PROJETO – Por uma sala de aula convidativa: LIBERDADE PARA A AUTONOMIA

Em todos os textos anteriores deste mini projeto para uma sala de aula convidativa, falamos em postura do professor, estrutura de sala de aula, forma de aprender pela prática e rotina que também é aprendizado. Para fechar, o último texto é basicamente uma justificativa para todos esses pontos. Vejamos.

De certa forma, adotar aquelas posturas propostas dá uma certa liberdade às crianças de escolher, pesquisar e construir. Elas ganham espaço e ganham um protagonismo. São autoras de suas próprias ideias. Ou seja, elas ganham autonomia.

Autonomia sobre suas descobertas, autonomia sobre suas escolhas e também sobre suas ações, porque foi dado a oportunidade de fazer, assim aprendeu e agora o faz. Só se aprende a comer, comendo, só se aprende a chegar em algum lugar indo algumas vezes até lá. Só se aprende a fazer sua higiene pessoal se a deixarem fazer, no seu tempo, errando e acertando. Só se aprende, de fato, com ânimo e curiosidade de aprender.

Dessa forma, caros leitores, a autonomia da criança de fazer suas próprias escolhas, de criar, de construir por si mesma, só acontece se for dada a oportunidade para tal. Para optar por algo é preciso ter opções. É podendo escolher que se aprende a escolher.

REFERÊNCIAS

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PROJETO Por uma sala de aula convidativa: ATITUDES QUE ENSINAM

Na rotina de sala de aula, muitas vezes acelerada, o professor precisa lutar contra o tempo, tendo que vencer as páginas do livro didático, corrigir as atividades e seguir seu planejamento. Os alunos seguem nessa mesma velocidade, ou ao menos tentam, todos na ilusão de que se vencer o planejamento, o aprendizado acontece. Mas não é bem assim.

Muitos professores já tomam atitudes diferentes, com propostas que estimulam os alunos, mas há mais um ponto falho por aqui, as oportunidades perdidas. E são muitas, vejamos.

A escola por si só é um lugar de aprendizado, a partir do momento que a criança entra, já está aprendendo constantemente, caminhar até a sala, subir as escadas. Ao entrar na sala de aula ela aprende a se relacionar com seus colegas, cumprimentá-los, enfim, socializar. Após, ela aprende a organizar seus materiais e cuidar deles, dia após dia ela o faz melhor. Nas brincadeiras, aprende a socializar ainda mais, a ser solidária, exercita a imaginação, aprende até a se defender e a perdoar. Aprende a se desculpar em um conflito. Nas atividades pedagógicas aprende muito! Conhece coisas novas para ela. E na hora do lanche, do banheiro, do almoço (nas escolinhas, especificamente), bem, aí é uma correria, faz parte da rotina, tem que fazer rápido porque temos que limpar tudo, até porque se tiver hora do soninho elas precisam dormir logo porque já já acordam! Como?

Por que não há a mesma aprendizagem nesses momentos se eles também acontecem na escola? Por que uma criança de 3 anos tem que saber comer, e rápido, dormir logo, se nem nós gostamos disso? De fato, há algo errado que não nos damos conta.

Diante desses questionamentos, vamos imaginar o contrário. A hora do lanche é momento de aprendizagem. Enquanto as crianças comem, conhecem os alimentos, aprendem a se alimentar bem. E por que não, trabalhar aquele planejamento sobre alimentação saudável nesse momento? Não vamos desperdiçar isso, que é real, por uma atividade com outro material depois, que se distancia tanto da realidade.

O mesmo vale para a hora do banheiro. As crianças ainda estão aprendendo tudo isso, vamos aproveitar para ensinar, por exemplo, sobre a hora da higiene, os cuidados consigo mesmo. O momento de dormir para as escolas que o possuem, precisa ser de tranquilidade, de relaxamento, afinal, ninguém dorme sob pressão.

Portanto, estamos imaginando ambientes ainda mais saudáveis de aprendizagem. Obviamente que nem sempre conseguimos proporcionar momentos assim, mas é necessário compreender e tentar sair um pouco da caixa.

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PROJETO – Por uma sala de aula convidativa: APRENDER ATRAVÉS DA PRÁTICA

Esse tema de fato, liga-se com o texto da semana passada, quando refletimos sobre a forma com que o professor conduz a aula, sendo de forma convidativa, despertando o interesse e a curiosidade dos alunos ao invés de adotar uma posição de imposição. 

