos, aprender a ter o hábito da curiosidade de querer aprender. Isso tudo se aprende na educação infantil, e só se aprende brincando. Porém muitos são os conflitos que aí surgem, e eles são um problema? Não se forem acolhidos do jeito certo, com seriedade, porque os conflitos das crianças são pequenos para nós, mas são do tamanho delas. 

Educação Infantil é para brincar, sim. Mas com muita seriedade é a fase onde se constrói os primeiros degraus, dá-se os primeiros passos da longa trajetória.

REFERÊNCIAS

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https://www.eadespacoeducacional.com/curso-online-professores-ed-infantil-creche-pre-escola