Cantando se aprende?

É na sala de aula que nos damos conta. Nem sempre aplicamos o que estudamos, muitas vezes sabemos de muitas coisas que deixamos sem querer, passar. 

E foi em sala que reparei algo que não é novidade, já é comprovado, há tempos, a eficácia da música na aprendizagem. Entre muitos aspectos, ela nos traz benefícios.

Alguns deles que podem ser citados, como por exemplo, a relação que pode ser feita com números, cores, palavras, questões motoras, de percepção, espaço, linguagem e interpretação. São muitos os pontos.

Mas hoje quero focar em uma situação. Como a música colabora na memorização. Isso mesmo. Vou me tomar de um exemplo que vivenciei, onde foi trabalhado de forma sutil com o alfabeto com os pequenos. Notamos que muitos deles não sabem a ordem de todas as letras, inclusive pulam algumas, obviamente. Porém, ao colocar uma música das letras, notei que todos eles cantavam corretamente do início ao fim todas elas. Portanto, me dei conta de que eles sem saber, pelo fato de apenas estarem cantando, falaram todo o alfabeto que, sem ela, não sabem. 

Esse fato me fez refletir que podemos então, trabalhar essa música, de forma a desbravar a letra, passo por juntamente com as crianças. Intencionalmente, de forma com que eles percebam que já tem tudo na ponta da língua. Uma forma por exemplo, é colocar a melodia e instigá-los a eles próprios cantarem, com pausas onde o educador pode estar orientando, por exemplo.

A música por fim, não se torna apenas algo para descontrair, ou fixar algum conteúdo, ou até complementar uma atividade, mas sim, ela se transforma na própria atividade. Uma forma descontraída, criativa e interessante de memorizar e aprender com mais facilidade.

Referência

Imagem retirada do link: https://images.app.goo.gl/TstZELe4W62cRU1QA

Todos podem aprender?

Quem nunca pensou que não tem talento para algo? Aí surgem justificativas do tipo “não sou desta área”, ou até um “não nasci para isso”. Mas vou lhes dizer que não é bem assim. 

O nosso cérebro aprende tudo aquilo que praticamos. Tudo depende do quanto exercitamos. Cada um de nós possui inúmeras capacidades que vão se desenvolvendo mais e mais a partir de quanto a utilizamos e para quê. E este é o ponto que quero enfatizar.

Possuímos a máquina mais eficiente e versátil que existe, sendo assim, tudo o que quisermos aprender ou fazer, com treino e dedicação, conseguiremos. Se quisermos aprender idiomas? Conseguimos! Se quisermos aprender tocar um instrumento? Área de exatas ou humanas? Sim! Todos podemos desenvolver todas as habilidades.

Com exceção dos casos de problemas específicos de aprendizagem, bem como as tendências a aprender com mais facilidade determinadas coisas. Temos, por exemplo, segundo o psicólogo cognitivo Howard Gardner, as sete inteligências, onde ele propõe além de testes de QI, que possuímos uma tendência pessoal de resposta muito mais eficiente para áreas específicas. Ele afirma que cada uma delas está relacionada com uma área de nosso cérebro. Contemplam áreas interpessoal, intrapessoal, espacial visual, musical – auditiva, lógico – matemática, linguagem, corporal sinestésica. 

A partir disso, é que acredito no potencial que é movido pela dedicação. Por exemplo, se alguém diz que não tem talento para escrever, ou que não gosta de ler justificando que não consegue se concentrar, posso dizer que se essa pessoa se esforçar para ler, e se focar nem que tenha reler algumas páginas, ela vai obter um ritmo de leitura e evoluir sua interpretação, com o tempo lerá muito mais em menos tempo. E a escrita? Essa se desenvolve também pela prática, quanto mais se escreve, melhor vai se escrever. É o ato de praticar. Um exercício do cérebro que terá melhores resultados com o tempo.

Dessa forma, complemento dizendo que é com o exercício de ambas as partes, saindo da zona de conforto, se esforçando para trabalhar certa habilidade menos privilegiada, que podemos aprender muito mais coisas, desenvolver muitas outras áreas. 

Referencias utilizadas:

Como seu cérebro aprende?