Quando o professor compreende isso, ele proporciona ao aluno algo incrível: aprender através da prática. Mas, sabem por que isso é tão brilhante? Porque o aluno passa a descobrir pelas suas próprias mãos, olhos, pela conversa com os colegas, ele construiu raciocínios que são só dele, e que ele buscou com sua própria capacidade. Certamente que, as atividades e explicações depois vão dar todo um suporte e polir o entendimento da criança, mas sem desvalorizar o que ela construiu, afinal ela esteve aprendendo na prática, esteve descobrindo do seu jeito, no seu tempo. 

Vou citar um exemplo para deixar ainda mais claro. Imaginem que no planejamento da semana o tema proposto é os elementos da natureza. Na sua escola, você tem uma área verde, mas caso não tenha nem uma árvore, você leva uma sacola de folhas, flores e afins. A partir daí você organiza seus alunos em grupos e leva-os ao lugar com árvores e folhas, e deixa-os desbravar o lugar, mas sempre acompanhando e instigando-os, deixa-os livres para mexer, se perguntar, olhar, analisar. Ao retornar para a sala, vocês dialogam, trocam as experiências que foram feitas, e em seguida se introduz de fato, o conteúdo. 

As vivências, queridos leitores, encantam, com elas se aprende, se imagina e se descobre. Aprender através da prática é compreender que as crianças não são simples ouvintes, são pequenos pesquisadores!

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PROJETO – Por uma sala de aula convidativa: A POSTURA QUE CONQUISTA

O professor é o exemplo, a referência para sua turma. Ele tem em sua frente vinte ou trinta seres pensantes cheios de vontade de aprender e é responsável por isso. Nesse texto convido vocês, caros leitores, a pensarem em um professor com uma postura diferente da talvez considerada comum. 

No texto passado sobre a sala de aula, vimos que a sala propunha algo para as crianças, a estrutura da sala era de certa forma, convidativa. Mas e o professor, como deve agir? 

Bem, nesse contexto o professor ocupa um lugar de orientador, mediando as atividades que ele também propõe para as crianças, acompanhando cada uma delas. Sua função de professor é a mesma, o que muda aqui é sua postura diante das atividades que ele mesmo planejou. 

Ao invés de apenas propor o conteúdo ou a atividade, o professor vai convidar o aluno para o tema, e sabe de que forma? Apresentado-o na prática antes da explicação, de forma materializada, deixando o aluno com a liberdade de conhecer o tema primeiro. Trazendo exemplo, algo que situe os seus alunos no assunto por se assemelhar ou relacionar com a vida cotidiana deles. Isso faz com que o aluno  se sinta parte do assunto, dá tempo para ele se inteirar e se interessar pelo tema. Em seguida sim, o próximo passo são as explicações ou as atividades pedagógicas.

Esse caminho conquista o aluno antes de qualquer proposta. E é isso que precisamos, alunos interessados, curiosos para saber mais.

Dessa forma, pensar em um “professor convidativo”, que desperta a curiosidade de seus alunos antes de qualquer explicação, é de fato uma boa ideia. Vamos tentar?

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PROJETO – Por uma sala de aula convidativa: OS “CANTOS” QUE INTEGRAM

Não é de hoje que falamos tanto em mudanças no nosso sistema educacional. Há tempos ele não é mais eficaz, alunos e professores não estão felizes, e muitos questionamentos e problemas surgem a partir disso.

Um sistema tradicional que já perdeu a eficácia, e de muitas formas está sendo repensado. Nesse projeto, veremos dicas de 5 pontos principais para uma mudança na educação, começando pela sala de aula.

Em muitos textos falei sobre isso, mas nesse vamos refletir a fundo sobre a estrutura da sala de aula. A sala de aula é um elemento primordial como parte da escola para a aprendizagem saudável do aluno. Ela precisa ser pensada como um elemento pedagógico nesse processo, precisa ter uma intencionalidade. 

