Monthly Archives: Agosto 2019

Cantando se aprende?

É na sala de aula que nos damos conta. Nem sempre aplicamos o que estudamos, muitas vezes sabemos de muitas coisas que deixamos sem querer, passar. 

E foi em sala que reparei algo que não é novidade, já é comprovado, há tempos, a eficácia da música na aprendizagem. Entre muitos aspectos, ela nos traz benefícios.

Alguns deles que podem ser citados, como por exemplo, a relação que pode ser feita com números, cores, palavras, questões motoras, de percepção, espaço, linguagem e interpretação. São muitos os pontos.

Mas hoje quero focar em uma situação. Como a música colabora na memorização. Isso mesmo. Vou me tomar de um exemplo que vivenciei, onde foi trabalhado de forma sutil com o alfabeto com os pequenos. Notamos que muitos deles não sabem a ordem de todas as letras, inclusive pulam algumas, obviamente. Porém, ao colocar uma música das letras, notei que todos eles cantavam corretamente do início ao fim todas elas. Portanto, me dei conta de que eles sem saber, pelo fato de apenas estarem cantando, falaram todo o alfabeto que, sem ela, não sabem. 

Esse fato me fez refletir que podemos então, trabalhar essa música, de forma a desbravar a letra, passo por juntamente com as crianças. Intencionalmente, de forma com que eles percebam que já tem tudo na ponta da língua. Uma forma por exemplo, é colocar a melodia e instigá-los a eles próprios cantarem, com pausas onde o educador pode estar orientando, por exemplo.

A música por fim, não se torna apenas algo para descontrair, ou fixar algum conteúdo, ou até complementar uma atividade, mas sim, ela se transforma na própria atividade. Uma forma descontraída, criativa e interessante de memorizar e aprender com mais facilidade.

Referência

Imagem retirada do link: https://images.app.goo.gl/TstZELe4W62cRU1QA

Todos podem aprender?

Quem nunca pensou que não tem talento para algo? Aí surgem justificativas do tipo “não sou desta área”, ou até um “não nasci para isso”. Mas vou lhes dizer que não é bem assim. 

O nosso cérebro aprende tudo aquilo que praticamos. Tudo depende do quanto exercitamos. Cada um de nós possui inúmeras capacidades que vão se desenvolvendo mais e mais a partir de quanto a utilizamos e para quê. E este é o ponto que quero enfatizar.

Possuímos a máquina mais eficiente e versátil que existe, sendo assim, tudo o que quisermos aprender ou fazer, com treino e dedicação, conseguiremos. Se quisermos aprender idiomas? Conseguimos! Se quisermos aprender tocar um instrumento? Área de exatas ou humanas? Sim! Todos podemos desenvolver todas as habilidades.

Com exceção dos casos de problemas específicos de aprendizagem, bem como as tendências a aprender com mais facilidade determinadas coisas. Temos, por exemplo, segundo o psicólogo cognitivo Howard Gardner, as sete inteligências, onde ele propõe além de testes de QI, que possuímos uma tendência pessoal de resposta muito mais eficiente para áreas específicas. Ele afirma que cada uma delas está relacionada com uma área de nosso cérebro. Contemplam áreas interpessoal, intrapessoal, espacial visual, musical – auditiva, lógico – matemática, linguagem, corporal sinestésica. 

A partir disso, é que acredito no potencial que é movido pela dedicação. Por exemplo, se alguém diz que não tem talento para escrever, ou que não gosta de ler justificando que não consegue se concentrar, posso dizer que se essa pessoa se esforçar para ler, e se focar nem que tenha reler algumas páginas, ela vai obter um ritmo de leitura e evoluir sua interpretação, com o tempo lerá muito mais em menos tempo. E a escrita? Essa se desenvolve também pela prática, quanto mais se escreve, melhor vai se escrever. É o ato de praticar. Um exercício do cérebro que terá melhores resultados com o tempo.

Dessa forma, complemento dizendo que é com o exercício de ambas as partes, saindo da zona de conforto, se esforçando para trabalhar certa habilidade menos privilegiada, que podemos aprender muito mais coisas, desenvolver muitas outras áreas. 

Referencias utilizadas:

Como seu cérebro aprende?

Imagem retirada do link: 
https://www.selecoes.com.br/saude/10-dicas-para-melhorar-o-cerebro/


De educador para educador

O relacionamento entre colegas é imprescindível para o bom andamento do todo. Percebemos que em muitos lugares isso acaba sendo esquecido. A atenção acaba sendo voltada apenas para o público, clientes e afins. Mas será que isso é certo? Não. E vou explicar o porquê.

Deveria ser um ciclo. O dono da empresa ou o diretor da escola, precisa incentivar seus profissionais, dar subsídios a eles, instigá-los a novos desafios, e assim por diante. Se os profissionais trabalham felizes, com certeza retribuirão esses bons modos aos clientes ou alunos. Todos ficam satisfeitos. 

Na escola por exemplo, se a equipe, desde os servidores até os educadores, estão sendo motivados, trabalharão entusiasmados. Os alunos por sua vez, vão sentir já em sala, que seu professor está realizado com o que está fazendo, ama o que faz. E é neste momento que como educadores, nós vamos “vender o nosso peixe”. Se estivermos bem humorados, cheios de ideias, falando bem dos determinados temas, os alunos também irão gostar.

Porém, o fato é que por vezes, nas nossas instituições de ensino por exemplo, pela falta de atenção aos educadores, pela falta de gestos que façam os educadores se sentirem valorizados, surgem alguns problemas, como conflitos entre os próprios educadores. São situações de estresse.

Por isso, por experiência positiva, digo como é bom se sentir necessário, valorizado. Como é importante notar que o lugar onde se trabalha diariamente está investindo em você e você percebe que pode crescer.

Contudo, ainda problematizando, se não há um bom entendimento entre ambos educadores, quão mais difícil é a troca de conhecimentos para planejar uma aula, por exemplo, se caso tiverem esta oportunidade. Prejudica a interação entre eles como colegas e como profissionais, afeta a vontade de trabalhar, afeta o desempenho. Consequentemente, na escola, isso chega no aluno, que por sua vez, será afetado pela boa ou má relação com a turma. Por vezes, a não troca de experiências, de ideias entre os professores, provoca perdas aos alunos. 

O oposto disso é a boa convivência e a disponibilidade de trabalharmos juntos. Uma troca, um compartilhamento de ideias, é pensarmos juntos para um único objetivo, os alunos, a educação.

Por este motivo, é que insistimos em darmos atenção, formação, incentivo, aos nossos educadores. A boa relação diária faz toda a diferença. Se estamos bem, os resultados são melhores.

Referências:

Imagem retirada do link:
https://blog.cestanobre.com.br/saiba-como-ter-equipes-de-alta-performance-na-sua-empresa/