Imagem retirada do link: 
https://www.selecoes.com.br/saude/10-dicas-para-melhorar-o-cerebro/


De educador para educador

O relacionamento entre colegas é imprescindível para o bom andamento do todo. Percebemos que em muitos lugares isso acaba sendo esquecido. A atenção acaba sendo voltada apenas para o público, clientes e afins. Mas será que isso é certo? Não. E vou explicar o porquê.

Deveria ser um ciclo. O dono da empresa ou o diretor da escola, precisa incentivar seus profissionais, dar subsídios a eles, instigá-los a novos desafios, e assim por diante. Se os profissionais trabalham felizes, com certeza retribuirão esses bons modos aos clientes ou alunos. Todos ficam satisfeitos. 

Na escola por exemplo, se a equipe, desde os servidores até os educadores, estão sendo motivados, trabalharão entusiasmados. Os alunos por sua vez, vão sentir já em sala, que seu professor está realizado com o que está fazendo, ama o que faz. E é neste momento que como educadores, nós vamos “vender o nosso peixe”. Se estivermos bem humorados, cheios de ideias, falando bem dos determinados temas, os alunos também irão gostar.

Porém, o fato é que por vezes, nas nossas instituições de ensino por exemplo, pela falta de atenção aos educadores, pela falta de gestos que façam os educadores se sentirem valorizados, surgem alguns problemas, como conflitos entre os próprios educadores. São situações de estresse.

Por isso, por experiência positiva, digo como é bom se sentir necessário, valorizado. Como é importante notar que o lugar onde se trabalha diariamente está investindo em você e você percebe que pode crescer.

Contudo, ainda problematizando, se não há um bom entendimento entre ambos educadores, quão mais difícil é a troca de conhecimentos para planejar uma aula, por exemplo, se caso tiverem esta oportunidade. Prejudica a interação entre eles como colegas e como profissionais, afeta a vontade de trabalhar, afeta o desempenho. Consequentemente, na escola, isso chega no aluno, que por sua vez, será afetado pela boa ou má relação com a turma. Por vezes, a não troca de experiências, de ideias entre os professores, provoca perdas aos alunos. 

O oposto disso é a boa convivência e a disponibilidade de trabalharmos juntos. Uma troca, um compartilhamento de ideias, é pensarmos juntos para um único objetivo, os alunos, a educação.

Por este motivo, é que insistimos em darmos atenção, formação, incentivo, aos nossos educadores. A boa relação diária faz toda a diferença. Se estamos bem, os resultados são melhores.

Referências:

Imagem retirada do link:
https://blog.cestanobre.com.br/saiba-como-ter-equipes-de-alta-performance-na-sua-empresa/

A sabedoria não pula etapas

Você sabe porquê os mais sábios são os mais velhos? Claro. Experiência de vida, e muita! Mas não só. Existe um outro lado para pensarmos, afinal por vezes idade não significa tanto para alguns. 

Convido a pensarem no processo que leva um dado até seu ponto mais alto de maturidade e reflexão que é a sabedoria.

Podemos tomar algo que nos acontece como exemplo e imaginar aquilo como um dado, um tópico de nossa vida. Muito bem, conforme vamos dando a devida atenção a esse fato, bem ou mal, ele vai sendo atendido, e se transformará em uma informação. 

Na melhor das hipóteses, se formos resilientes a ponto de aprender com essa situação, iremos adquirir conhecimento com ela, algo a mais sobre viver. 

A partir do conhecimento adquirido, vamos ter que agir, tomar alguma atitude, não importa o caminho, mas teremos que nos mover e seguir em frente. Nesse caso, teremos uma ideia, uma ou várias. 

Se continuarmos nessa constante transição de fato e aprendizagem adquirindo experiências, perceberemos que a vida é um ciclo, e que isso acontecerá várias vezes, de acordo com nossas realidades, que aliás, mudam de acordo com a fase de nossas vidas. Esse ciclo acontecendo várias e várias vezes, a cada vez aprendemos mais, e teremos respostas diferentes a cada fato, pelo simples motivo de termos tido experiências diferentes, sendo várias tentativas. 