Vamos pensar numa sala de aula de Educação Infantil convidativa. Imagine uma sala onde o aluno ao entrar, observa e fica curioso com o que vê, e quer mexer, usufruir. Uma sala com atrativos para todos os gostos, alguns vão ir direto ao tapete com brinquedos, outros vão nos recortes, afinal papel colorido e tesoura disponível é bem legal né? Algumas meninas vão querer as bonecas e outros porém vão primeiro no cantinho da calma, com almofadas para deitar em cantinho aconchegante! Uma sala com vários cantos! E tantos outros ambientes atrativos podem ser feitos dentro de uma sala.

Imaginem a partir desse cenário, que “a sala convidou” as crianças a entrarem, e elas encontraram coisas legais para fazer. Quebrou-se aí um sistema onde a criança entra e senta nas classes, que é só o que há na sala, e aguarda o professor propor algo. 

Essa sala convidativa proporciona uma aula interativa, desperta na criança autonomia de escolher, (mas para isso é preciso ter opções em seu alcance), a liberdade de agir fora de um certo padrão, e o professor tem um contexto para poder conhecer sua turma a cada dia, e propor a partir do que vê, conduzir a aula com as crianças já interessadas em estar ali. De fato, percebemos aqui que a aula também é feita pelo ambiente. 

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EVASÃO E ABANDONO ESCOLAR: Uma questão da sociedade

Todos sabemos que estar na escola é direito de toda  criança e um dever do governo e de seus responsáveis disponibilizar educação gratuita e de qualidade. Entretanto, sabemos que com todas as questões políticas e econômicas grande parte do público estudante não tem acesso a essa educação, e nesse ponto temos um tópico ainda mais grave, a evasão e o abandono escolar.

Neste parágrafo vamos primeiramente, distinguir os dois termos. Muito se fala em evasão escolar, pouco em abandono, mas será que são a mesma coisa? Não. Evasão escolar é quando o aluno, ao término do ano letivo, não se matricula mais. Já o abandono escolar refere-se ao abandonar de fato
a escola durante o ano letivo. Mas quais serão as causas? Afinal, qualquer uma das duas nomenclaturas emergem duas situações problemas muito semelhantes: crianças e jovens não estão na escola.

Alunos, jovens durante seu período de estar na escola deixam de frequentar por muitos motivos, vamos falar sobre alguns deles. 

A necessidade de falarmos sobre isso se dá primeiramente por pertencemos a sociedade como cidadãos, e por isso se faz necessário estar por dentro. Por segundo, a todos nós que faz fazemos parte do mundo da educação seja na função que for, fica evidente a relevância de conhecer as realidades de nossos alunos.

Para esse assunto delicado, precisamos compreender alguns contextos. O primeiro deles, o lar. Cada aluno tem como base a sua família, e certamente se adequarão às suas condições. Por isso, o primeiro motivo do abandono e da evasão escolar é a necessidade. Necessidade de trabalhar desde cedo para ajudar no sustento da casa. Infelizmente, sabemos que não é o ideal, mas existe algo que sempre lembramos que é maior até mesmo que a vontade de estudar, a fome, por exemplo.

O segundo motivo é um tanto quanto irônico. Embora a escola seja o ambiente em que jovens que estão em situações mais vulneráveis, com acesso a realidades ruins as salvariam, é justamente estes que acabam evadindo. Para isso, inúmeros bons exemplos surgem, ONGs, projetos sociais e até mesmo escolas conseguem orientar e oferecer para essa criança ou jovem boas oportunidades. Mas ainda há muito a se fazer. 

A evasão e o abandono escolar não param. Muitos alunos não estão frequentando a escola na idade certa. Mesmo assim, a cada aluno que está na escola, ou que retorna à ela, é motivo de vitória. 

É preciso entender que muitos outros motivos também estão vinculados a evasão escolar. Como outros exemplos temos questões de cunho pedagógico e cultural. Entretanto, nenhum deles pode se sobrepor ao direito da criança e do adolescente de estudar e buscar suas oportunidades.

REFERÊNCIAS

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https://gestaoescolar.org.br/conteudo/2217/abandono-e-evasao-escolar-estudante-deixa-a-escola-ou-a-escola-se-distancia-da-realidade-do-aluno

Trabalho em grupo: desafios e aprendizagens

Hoje vamos pensar um pouco sobre este assunto que para muitos, é uma pedra no sapato: trabalhar em grupo! 

