Uma pequena reflexão sobre a prática pedagógica

Essa semana comemoramos o centenário de Paulo Freire, nosso saudoso educador, escritor e filósofo. Ele foi considerado o maior pedagogo da história, por revolucionar a educação em busca de uma educação mais crítica.

Hoje vamos refletir aqui sobre um dos pensamentos dele que pode mudar a nossa prática. Paulo Freire nos diz: “É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal forma que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática.” O que isso significa?

Isto é, buscamos na nossa prática diária pedagógica transformar em ação nossa teoria, que visa ser inovadora trazendo sentido a conteúdo estudado, a cada conhecimento, para que as aulas sejam investigativas, dialogadas e criativas. Que vire rotina atividades mais dinâmicas que enfatizam o protagonismo dos alunos.

Referências:

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FREIRE, Paulo . Pedagogia da autonomia: saberes necessários a prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2004.

Aprender a aprender

Recentemente ouvi em uma palestra essa frase “precisamos aprender a aprender”. E isso resume tudo. Talvez a chave de todos os equívocos cometidos na educação seja por vezes o não saber aprender.

Aprender a aprender pode significar duas coisas. A primeira que nós enquanto professores, estamos em constante aprendizado. Aprendemos ao estudar, aprender para ensinar, aprendemos como ensinar. E aprendemos diariamente com nossos alunos, a cada atividade, cada acerto ou erro.

Em segundo ponto, podemos pensar em aprender como se aprende, de fato. Conhecer cada vez sobre o processo de aprendizagem de nossos alunos, que pode ocorrer de várias formas, individualmente. Quanto mais a estivermos por dentro de como nossos alunos aprendem, mas acertivas serão nossas ideias, nossas aulas.

O mais importante, por fim, é termos consciência desse processo e estarmos sempre abertos para as novas possibilidades. Melhor ainda, refletir a cada passo dado, aprendendo com aquilo que deu certo, e mais ainda com o que não deu.

REFERÊNCIAS

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Quando o vínculo é sincero

Na relação entre professor e alunos, é preciso que haja sentimento. Isso mesmo. Já não podemos mais falar em educação sem falar em construção de vínculos. Da educação tradicional até o dado momento em que se começou a questionar e mudar isso, penso que o ensino estava sendo falho. Hoje já temos consciência e plena certeza de que a educação deve passar pelo carinho, pelo vínculo e pela empatia.

Na prática, sabemos o lugar que ocupamos. Dosar nossas atitudes pode ser desafiador, mas é diariamente gratificante. É preciso ser firme, ser orientador, mediar várias situações e estar seguro do que se diz. Ao mesmo tempo, ser sensível, aberto a aprender, carinhoso e acolhedor. Ser parceiro de nossos alunos. E acreditem, isso é possível!

Isso está internalizado dentro de nós, além de ser um processo, uma tarefa diária a ser aprimorada. E, se depois de alguns períodos de estudo, você ganha um abraço de cada um e uma palavra afeto, é sinal de que está no caminho certo.

Referências

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Aula dialogada: Uma aula feita por todos

Aquela aula com crianças animadas, cheias de ideias para partilhar chega dar uma emoção né? Pois é, todos nós gostamos disso, de que a turma participe, dialogue. E é assim que deve ser.

A aula se faz com a participação dos alunos. Suas ideias, opinões e curiosidades acrescentam na aula fazendo toda a diferença.

Uma aula dialogada é uma aula com a participação ativa dos estudantes, que considera os conhecimentos prévios deles, onde os professores mediam essa situação, deixando as ideias e questionamentos acontecerem.

Além disso, quando as crianças estabelecem relações do que estão vendo na aula com o que viram ou vivenciaram em seu dia a dia, temos aí tudo para o aprendizado acontecer.

REFERÊNCIAS

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Tempo de estudo: Motivos para aprender a se organizar desde cedo

Por que é preciso ter um tempo de estudo em casa? Bem, muitas opiniões rondam esse tema, há quem diga que apenas a escola tem essa função, mas quero dizer que o aprendizado não deve ficar apenas nos muros da escola, o conhecimento é do mundo, e se eu estou aprendendo e faço parte desse todo, levo, usufruo e compartilho o saber a todos os lugares.

Darei à vocês, leitores, três motivos para incentivar os pequenos a já se organizarem com sua tarefas e estudos. O primeiro deles é o que citei acima, o conhecimento é do mundo, a escola aprimora, guia e mostra, por isso devemos sim estender os estudos à casa.

O segundo motivo é bem prático, quando eu estudo em casa, fixo mais os conteúdos. Isso para todas as idades. O momento de revisar o que se aprendeu te ajuda a fazer essa retomada, surgindo dúvidas, compreendendo melhor, fixando ainda mais.

O último motivo e mais relevante é que, assim como muitas outras coisas, o objetivo de se organizar para os estudos é previamente criar um HÁBITO, para outras responsabilidades futuras, seja na escola, no trabalho, ou em outra tarefa. O ato de revisar, planejar e se organizar nos acompanha por toda a vida.

Assim, adquirir o hábito do tempo de estudo em casa é algo que deve ser iniciado na infância. É algo saudável, que colabora para a construção de sujeitos responsáveis e que se dedicam no que fazem.

Referências

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Mãos na tinta!

