Monthly Archives: Abril 2019

Necessidade de expressão

Nosso trabalho em sala de aula, seja ele qual for, é em prol de evitarmos monólogos. Nosso tempo é marcado por inúmeras características de desenvoltura: existem os alunos que se expressam muito bem, os que não falam sempre, os alunos que tem seus jeitos particulares de falar e os que não se expressam. Nós, enquanto educadores, temos o dever de trabalhar com o desenvolvimento oral dos nossos alunos, sabendo de duas individualidades.

O mundo que os aguarda é um mundo onde as pessoas precisam se comunicar, dialogar, negociar, enfim, expor suas ideias, e isso começa na sala de aula. Desde aquela roda de conversa onde os alunos dizem o que fizeram no final de semana, até aquela apresentação de trabalho. Tudo isso é muito importante!

E é um processo de etapas e contínuo. Inicia desde o Infantil, com o “contar” sobre o final de semana, e passa pelos anos iniciais, em um processo evolutivo de apresentar trabalhos, seminários, teatros, videos, responder oralmente, entre outras atividades.

Muita gente, chega no curso superior e precisa se despir da vergonha, dos seus medos que talvez não tenham sido bem trabalhados ao longo da caminhada escolar. Lá vai precisar falar, apresentar bem muitas vezes sem nenhuma ferramenta de auxílio, até chegar nos estágios, no TCC, entre outros momentos.

E não pensem que é só na escola e faculdade que vem a necessidade de expressão. Ela está na vida profissional, na entrevista de emprego, no  atendimento, no diálogo com as pessoas. Está também nas suas relações pessoais. Saber se expressar, com segurança é imprescindível.

Mas, voltando a falar do processo lá na sala de aula, os questionamentos feitos em aula, também são importantes e vão mais além da dúvida de conceitos. Elas são resultado de um conjunto de esforços que o aluno fez em sua mente, para poder levantar a mão. É um ato de coragem.

O incentivo para que os alunos se posicionem faz com que eles desenvolvam dia após dia a comunicação. Esse processo é diário, em pequenos passos.

Contudo, é importante lembrar que incentivamos a todos, mas não obrigamos nenhum. O processo é individual e cada um possui um ritmo e uma desenvoltura diferente, e por mais que se expressar seja importante, deve ser um processo particular do educando.

Dessa forma, perguntar, colocar ideias, é um processo válido quando for natural do aluno, respeitando seu tempo e suas condições. Ao educador cabe incentivar a todos, e pode fazer isso promovendo rodas de conversa, leituras em grupos, apresentações de trabalhos, entre outras inúmeras formas criativas de interação na turma.

Referências

Imagem retirada do link:
http://observacaonuaecrua.blogspot.com/2012/10/expressao-oral-e-pratica-pedagogica.html

Disciplina na medida certa

Este assunto é tão importante que é necessário clareza ao definir as nossas opiniões sobre ele. Digo isso, como ser humano, educador, à você pai e mãe. Até onde os limites são bons? A disciplina é necessária em que nível?

Precisamos hoje, ter cuidado para não confundir o protagonismo buscado na educação atual, com liberdades a ponto de não termos regras em nossa sala de aula, e deste modo perder muitas vezes, o respeito.

O domínio da turma é algo que se conquista, não com autoritarismo ou submissões, mas com respeito e admiração. E isso não significa a ausência de regras.

É normal pensarmos, ao repreender alguma atitude de nossos alunos, que estamos sendo autoritários demais. Mas isso não é verdade. Tudo depende do modo a que nos referimos à eles.

Dá para sermos firmes sem transmitir medo. Será que o certo então, é deixar livre e nunca aumentar o tom? Julgo isso impossível. Estamos falando de uma turma, e, independente da idade, são muitos. E obviamente, e cientificamente falando, após um tempo, não tão longo, a concentração é desviada, e a tentação de conversar com o colega do lado é enorme. E ali está o primeiro motivo para a chamada de atenção.

É importante destacar algumas comparações importantes entre significados de palavras que fazem parte deste processo. A primeira delas, firmeza. Ser firme não é ser duro. Ser firme é ser claro e direto, é não dar voltas e exigir ser atendido. Por segundo, quero falar sobre o medo. É isso que não deve acontecer, os alunos não tem que ter medo do professor, e sim respeito.