O lugar em que tivemos o primeiro contato com o trabalho em grupo é a escola. Lá na Educação Infantil, realizar atividades junto com outros colegas começa sendo uma experiência incrível, acontecendo com frequência. A cada trabalho, alguns conflitos ocorrem e vão sendo resolvidos. 

A questão é que ao longo da caminhada escolar, esse exercício acaba acontecendo com menos frequência, tanto que por vezes os alunos é que solicitam, querendo o apoio dos colegas para determinada atividade. Mas será que eles sabem trabalhar em grupo? Essa pergunta não pode ser respondida apenas com uma afirmação, afinal, nem todos gostam deste exercício, porém, uma boa resposta é que ao chegar na faculdade, muitos se dão conta que “carregam” o grupo nas costas, e outros apenas “vão na onda”. Grande parte das pessoas tanto na graduação ou ainda na escola, fazem esse tipo de reclamação, e por isso, acredito que é preciso pensar sobre isso, principalmente porque isso se refletirá na vida adulta, na sua profissão.

É necessário saber trabalhar em grupo? Sim! Nós somos, essencialmente seres que precisamos uns dos outros. Antes de tudo, é preciso ter consciência que independente de quantos estão em um determinado grupo, todos precisam fazer algo para a atividade se concluir. Para isso, alguns grupos optarão pela divisão de tarefas caso não possam se reunir e fazer juntos. Entretanto, ainda na escola, o ideal é o tempo para fazer junto na própria aula, e ainda assim, uma organização de demandas de tarefa a cada componente do grupo é necessária.

Outro quesito importante em uma atividade em grupo é o diálogo. Cada componente precisa ser aberto a opinião do outro, sabendo que, por vezes, irão precisar entrar em um consenso. A conversa e o respeito são pontos principais para o trabalho em grupo.

Dessa forma, entender o trabalho em grupo como algo que precisa ser pensado, dialogado, e organizado, nos ajuda a compreender melhor esse exercício. Pensar junto, construir junto, deveria ser praticado com mais frequência, afinal, construindo juntos, aprendemos mais. Conhecer novas ideias é enriquecedor. Como diz Mario Sergio Cortella, “há pessoas que tem pensamentos diversos do nosso e isso nos auxilia a refinar os nossos pensamentos e nos ajuda também a melhor buscar maior certeza ou até dificuldade naquilo que temos de encontrar.” Isso acredito ser a essência do trabalho em grupo.

REFERÊNCIAS:

CORTELLA, Mario Sergio. O MELHOR DO CORTELLA. TRILHAS DO PENSAR, IDEIAS, FRASES E INSPIRAÇÕES. Ed. Planeta do Brasil. São Paulo, 2018.

https://br.freepik.com/vetores-gratis/funcionarios-da-empresa-compartilhando-pensamentos-e-ideias_8270975.htm#page=1&query=trabalho%20em%20grupo&position=10

Hábito de ler: motivações e empecilhos

Esse é um tema legal né galera? Quem aí gosta de ler? Acredito que muitos de vocês gostam, mas já pararam para pensar no que é de fato o hábito da leitura em nossa vida? Vamos pensar juntos.

Para começar, podemos relacionar a leitura com o exercício físico. Da mesma forma que uma caminhada, academia ou qualquer esporte mantém o corpo ativo, a leitura mantém a mente ativa, informada, sempre pensante. Mas nem sempre temos vontade de ir a academia por exemplo, porém estabelecemos uma rotina e precisamos segui-la, sem desistir, caso contrário, nos acomodamos. Entretanto, o interesse pelo esporte precisa partir de algo que agrade para querer também fazê-lo. Com o hábito de ler não é diferente. Tudo começa pelo incentivo, se lermos para uma criança, ela irá apreciar isso e, quando aprender a ler, o fará também, e conforme cresce criará seus próprios gostos.

É importante perceber que o hábito da leitura é um exercício contínuo e diário, quanto mais lemos, melhor lemos e consequentemente, escrevemos. Lendo aprendemos, viajamos em algo fictício ou refletimos sobre algo real. O hábito de ler se dá lendo aquilo que gostamos, por isso, não pense que você só pode ler livros, isso pode-se dizer até que é questão de gosto, afinal, você pode ler revistas, artigos, ebooks, blogs e tantas outras formas de ler que temos atualmente. Várias são as formas de praticar.

