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Proatividade: uma aliada no cotidiano escolar

Você já ouviu falar em proatividade? Faz ideia do que significa? Vejamos, na etimologia da palavra temos “pro” como sendo “à frente” e “ativo”, como já claramente fala, ser ativo e tomar alguma atitude. Por isso o significado da palavra nos remete à alguém ativo que age com inteligência e rapidez, como se a pessoa já soubesse com antecedência o que deve fazer. E é mesmo por aí.

Proatividade é uma atitude de solução antecipada diante um fato ocorrido. É  atitude de quem está ligado em tudo ao seu redor, de quem está atento ao seu trabalho e não se importa em tentar uma solução. Afinal, isso não quer dizer que acertará sempre. É fazer diferente, é seguir caminhos que muitos receiam. Diria que é uma atitude de “sair da caixa”.

Agora, trago isso na escola, qual seria o lugar da proatividade? Um professor proativo é aquele que percebe além de seus alunos e age além de seu planejamento. Por mais que já tivesse seus próximos passos, ele saberá agir de outra forma diante algo específico.

Outro exemplo é a equipe de gestão da escola, nela vejo a proatividade como ferramenta principal diária, afinal a cada dia questões diferentes aparecem, e para elas é necessário um “jogo de cintura”, como dizem, e ele nada mais é do que a proatividade que esperamos. Sim. Saber resolver algo como se tivesse na manga a solução é de fato ser proativo.

Logo, essa é uma habilidade extremamente necessária em qualquer setor de qualquer profissão, mas em nosso foco que é a escola, ela se faz imprescindível. O educador, o gestor, precisa ter essa rapidez e flexibilidade de ações, por simplesmente trabalharmos com pessoas, e estas são diferentes e trazem com elas um novo dia, todos os dias.

Referências

Imagem retirada do link:
https://academiadefilosofia.org/publicacoes/artigos/internos/a-proatividade/

E o professor?

É muito comum nos preocuparmos com os alunos, afinal, enquanto escola é o nosso dever. Mas será que o olhar aos educadores são só de deveres? E os direitos, são aqueles políticos e financeiros apenas? 

O mesmo olhar sensível, de cuidado e atenção dado aos alunos, para em seguida pensar em seus rendimentos escolares, também precisa ser dado aos seus professores. Já pensou nisso?

Esperamos que os alunos tenham interesse, vontade e motivação de aprender, mas existe alguém que os motiva, e esse alguém é o professor. Só que ele também é um ser humano, que possui capacidades mas também limites, possui vida além de sua profissão, e quem o motiva? Isso é função da instituição, da equipe de trabalho. 

Todos os membros da escola, por exemplo, precisam trabalhar junto, para proporcionar um ambiente saudável, com um olhar atento às questões humanas. Assim como para os alunos, é pensado em suas necessidades básicas, suas emoções, para os educadores isso também precisa acontecer.

E sabem de que forma? Obviamente que precisamos ter o discernimento de separar a vida profissional da pessoal, sim. Mas assim como para as crianças não resolvemos para elas suas questões, mas preparamos uma roda de conversa, um boa tarde carinhoso, uma dinâmica de bom dia, ou até um elogio assim, de graça, para os educadores existem também formas de acolhida. 

O acolhimento é a chave para o profissional se sentir bem e fazer bem seu trabalho ali, onde está. A motivação é que o impulsiona, é ele impulsiona os alunos.

Referências
Imagem retirada do link: https://br.freepik.com/vetores-gratis/desenhos-animados-educacao-com-o-professor_762404.htm

Tal profe, tal turma?

Propositalmente este título faz referência a expressão “tal pai, tal filho”. Julgo importante e interessante repararmos nisso.

A turma se parece com o professor? Existem inúmeros exemplos que sim, se parecem com o jeito e com a forma como ele também conduz a turma. 

Isso se expressa no seu dia a dia. Se o professor é calmo, tranquilo, aos poucos a turma também será. Se o professor é organizado, seus alunos serão. E se o professor é agitado, sua turma também demonstrará isso.

Vamos analisar, de que forma isso ocorre?

No dia a dia, o professor vai deixando claro seu jeito e suas prioridades. Os alunos, por sua vez, por mais tempo que levem vão se adaptando à sua forma de se organizar, e ao cumprir, levam isso como “certo”. 

A convivência é o fator que colabora para isso. As características do professor vão sendo absorvidas por aqueles seres que, de certa forma pequenos, irão reproduzir. Dia após dia, como na família, a turma se adapta, cumpre e age tão qual o professor coloca seus hábitos.

Além disso, hábitos como deixar a sala em ordem, limpa, também são oriundos dessa relação. Toda ordem ou desordem é aprendida. Vem do exemplo. O exemplo e a prática é o que faz nós, seres humanos, aprendermos efetivamente algo.

Como é notável essa relação. Ao entrar em uma sala de aula logo se vê as características do professor, o que é mais ou menos relevante para ele, pelas atitudes de seus alunos. 

Por isso, se faz tão necessário repensarmos nossas práticas diárias, o que é relevante ou não. E através dessa reflexão poder estar em constante atualização, pelo simples fato de estarmos trabalhando com gente. E gente aprende com o exemplo. 

Referências

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https://br.depositphotos.com/209444896/stock-illustration-pupils-and-teacher-in-classroom.html