O recurso que vamos falar hoje, é a tinta guache. Ele é um material que as crianças adoram! Quando o professor anuncia que a atividade será com guache, é só alegria!


Mas será que estamos utilizando de forma correta esse recurso? Vamos refletir sobre alguns pontos.


O primeiro deles é, de que forma a atividade é conduzida. Se a atividade é limitada por algumas orientações, terá o mesmo significado da criança estar usando a criatividade com esse material? Acredito que não. Entendo que, em alguns momentos, é preciso realizar atividades que já tenham um roteiro, digamos assim. Mas é necessário que, com a tinta guache, as crianças também tenham momentos livres, de usar a mão além do pincel, que criem e se sujem, que imaginem, é que utilizem as cores que desejarem.


Acredito que a tinta guache é um material interessante que pode ser explorado de diversas formas, entre elas as cores, as misturas, as texturas. Por isso, o segundo ponto que quero comentar aqui, é que a arte em si pode não ter uma forma padrão, pode não ter linhas. Misturas do cores também fazem todo o sentido e se bem exploradas resultam em um belo aprendizado!

Portanto, a tinta guache, se bem utilizada, é um recurso pedagógico que explora e oportuniza muitas aprendizagens!

REFERÊNCIAS

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Terra: natureza também é aprendizado

Dentro dos recursos para o aprender, passamos por inúmeros tipos de objetos, materiais. Nem todos são comprados em livrarias, por exemplo. Há algo muito mais simples que nos oferece também aprendizado: a natureza.


Não é de hoje que se estuda dentro da Pedagogia, escolas e projetos que enfatizam um ensino ligado à terra, aos elementos naturais. As relações entre os conteúdos e a prática em si fazem com que o conhecimento aprendido tenha mais significado.

Por isso, a terra é um elemento que pode ser utilizado nas aulas de diversas formas. Se a escola possuir um espaço para plantar ou algum tipo de jardinagem, melhor. Senão, a criatividade da educadora pode ser em trazer esses elementos para a sala de aula, um bom exemplo é trocar a tinta em alguma atividade por um pigmento elaborado com terra.

Podemos explorar esses elementos naturais de diversas maneiras. Isso desenvolve a criatividade e o conhecimento da criança, tendo um olhar voltado para o mundo e seus detalhes.

REFERÊNCIAS

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Vamos modelar?

Esse material é tão importante que por vezes esquecemos de olhar atentamente à ele. A massinha de modelar, popularmente conhecida, faz parte da vida escolar da criança, principalmente, desde a educação infantil até os anos iniciais, na alfabetização, tendo um grande impacto positivo.

Esse recurso, sendo bem explorado pelo professor, faz com que a criança desenvolva várias áreas, vamos à algumas delas: motricidade fina, concentração, criatividade, pensamento, expressão, formas e cores, movimentos, entre outras.

Uma boa forma de utilizar esse recurso é o professor orientar o momento, mas mais do que tudo, deixar o aluno livre para pensar e representar suas ideias à sua maneira. O grande desafio do professor, no momento que os alunos estão fazendo uma atividade assim é, mediar sem interferir.

A massinha de modelar enfim, pode estar presente tanto durante uma atividade mais dirigida, quanto em momentos livres para a criança criar. E então, vamos modelar?

REFERÊNCIAS

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Comemore as pequenas conquistas

As conquistas são do tamanho da criança. Se por vezes achamos que aquele passo é muito simples e fácil, e tratamos isso sem nenhum entusiasmo, estamos errados. 

Para a criança, aquele pequeno passo é muito importante. O significado daquela conquista para ela, é tão grande quanto uma conquista de um adulto para ele.

Quando a criança consegue fazer algo que estava tentando e nós valorizamos isso, estamos incentivando ainda mais os próximos passos. 

Por isso, comemore as pequenas conquistas, esteja atento aos pequenos passos, seja em casa, ou no ambiente escolar, onde é muito importante que o professor note o esforço do aluno, quando ele deu seu melhor, e incentive-o através de uma palavra, seja elogio, ou até uma dica construtiva.

REFERÊNCIAS

Imagem retirada do link: https://br.freepik.com/vetores-premium/crianca-feliz-fofo-aplauso-mao-sorriso-de-alegria_5844477.htm

Pedagogia do erro: o que podemos aprender com isso?

Você já ouviu falar em pedagogia do erro? Esse termo foi trazido por Paulo Freire, e quer nos fazer refletir sobre a forma com que encaramos o erro. A maneira com que conduzimos isso na escola evidentemente reflete em toda a nossa vida. Por isso a importância de pensar sobre isso.

Imagine se o erro fosse a chave para novos debates? E se fosse visto como opção para outras percepções? Essa teoria nos propõe isso, vermos no erro uma brecha para novos diálogos. 

Assim, a partir disso podemos dizer que aprendemos com ele. A chave para um movimento de diálogo e aprendizagem é o erro, o espaço para divergir. Ouvi de uma professora uma vez que texto bom é aquele que tem correções, pois o que está totalmente ruim, nada se pode fazer. Assim é com tudo em nossa vida, errar e acertar, principalmente na escola, é sinônimo de vida, de ânimo para aprender, e aprender com os outros.

Referências

Imagem retirada do link: https://www.allo-tolerance.eu/index.php/pt-pt/learningresource/espaco-de-dialogo-pt-pt