Entretanto, quem não lê, não lê por quê? Bem, os motivos são diversos, hoje em dia sabemos que o motivo mais dito pelos que não leem é a correria do dia a dia, seus compromissos e obrigações, o que é compreensível. Todavia, não pode ser uma desculpa, afinal ler é saudável para si, e assim como qualquer outro autocuidado, ele também precisa ter um tempo na sua agenda. Porém, a pouco falei que a correria do dia a dia é o motivo mais dito, porém, não penso que seja, de fato, o real motivo. Na minha opinião a falta de incentivo ao longo da via é o que pesa nos hábitos de hoje, mas sempre há tempo de mudar.

Por isso, quem não tem esse hábito, queira adquirir, comece lendo algo que goste, e em seguida, acabará criando novos gostos. A leitura é um exercício que se aprende a fazer, um hábito que se adquire, e com o tempo, cresce e se aprimora. Ah, e quanto as crianças, incentive-as!

REFERÊNCIAS

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https://www.escolameucaminhar.com.br/blog/2019/09/12/ensine-ao-seu-filho-o-habito-da-leitura/

A quarentena e a escola

Antes de qualquer pensamento precipitado, é preciso entender a pandemia como algo mundial que pegou a todos de surpresa. Qualquer pessoa em sua família ou em seu ofício precisou adotar medidas diferentes, nem sempre acertadas, afinal, ninguém é especialista no assunto.

Nesse cenário de incertezas, as instituições de ensino regular e superior também tentam tomar decisões acertadas, cada uma para seu perfil de alunos.  

Mas existe aqui a angústia constante, de pais, professores, gestores e alunos de dar conta do ano letivo, a preocupação do tanto que será perdido em nível de aprendizagem, entre outros problemas. O mais sensato, por mais bobo que pareça, é irmos lidando de fato com os desafios quando eles surgem. 

As tecnologias estão aí para auxiliar as instituições de ensino em manter o vínculo e a aprendizagem dos alunos ativa, entretanto, ela não substitui o papel da escola. Sabemos que é significativa a perda por essa pandemia, mas podemos juntos aprender com ela, e a tecnologia e a criatividade de pais e professores nesse momento ajuda a amenizar. Acreditem, nossas crianças e adolescentes, assim como todos nós, aprenderemos mais sobre a vida nesse período, do que jamais estudamos.

REFERÊNCIAS

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https://pt.dreamstime.com/crian%C3%A7as-que-jogam-livros-para-o-conceito-da-educa%C3%A7%C3%A3o-image123238611


Empatia: uma habilidade ou jeito de ser?

Ao longo de conversas no cotidiano de escola e de faculdade (antes dessa pandemia que vivemos), muito se falava em empatia, como sendo algo que se sente falta entre alunos e professores, e que faria toda a diferença. Bem, então os questiono, em que sentido a empatia se faz presente no cotidiano escolar? 

Muitas são as alternativas, desde a postura do educador, as atitudes dos alunos, enfim, de todos. Mas vejam que falei em ATITUDE, e com ela me refiro as atitudes perante as mais variadas situações, desde algum problema com um aluno, até o simples modo de se dirigir a turma diariamente. A EMPATIA dá o ar da graça quando você vê o funcionário da escola que passou por você quando você ia bater o ponto e o cumprimenta, ela segue para a sala dos professores com um cordial “bom dia” ou “boa tarde”, e te acompanha lá na sala de aula, e quando entrar na sala, VÊ cada um de seus alunos, e chega perto dos que estão bem, mas mais perto ainda dos que trouxeram para a sala de aula alguma angústia, alguma tristeza. 

Entretanto, preste atenção, não confunda empatia com simpatia. Empatia tem a ver com HUMANIDADE. Ser simpático é um jeito de ser, uns mais, outros menos. Já a empatia, é sim desenvolver o OLHAR ao próximo, compreender o que está passando, e no caso da escola, isso é e precisa ser evidente, afinal, cada pessoa que faz a escola acontecer tem a sua história.

Dessa forma, acredito que as novas gerações já estavam nos pedindo esse olhar empático, mas mais do que isso, no mundo “pós-pandemia”, algumas lições ficarão, dentre elas, a humanidade.

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