Bem, chegaremos em um ponto que todo esse processo, que nada mais é do que a própria vida, nos resultará em sabedoria, isso mesmo. Aquela fase onde você vai dar aqueles conselhos de pais, de avós, de quem já trilhou algumas vezes estes caminhos. 

Por isso, não tenham pressa, nem medo, aliás isso é admirável. Mas se tiverem que temer a algo, temam ser pessoas arrogantes, que possuem a falsa impressão que já sabem tudo sobre a vida. 

Referência

Imagem retirada do link: http://mobimais.com.br/blog/wp-content/uploads/2016/06/dados-informac%CC%A7a%CC%83o-conhecimento-ideias-e-sabedoria-1.png

De casa para a escola

Sabemos que o processo de ensino-aprendizagem é complexo, contínuo e cheio de particularidades. E nesse caminho, podemos ir muito bem adiante, ou demorarmos mais tempo. Até porque, cada um tem o seu tempo.

Entretanto, existem fatores que influenciam esse processo e que poderiam ser evitados. Estou falando aqui, principalmente, dos que podem dar atenção a estes detalhes, e não dão.

O primeiro ponto é, para surpresa de alguns, e nem tanto de outros, necessidades básicas. Sim! Muitas vezes o sono e a fome acarretam falta de atenção, agitação ou cansaço, e resultam em uma total diminuição de aprendizagem. O déficit de necessidades básicas que há muito já se sabe, afeta diretamente o ensino.

Outro fator que é um pouco mais complicado de lidar, são as questões emocionais. Aquelas que muitas vezes vem de casa, mal resolvidas. Acreditem, aquela discussão que ficou pendente, aquela falta de explicação do porquê de algo, aquele beijo que não deu tempo de dar, tem criança que não vai conseguir sequer pensar na escola, e sim relembrar o que aconteceu, ou não.

Bem, talvez você se esteja se perguntando: como ela soube o que aconteceu em casa? Então, eles contam, exteriorizam.

E qual o papel do pedagogo nessa hora? Muito bem, explicar para a criança que o pai, a mãe ou quem seja, a ama e que à noite vai estar tudo bem, pode parecer simples, mas tanto é que talvez não funcione. E é por isso que somos pedagogos. Porque nessa hora precisamos ser criativos e fazer de tudo para que a criança se interta com as atividades na escola enquanto estiver ali.
De qualquer forma, a atenção total da criança já foi perdida.

Por isso, falamos e insistimos em dar a devida atenção às necessidades emocionais da criança, porque é a base do seu desenvolvimento.

Referência

Imagem retirada do link: https://escolaeducacao.com.br/20-atividades-dia-da-escola-15-de-marco/

O ingrediente essencial da educação

Estar bem para fazer bem. O que isso significa? Significa que precisamos estar bem psiquicamente, fisicamente para poder fazer bem feito tudo aquilo que fazemos.

Contudo, sabemos que não estaremos bem sempre, até porque isso é obviamente utópico, mas existe um jeito de se sentir o melhor possível: se conhecendo. Juntando alguns saberes de pessoas incríveis, cheguei a conclusão de que se nos conhecemos, se percebemos o que não está legal, se tivermos consciência de todas as nossas particularidades, fica muito mais fácil de se governar, de se controlar.

A velocidade do mundo hoje, dos nossos compromissos diários, nos impede de respirar e refletir. Precisamos reparar em nós mesmos.

Pedagogicamente falando, quando nós soubermos nos controlar, aí sim chegaremos com sucesso até o aluno para compreendê-lo. Chegamos na empatia, aquela palavra que adoro e que só tem sucesso efetivo se nos despirmos de nós mesmos por instantes para olhar o outro. Isso se aplica não só na escola, mas na família e nos relacionamentos.

Esse movimento todo gera como resultado o afeto, o carinho. Isso constrói um vínculo que, dia após dia, vai dando gás à vontade do aluno de estar na escola, ao interesse de estudar, e consequentemente, aumenta progressivamente o nível de aprendizagem.

Muito provavelmente, isso é parte integrante e relevante do conjunto ensino-aprendizagem. Não deixemos de lado.

