Monthly Archives: Dezembro 2019

A lição do filme “Como estrelas na Terra”

O filme Como estrelas na Terra é de 2007, mas foi por esses dias que ele me fez sair diferente da aula, ele reafirmou o que acredito. O filme dirigido por Aamir Khan, retrata a história de um menino que não era visto, não era percebido nas suas condições. As pessoas ao seu redor que poderiam fazer algo por ele, como a família e a escola, não o faziam porque caíam no clichê de acreditar que ele era desobediente, mal educado, e por vezes, o julgavam chamando de burro.
Pobre criança, que esgotava suas energias todas, dando seu máximo para corresponder as exigências da escola, mas o pouco que podia, era tudo. E não era sua culpa, ele só precisava de alguém que percebesse seu problema, e do jeito certo o ajudasse.
Ele precisava de uma atenção maior, de um maior espaço para aprender, e um professor de Artes foi quem teve esse olhar. A partir daí sua vida mudou.
Através do talento que o menino tinha, a pintura, o professor o conquistou, e dia após dia, com dedicação, se utilizando de métodos práticos e significativos para o menino, o alfabetizou, e ele então começou a melhorar progressivamente seus resultados de aprendizagem. Afinal, o menino era Disléxico.
Por mais que se esforçasse, sozinho, ele não conseguiria, e essa impossibilidade acarretava as pessoas o julgando o tempo inteiro, e sua autoestima e autoconfiança indo por água abaixo.
E não foi à toa que esse filme foi feito, veio para mostrar algo para a sociedade, e cabe muito bem hoje, que não importa quão bom professor você seja, se não houver empatia com seus alunos, você não irá os ver inteiramente como eles são, e por isso não poderá fazer muito por ele. O professor tem um poder nas mãos, que pode construir, ou desconstruir.

Referências

Imagem retirada do link: http://obviousmag.org/egregora_e_alteridade/2016/como-estrelas-na-terra.html

Os diversos caminhos

Vou começar perguntando à vocês, caros leitores, o que é mais importante, o raciocínio para chegar à uma resposta, ou apenas a resposta? Temos o direito de pensar de formas distintas para responder isso, assim como cada um de vocês que está lendo aqui, agora, está refletindo de forma diferente, e chegarão em conclusões diferentes.

Isso acontece com nossos alunos também, partindo do princípio que somos seres distintos uns dos outros, os caminhos para se chegar a uma resposta não é igual. Nós, enquanto escola, educadores, precisamos respeitar e compreender as formas de pensar dos alunos.

Os caminhos são muitos para se chegar a alguma resposta, cada um irá utilizar as habilidades que tem para chegar a um resultado, e isso não é certo ou errado, é o justo. O ideal é aceitarmos as diversas formas de raciocínio.

Um clássico exemplo disso é, em sala de aula, na prova existe a mesma pergunta para todos, obviamente, mas as contas feitas para se chegar nessa ideia são diversas, pode ser por fórmula, cálculo, só raciocínio-lógico ou até algo mais lúdico. Mas há aquele educador que não irá aceitar se não seguir a fórmula. Mas o aluno viu diferente. O que acontece aí?

O professor precisa compreender que seus alunos pensam de formas diferentes e tem autonomia e inteligência suficientes para encontrar outros caminhos que não seja apenas a fórmula ensinada. Com isso, nesse processo muito se aprende, e se aprenderia ainda mais se fossem compartilhadas essas diferentes maneiras de pensar.

Portanto, que possamos ter um olhar único para cada aluno. Perceber que cada um tem capacidade de criar e chegar a alguma resposta por um caminho diferente, mas tão bom quanto. Isto é, saber avaliar o aluno pelo ser próprio parâmetro de desenvolvimento, e não por um único.

Referências

Imagem retirada do link:
https://www.siteware.com.br/projetos/banco-ideias-empresas/