Monthly Archives: Maio 2019

Cidadania: muito além do dicionário

O que é cidadania? É a prática dos direitos e deveres de todos os cidadãos. Mas, e o que é cidadania nos dias de hoje? Bem, na minha visão, exercê-la não é tarefa fácil, exige consciência de sociedade, de pluralidade. É se dar conta que não estamos sozinhos, que tudo o que fizermos a comunidade, a cidade, ao meio ambiente, será também para mim, para todos, para o futuro, dos meus filhos, por exemplo.

Hoje em dia, está ainda mais difícil por um outro agravante, a confusão que é feita entre outros fatores que convivemos, por exemplo, a política, a segurança, os interesses públicos. Essas questões não têm a ver com a cidadania.

O que acontece é uma jogo de culpa, se algo não vai bem, se nos indignamos com algo que não nos é dado e é de direito, logo, vamos deixar de cumprir também. Não tendo mais ânimo, motivação diante a tantas negligências.

Porém, se agirmos assim, estaremos sendo condizentes com atitudes falhas, assim como aqueles que falham conosco. Precisamos lembrar que, cidadania é dever e direito de todos.

Mas ser cidadão é muito mais que obrigações. Ser um cidadão em sua totalidade é também ter seus direitos garantidos, e se não, outro ato que condiz é lutar por eles. No momento em que estamos, ir às ruas se manifestar, tomar atitudes quando temos alguma questão diária que sabemos que podemos reivindicar, sim, esse é o nosso papel.

Bem, e se você está tão indignado, ou não tem o hábito de exercer atitudes de cidadania, nem as que são de direito, e tampouco os deveres, lembre-se que de alguém precisa vir o certo, que seja então você um deles. Se por uma série de más atitudes temos a desordem, que se comece uma série de boas atitudes para nos organizar.

Referências:

Imagem retirada do link: https://www.dnacidadania.com.br/diferencas-entre-nacionalidade-e-cidadania/

Existe autonomia sem o coletivo?

Resolvi refletir sobre a fala de um colega de faculdade, que em certa aula levantou a questão sobre a importância do coletivo e como trabalhar a autonomia sem ele. Vejo esse assunto como imprescindível, bem como concordo que a autonomia só se desenvolve de fato, a partir da convivência, do coletivo. E partir disso, pensemos juntos, qual é o nível de necessidade do coletivo? Onde isso é importante? Por quê?

Vejamos, primeiramente podemos pensar lá na infância, na primeira turma que uma criança inicia, ela antes, tinha em casa um tipo de rotina, de convivência. As trocas e as aprendizagens, os diálogos, eram com seus pais, por exemplo. Ao ir para a escola, ela começa a aprender uma linguagem diferente, a troca é maior, e consequentemente a aprendizagem também, pois a relação é com várias crianças de sua idade. Então, em qual das duas situações a criança desenvolve mais?

Assim, também acontece com nós adultos, na faculdade, no trabalho. Aprendemos mais com a troca de opiniões com o diálogo, com as práticas. Fazendo e refazendo, dando nossas ideias e adquirindo novas, isso só um grande grupo possibilita.

Mas aí, onde entra a autonomia? Ela está presente em todo o processo, se trabalhamos em grupo, estudamos em grupo, saímos de nosso conforto em casa, tudo lá fora será por nossa conta, desde o que falamos, até o que fazemos. E com as crianças, não é diferente. Se a criança vai para a escola, ela precisa cuidar de seu material, precisa entrar em uma rotina, criar hábitos, organizar suas falas e lapidar comportamentos. Isso é o começo da autonomia.

Essas ideias todas nos fazem refletir e reforçam a necessidade de ir a escola, a faculdade, de estar lá. Ser presença nos ambientes coletivos é um grande desafio, atuar em grupo exige aceitar as ideias, expor as suas, e isso não é fácil. Mas é importante e necessário. Isso enriquece. Autonomia sem o coletivo é sim mais difícil de desenvolver.

Referências

Imagem retirada do link:
https://silabe.com.br/blog/defasagem-dos-alunos-o-principal-desafio-no-cotidiano-do-professor/

Ser único

Nós somos diferentes. Somos diferentes porque cada ser é único, em suas características, em sua criação, em seus pensamentos. Mas convivemos.

A primeira sociedade que aprendemos a viver é a nossa família, e nela um é diferente do outro, por mais que a criação na mesma casa seja a mesma, os pensamentos mudam, a personalidade vai sendo criada com uma soma de inúmeros fatores que vão sendo adicionados para além da nossa casa.

O segundo ambiente de convivência é a escola, independente da idade que ingressar, ali começa uma relação mais ampla. Várias crianças, de mesma idade, de casas diferentes, unidas em um mesmo lugar, com o mesmo propósito: aprender. Mas aprender juntos, aprender a se relacionar. Essa habilidade de se relacionar então vai se alargando, e conforme crescemos, convivemos de inúmeras formas, com a família, com os colegas de profissão, relacionamentos pessoais, amizades, enfim, cada um de uma forma específica.

Mas em todos eles, o respeito, saber ouvir, aceitar e argumentar, saber conversar. É claro que vamos traçando nossa vida e nosso círculo de pessoas vai se restringindo a quem nos parecemos, a quem tem sintonia, ou faz algo parecido com o que fazemos. Porém, não são só com essas pessoas que vamos nos deparar, não podemos nos restringir, nós saímos para a rua, entramos em estabelecimentos, em locais públicos, e precisamos ter a consciência de quem temos que tratar bem a todos, por mais diferente que seja, de aparência, de pensamento, de cultura.

Ninguém é igual. Podemos nos assemelhar em alguns pontos, em vários com alguém, e isso é muito positivo, mas cada um é um.

E é por causa disso que ninguém é melhor que ninguém, cada um tem habilidades, características, valores, então, a superioridade não é válida, por melhor que você seja.

Dessa forma, acredito que, quando o seres humanos forem mais humildes, e perceberem que não existem padrões, existem estilos de vida, tudo irá melhorar, evoluir.

Referência

Imagem retirada do link:
https://o4uxrk33.com/dqp7qw48?key=0f22c1fd609f13cb7947c8cabfe1a90d&psid=14399615