Referência

Imagem retirada do link: https://br.freepik.com/vetores-premium/ideia-leve-de-bulbo-com-cerebro-na-lampada_1390003.htm


A importância do Pedagogo

Resolvi hoje falar de mim. Falar de todos aqueles que são ou serão pedagogos. Que profissão é essa? Assim como qualquer outro profissional, ele estuda, se aperfeiçoa e muitas vezes, mais do que qualquer outro, ele segue estudando.

E nem cheguei nas suas funções. Elas são inúmeras! Ele atua nos processos de ensino-aprendizagem, é o especialista da educação. Sua formação permite que ele associe o desenvolvimento do aluno, com a realidade que ele vive. Permite adaptar métodos, ser criativo, ser mais humano e ter empatia para com os alunos, ele pode adaptar a aprendizagem ao tempo de cada um. Pode trabalhar em sala como educador, coordenador, supervisor, até na direção de uma escola.

O pedagogo é o professor. É aquele que acompanha o crescimento, o desenvolvimento e a alfabetização. A importância do pedagogo, vai além de questões metodológicas, ela está no processo diário. No início. É o início de tudo, ele atua na fase que vai ser marcante para a criança, que será adolescente e adulto um dia. Questões de convivência, questões sociais.

A forma com que é conduzida as questões de relacionamento dos alunos, nos conflitos por exemplo, afeta nas relações, na auto-estima e na personalidade dos alunos. Outras questões como acertos e erros em atividades, também são fatos que dependendo como for administrado, pode fazer a criança entender o erro e tentar acertar ou então, se sentir inferior e não querer mais perguntar, por exemplo. Isso reflete no futuro do aluno, em sua caminhada.

E fora da escola? Ele está lá também, chama-se educação em espaços não-escolares. Seus campos, nesse caso, fora da escola regular, é a pedagogia empresarial, hospitalar, até na indústria de brinquedos e na elaboração de materiais pedagógicos. Pode ser um educador social, e até trabalhar com a educação especial (que por vezes, está inserida na escola).

Sua função é pedagógica e humana, é analítica e compreensiva. É um exímio observador que muitas vezes, tenta, tenta, tenta de novo. Busca alternativas.

Assim, percebemos a grande importância social e pedagógica do profissional da Pedagogia. É um impulsionador na caminhada escolar. Sua tarefa é delicada e muito gratificante, precisamos valorizar!

Referências:

Imagem retirada do link:
http://evolutime.com.br/dt_blogs/dia-do-pedagogo/

Responsabilidade: um ato de comprometimento

Responsabilidade é assumir o peso dessa palavra e dizer: eu sou! Você se acha uma pessoa responsável? Que peso tem isso na sua vida? Responsabilidade é cumprir com suas obrigações rigorosamente, não deixar a preguiça lhe tomar e fazer de qualquer jeito. Significa fazer bem feito. É também ser organizado, caprichoso com suas tarefas. Responsabilidade não é só questão de esquecimento, mas sim de comprometimento. Não é questão de ter ou não, é questão de ser.

Muitas vezes nos deixamos levar pelo comodismo, e não fazemos certas coisas por achar que não tem importância, mas a preguiça é um vício, dela vem o desinteresse, e pronto, nos acomodamos na falta de responsabilidade.

Responsabilidade é do professor em sua função. É do aluno em sua posição, e dos pais em seu papel. Ela é de cada um de nós na nossa vida.

Mas e na escola? Com nossos pequenos, temos muitas oportunidades de ensiná-los a serem responsáveis. Primeiramente, o nosso exemplo, sendo família ou educadores, precisamos cumprir nossos deveres e eles então, observarão isso. Mas existem milhões de situações em que incentiva o aluno neste ponto.

Na hora de organizar os materiais, na hora de brincar e guardar o brinquedo, ao preparar seu lanche e após jogar seus lixos no chão, lembrar de fazer os temas em casa, cuidados com o seu próprio material, devolução de livros na biblioteca, entre outros pontos que fazem parte da responsabilidade dos alunos.

Cabe a nós incentivá-los a tudo o que fizerem, fazerem bem, com vontade. E nós, a cada vez que ensinarmos dessa forma, que possamos dar o exemplo. Para cada palavra, uma atitude.