Desta forma, julgo importante termos regras na nossa sala de aula, ter momentos para as atividades, sempre com educador guiando. O educador é mediador quando guia com respeito, carinho, versatilidade e firmeza.

Referências

Imagem retirada do link: http://mccbrasilia.blogspot.com/2012/10/escola-de-fe-e-vivencia.html?m=1

Na ponta do lápis: rapidez ou agilidade?

Ultimamente, quem está na frente é o relógio, tudo o que formos fazer, pensamos “será que vai dar tempo?”. Mas não podemos confundir rapidez com agilidade. Talvez esse seja o nosso maior desafio diário, principalmente no contexto escolar, tratando de planejamento.

Em um planejamento, temos nossas ideias, nosso roteiro de forma organizada com o tempo que teremos, e isso é ótimo, mas precisamos aprender, dia após dia, a sermos mais flexíveis. Esse lado é sim real, mas existe um outro lado para mediarmos, lado este que não nos permite dar total razão para um, nem para outro. Mas, de que outro lado estou falando? Dos alunos.

Sabemos que são inúmeros os fatores que estão ali, o ritmo de cada um, o fator tempo e muitas vezes a quantidade de assuntos para trabalharmos, mas quando o educador cobra neste sentido, muito se confunde com o “fazer rápido”. Para melhor ver estas diferenças, pensemos nos significados das palavras. Rapidez é relacionado com velocidade, pressa. Já a agilidade, tem a ver com a capacidade de executar movimentos com destreza.

A partir disso, notamos que ao exigir dos alunos, queremos desenvolver ali a agilidade, e nela se mistura a atenção no que estão fazendo, a concentração. Outros fatores como a motricidade também estão ali, a serem desenvolvidos, e para isso se faz sim necessária insistência saudável do educador.

Desta forma, chamo a atenção a este texto para qualquer pessoa que o ler, porque independente do papel que ocupa, seja educando, educador, pais, todos precisam fazer essa diferença entre apressar e agilizar, para clarear algumas ideias e colaborar para o desenvolvimento saudável de nosso alunos.

Referência

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http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2014/02/28/1085469/professor-instigue-os-seus-alunos-escrever-melhor.html

Escola: o antes e o agora

Nas suas raízes, a escola não mudou. É nos dias de hoje que se vem tendo novas visões de educação, do ato de educar. Quer-se e precisa-se acrescentar empatia, estimular o diálogo, os vínculos, a prática pedagógica mais dinâmica e a autonomia dos alunos. Mas além disso, temos alguns documentos que nos norteiam, por exemplo a BNCC (Base Nacional Comum Curricular).

Diante disso, perguntei para meus pais, que estudaram antes da mudança da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) em 1996, e eles me relataram como era ir para a escola naquele tempo. Citaram que se ia para a escola no horário certo, e se atrasasse, muitas vezes, não entrava. O professor entrava, explicava o conteúdo de suas matérias, e saia. Se houvesse bagunça por parte dos mesmos, ele avisava duas vezes, e na terceira, mandava o aluno para casa, e suspenso.

Relataram também em relação às médias, que eram: insatisfatório, regular, satisfatório e excelente. Eram os boletins. Eles contudo, ressaltaram a relação professor e aluno, afirmando que era notável o lugar do professor falando, e dos alunos ouvindo, sem muita chance de se manifestar. A escola enfim, era boa, mas em seu estilo.

Portanto, podemos relacionar com a escola de hoje dizendo que humanamente falando, evoluiu-se já significativamente. Hoje, se busca qualidade na aprendizagem não através do autoritarismo, mas sim do diálogo proporcionado por um educador mediador. Promove-se práticas  que resultem em dinâmicas em que os alunos produzam, aprendam.

Assim, vejo que essas mudanças atitudinais proporcionadas pelas mudanças da LDB, mas também dos profissionais de ensino, são completamente positivas, porque é uma evolução humana. Sempre lembrando que seguimos nos atualizando e lutando por mudanças, porque no geral há muito para melhorar. Acredito que a forma autoritária anterior, era negativa dentre todos os motivos, mas por gerar medo, temor, e não o que tanto almejamos, respeito. Esse porém, vem da admiração, que só teremos de alguém que realmente faça a diferença.

Referência:

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https://escolaeducacao.com.br/20-atividades-dia-da-escola-15-de-marco/