Monthly Archives: Fevereiro 2019

Qual é o seu tempo?

Adoro falar isso lá em casa. Frequentemente ouvimos de nossos pais e familiares ou até colegas algo do tipo “isso não é do meu tempo”, querendo dizer que não irão mudar ou aprender algo porque não é do tempo deles. Isso se acostumou dizer, é uma resposta a uma comodidade que o tempo dá, e se a gente não busca, ficamos estáticos. Mas esse termo de algo não ser do nosso tempo é engraçado, porque se pensarmos bem, está errado. Se você está vivo hoje, está neste tempo, logo, você vivencia as coisas desse tempo. Sendo assim, você faz parte do agora, se quando você nasceu era diferente, não tem problema, só que as coisas se atualizaram e você precisa acompanhar boa parte delas, porque está vivo. Não é necessário concordar com tudo, mas é necessário respeitar as novas ideias, também não é necessário aprender tudo, desde que tenha consciência de que faz parte do agora.

Fazendo relação com a escola, que é o foco do meu blog, podemos relacionar esse assunto com uma questão bem importante, se atualizar para atender as demandas que as crianças e jovens de hoje necessitam. Um dos temas mais importante debatidos nas escolas e faculdades é que realmente possamos passar algo significativo para os alunos. Isso só dá certo efetivamente se o educador se der conta que os conteúdos básicos, teoricamente explicados os alunos têm acesso em qualquer lugar, na internet, canais de tv, até em seus livros, e é por isso que se fala tanto em usar mais a criatividade, novos projetos, utilizar ferramentas digitais, atividades que chamem atenção e instiguem o aluno a produzir mais, enfim, construir.

E é a partir deste raciocínio que se unem essas ideias, precisamos realmente fazer parte deste tempo, porque os alunos pedem por coisas novas e precisamos estar por dentro. Por isso, quando perceber que está no modo automático, pare e lembre que o nosso tempo é hoje.

Referências

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Estamos cortando as asas deles?

Estamos? São os limites que são impostos por professores, muitas vezes sem perceber. Até que ponto deve-se barrar o aluno? É claro que dentro de determinada atividade esperamos certas respostas, mas e onde pode ir a liberdade do aluno de ir além? Ele pode inventar, acrescentar? Pode. Penso que é assim que tem que ser. Precisamos entender que cada aluno tem um processo, uma interpretação diferente das coisas. Por exemplo, para compreender melhor a ideia, imagine que a professora leu aos alunos um conto, e em seguida pediu para eles desenharem sobre o que se tratava o conto, básico. Agora, acreditem, se o conto era sobre a vida de um sapo e o aluno desenhar um sapo, uma árvore e uma casa, há professores que pedirão para o aluno apagar, pois não está certo. É bem aqui, nesse ponto que vejo a liberdade do aluno de imaginar, interpretar, sendo podada. Cada aluno imagina de um jeito o que ouviu ou leu, os sapos podem ser de várias formas, cores, podem estar no rio, em casa, na floresta. Precisamos respeitar a criatividade da imaginação do aluno, os resultados, as produções, não vão ser exatamente como esperamos, mas será de acordo com a capacidade da criança.

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A importância do protagonismo

Onde entra o protagonismo na sala de aula? Ele está na participação ativa do aluno, e não é só, protagonismo é mais que isso. Significa ir além do que é verbal, é a prática. Insisto muito nesse assunto, porque vejo que quando se produz algo, é menos provável que esse conhecimento se perca. Quando o educando constrói, “põe a mão na massa”, ele fixa muito mais o que aprendeu, e ali vem mais uma palavra importante, o aluno VISUALIZA o que aprendeu. É muito bom a troca de ideias com um grupo, pensar e construir, tentar de novo, até dar certo. E pensando bem, pode-se fazer trabalhos assim em todas as matérias, tanto na área de humanas, como na área das exatas, podemos ser muito criativos! Além disso, temos mais um ponto positivo, quantos talentos podem ser revelados em atividades criativas? Os alunos também vão se descobrindo, conhecendo de tudo, e se reconhecendo em certos temas. Dar a oportunidade da manifestação do aluno, proporcionar que ele tenha a intenção de se expor, é abrir caminhos de construção de sua trajetória.

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Família e escola

Já ouvi muita gente se questionando sobre o papel das escolas e das famílias para as crianças. Tem gente que diz ser a escola a que educa, por pagarem, por acreditarem ser ali o lugar para os filhos aprenderem tudo, ou muitas vezes, por outros motivos. Há quem diga que é a família que educa, ensina os valores, e a escola fica apenas com a parte cognitiva, intelectual, de conteúdos. Mas hoje vim aqui para mostrar uma outra visão que também já ouvi muito, e concordo, a família e a escola trabalham juntas na educação de nossos alunos. Ambos os lados precisam concordar, dialogar, para que a criança saiba para onde ir, como agir.

Desde pequenos vamos ensinando-os, e a personalidade vai sendo construída. Por isso a necessidade das duas partes falarem “a mesma língua”, é como um casamento, se o pai diz “sim”, e a mãe diz “não”, se o pai diz “não vai”, e a mãe diz “pode ir”, quem a criança vai obedecer? Confuso, não? A criança precisa de um norte, precisa ser guiada do jeito certo e se sentir segura. E é assim, na relação família/escola, o entendimento se dá quando todos sabem de suas responsabilidades, participam de tudo, são presentes na vida de nossos alunos. Mas afinal, existe um papel específico para cada um? Não. O que existe é a escola que está ali para ensinar, mas precisa acompanhar os alunos e guiá-los com regras e valores, e a família que educa, mas precisa estar presente na lição de casa, no desenvolvimento do seu filho. Nunca é demais um reforço, de todos os lados.

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