Cidadania: muito além do dicionário

O que é cidadania? É a prática dos direitos e deveres de todos os cidadãos. Mas, e o que é cidadania nos dias de hoje? Bem, na minha visão, exercê-la não é tarefa fácil, exige consciência de sociedade, de pluralidade. É se dar conta que não estamos sozinhos, que tudo o que fizermos a comunidade, a cidade, ao meio ambiente, será também para mim, para todos, para o futuro, dos meus filhos, por exemplo.

Hoje em dia, está ainda mais difícil por um outro agravante, a confusão que é feita entre outros fatores que convivemos, por exemplo, a política, a segurança, os interesses públicos. Essas questões não têm a ver com a cidadania.

O que acontece é uma jogo de culpa, se algo não vai bem, se nos indignamos com algo que não nos é dado e é de direito, logo, vamos deixar de cumprir também. Não tendo mais ânimo, motivação diante a tantas negligências.

Porém, se agirmos assim, estaremos sendo condizentes com atitudes falhas, assim como aqueles que falham conosco. Precisamos lembrar que, cidadania é dever e direito de todos.

Mas ser cidadão é muito mais que obrigações. Ser um cidadão em sua totalidade é também ter seus direitos garantidos, e se não, outro ato que condiz é lutar por eles. No momento em que estamos, ir às ruas se manifestar, tomar atitudes quando temos alguma questão diária que sabemos que podemos reivindicar, sim, esse é o nosso papel.

Bem, e se você está tão indignado, ou não tem o hábito de exercer atitudes de cidadania, nem as que são de direito, e tampouco os deveres, lembre-se que de alguém precisa vir o certo, que seja então você um deles. Se por uma série de más atitudes temos a desordem, que se comece uma série de boas atitudes para nos organizar.

Referências:

Imagem retirada do link: https://www.dnacidadania.com.br/diferencas-entre-nacionalidade-e-cidadania/

Existe autonomia sem o coletivo?

Resolvi refletir sobre a fala de um colega de faculdade, que em certa aula levantou a questão sobre a importância do coletivo e como trabalhar a autonomia sem ele. Vejo esse assunto como imprescindível, bem como concordo que a autonomia só se desenvolve de fato, a partir da convivência, do coletivo. E partir disso, pensemos juntos, qual é o nível de necessidade do coletivo? Onde isso é importante? Por quê?

Vejamos, primeiramente podemos pensar lá na infância, na primeira turma que uma criança inicia, ela antes, tinha em casa um tipo de rotina, de convivência. As trocas e as aprendizagens, os diálogos, eram com seus pais, por exemplo. Ao ir para a escola, ela começa a aprender uma linguagem diferente, a troca é maior, e consequentemente a aprendizagem também, pois a relação é com várias crianças de sua idade. Então, em qual das duas situações a criança desenvolve mais?

Assim, também acontece com nós adultos, na faculdade, no trabalho. Aprendemos mais com a troca de opiniões com o diálogo, com as práticas. Fazendo e refazendo, dando nossas ideias e adquirindo novas, isso só um grande grupo possibilita.

Mas aí, onde entra a autonomia? Ela está presente em todo o processo, se trabalhamos em grupo, estudamos em grupo, saímos de nosso conforto em casa, tudo lá fora será por nossa conta, desde o que falamos, até o que fazemos. E com as crianças, não é diferente. Se a criança vai para a escola, ela precisa cuidar de seu material, precisa entrar em uma rotina, criar hábitos, organizar suas falas e lapidar comportamentos. Isso é o começo da autonomia.

Essas ideias todas nos fazem refletir e reforçam a necessidade de ir a escola, a faculdade, de estar lá. Ser presença nos ambientes coletivos é um grande desafio, atuar em grupo exige aceitar as ideias, expor as suas, e isso não é fácil. Mas é importante e necessário. Isso enriquece. Autonomia sem o coletivo é sim mais difícil de desenvolver.

Referências

Imagem retirada do link:
https://silabe.com.br/blog/defasagem-dos-alunos-o-principal-desafio-no-cotidiano-do-professor/