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A sabedoria não pula etapas

Você sabe porquê os mais sábios são os mais velhos? Claro. Experiência de vida, e muita! Mas não só. Existe um outro lado para pensarmos, afinal por vezes idade não significa tanto para alguns. 

Convido a pensarem no processo que leva um dado até seu ponto mais alto de maturidade e reflexão que é a sabedoria.

Podemos tomar algo que nos acontece como exemplo e imaginar aquilo como um dado, um tópico de nossa vida. Muito bem, conforme vamos dando a devida atenção a esse fato, bem ou mal, ele vai sendo atendido, e se transformará em uma informação. 

Na melhor das hipóteses, se formos resilientes a ponto de aprender com essa situação, iremos adquirir conhecimento com ela, algo a mais sobre viver. 

A partir do conhecimento adquirido, vamos ter que agir, tomar alguma atitude, não importa o caminho, mas teremos que nos mover e seguir em frente. Nesse caso, teremos uma ideia, uma ou várias. 

Se continuarmos nessa constante transição de fato e aprendizagem adquirindo experiências, perceberemos que a vida é um ciclo, e que isso acontecerá várias vezes, de acordo com nossas realidades, que aliás, mudam de acordo com a fase de nossas vidas. Esse ciclo acontecendo várias e várias vezes, a cada vez aprendemos mais, e teremos respostas diferentes a cada fato, pelo simples motivo de termos tido experiências diferentes, sendo várias tentativas. 

Bem, chegaremos em um ponto que todo esse processo, que nada mais é do que a própria vida, nos resultará em sabedoria, isso mesmo. Aquela fase onde você vai dar aqueles conselhos de pais, de avós, de quem já trilhou algumas vezes estes caminhos. 

Por isso, não tenham pressa, nem medo, aliás isso é admirável. Mas se tiverem que temer a algo, temam ser pessoas arrogantes, que possuem a falsa impressão que já sabem tudo sobre a vida. 

Referência

Imagem retirada do link: http://mobimais.com.br/blog/wp-content/uploads/2016/06/dados-informac%CC%A7a%CC%83o-conhecimento-ideias-e-sabedoria-1.png

De casa para a escola

Sabemos que o processo de ensino-aprendizagem é complexo, contínuo e cheio de particularidades. E nesse caminho, podemos ir muito bem adiante, ou demorarmos mais tempo. Até porque, cada um tem o seu tempo.

Entretanto, existem fatores que influenciam esse processo e que poderiam ser evitados. Estou falando aqui, principalmente, dos que podem dar atenção a estes detalhes, e não dão.

O primeiro ponto é, para surpresa de alguns, e nem tanto de outros, necessidades básicas. Sim! Muitas vezes o sono e a fome acarretam falta de atenção, agitação ou cansaço, e resultam em uma total diminuição de aprendizagem. O déficit de necessidades básicas que há muito já se sabe, afeta diretamente o ensino.

Outro fator que é um pouco mais complicado de lidar, são as questões emocionais. Aquelas que muitas vezes vem de casa, mal resolvidas. Acreditem, aquela discussão que ficou pendente, aquela falta de explicação do porquê de algo, aquele beijo que não deu tempo de dar, tem criança que não vai conseguir sequer pensar na escola, e sim relembrar o que aconteceu, ou não.

Bem, talvez você se esteja se perguntando: como ela soube o que aconteceu em casa? Então, eles contam, exteriorizam.

E qual o papel do pedagogo nessa hora? Muito bem, explicar para a criança que o pai, a mãe ou quem seja, a ama e que à noite vai estar tudo bem, pode parecer simples, mas tanto é que talvez não funcione. E é por isso que somos pedagogos. Porque nessa hora precisamos ser criativos e fazer de tudo para que a criança se interta com as atividades na escola enquanto estiver ali.
De qualquer forma, a atenção total da criança já foi perdida.

Por isso, falamos e insistimos em dar a devida atenção às necessidades emocionais da criança, porque é a base do seu desenvolvimento.

Referência

Imagem retirada do link: https://escolaeducacao.com.br/20-atividades-dia-da-escola-15-de-marco/

O ingrediente essencial da educação

Estar bem para fazer bem. O que isso significa? Significa que precisamos estar bem psiquicamente, fisicamente para poder fazer bem feito tudo aquilo que fazemos.

Contudo, sabemos que não estaremos bem sempre, até porque isso é obviamente utópico, mas existe um jeito de se sentir o melhor possível: se conhecendo. Juntando alguns saberes de pessoas incríveis, cheguei a conclusão de que se nos conhecemos, se percebemos o que não está legal, se tivermos consciência de todas as nossas particularidades, fica muito mais fácil de se governar, de se controlar.

A velocidade do mundo hoje, dos nossos compromissos diários, nos impede de respirar e refletir. Precisamos reparar em nós mesmos.

Pedagogicamente falando, quando nós soubermos nos controlar, aí sim chegaremos com sucesso até o aluno para compreendê-lo. Chegamos na empatia, aquela palavra que adoro e que só tem sucesso efetivo se nos despirmos de nós mesmos por instantes para olhar o outro. Isso se aplica não só na escola, mas na família e nos relacionamentos.

Esse movimento todo gera como resultado o afeto, o carinho. Isso constrói um vínculo que, dia após dia, vai dando gás à vontade do aluno de estar na escola, ao interesse de estudar, e consequentemente, aumenta progressivamente o nível de aprendizagem.

Muito provavelmente, isso é parte integrante e relevante do conjunto ensino-aprendizagem. Não deixemos de lado.

Referência

Imagem retirada do link: https://br.freepik.com/vetores-premium/ideia-leve-de-bulbo-com-cerebro-na-lampada_1390003.htm