A lição do filme “Como estrelas na Terra”

O filme Como estrelas na Terra é de 2007, mas foi por esses dias que ele me fez sair diferente da aula, ele reafirmou o que acredito. O filme dirigido por Aamir Khan, retrata a história de um menino que não era visto, não era percebido nas suas condições. As pessoas ao seu redor que poderiam fazer algo por ele, como a família e a escola, não o faziam porque caíam no clichê de acreditar que ele era desobediente, mal educado, e por vezes, o julgavam chamando de burro.
Pobre criança, que esgotava suas energias todas, dando seu máximo para corresponder as exigências da escola, mas o pouco que podia, era tudo. E não era sua culpa, ele só precisava de alguém que percebesse seu problema, e do jeito certo o ajudasse.
Ele precisava de uma atenção maior, de um maior espaço para aprender, e um professor de Artes foi quem teve esse olhar. A partir daí sua vida mudou.
Através do talento que o menino tinha, a pintura, o professor o conquistou, e dia após dia, com dedicação, se utilizando de métodos práticos e significativos para o menino, o alfabetizou, e ele então começou a melhorar progressivamente seus resultados de aprendizagem. Afinal, o menino era Disléxico.
Por mais que se esforçasse, sozinho, ele não conseguiria, e essa impossibilidade acarretava as pessoas o julgando o tempo inteiro, e sua autoestima e autoconfiança indo por água abaixo.
E não foi à toa que esse filme foi feito, veio para mostrar algo para a sociedade, e cabe muito bem hoje, que não importa quão bom professor você seja, se não houver empatia com seus alunos, você não irá os ver inteiramente como eles são, e por isso não poderá fazer muito por ele. O professor tem um poder nas mãos, que pode construir, ou desconstruir.

Referências

Imagem retirada do link: http://obviousmag.org/egregora_e_alteridade/2016/como-estrelas-na-terra.html

4 thoughts on “A lição do filme “Como estrelas na Terra””

  1. Bem isso querida, o professor tem o poder em suas mãos, ele estará lapidando cada aluno, cabe a ele, mais do que nunca ter empatia por cada um. Pois cada criança tem seu tempo e nenhum é igual ao outro.
    Parabéns belíssima reflexão.

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