Category Archives: Relação professor/ aluno

Quando o vínculo é sincero

Na relação entre professor e alunos, é preciso que haja sentimento. Isso mesmo. Já não podemos mais falar em educação sem falar em construção de vínculos. Da educação tradicional até o dado momento em que se começou a questionar e mudar isso, penso que o ensino estava sendo falho. Hoje já temos consciência e plena certeza de que a educação deve passar pelo carinho, pelo vínculo e pela empatia.

Na prática, sabemos o lugar que ocupamos. Dosar nossas atitudes pode ser desafiador, mas é diariamente gratificante. É preciso ser firme, ser orientador, mediar várias situações e estar seguro do que se diz. Ao mesmo tempo, ser sensível, aberto a aprender, carinhoso e acolhedor. Ser parceiro de nossos alunos. E acreditem, isso é possível!

Isso está internalizado dentro de nós, além de ser um processo, uma tarefa diária a ser aprimorada. E, se depois de alguns períodos de estudo, você ganha um abraço de cada um e uma palavra afeto, é sinal de que está no caminho certo.

Referências

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Comemore as pequenas conquistas

As conquistas são do tamanho da criança. Se por vezes achamos que aquele passo é muito simples e fácil, e tratamos isso sem nenhum entusiasmo, estamos errados. 

Para a criança, aquele pequeno passo é muito importante. O significado daquela conquista para ela, é tão grande quanto uma conquista de um adulto para ele.

Quando a criança consegue fazer algo que estava tentando e nós valorizamos isso, estamos incentivando ainda mais os próximos passos. 

Por isso, comemore as pequenas conquistas, esteja atento aos pequenos passos, seja em casa, ou no ambiente escolar, onde é muito importante que o professor note o esforço do aluno, quando ele deu seu melhor, e incentive-o através de uma palavra, seja elogio, ou até uma dica construtiva.

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Amorosidade na educação infantil

Educação infantil é uma etapa linda e leve, e embora tenha seu currículo com habilidades para serem trabalhadas, é tempo de brincar e de descobrir. Não deve haver pressa nessa fase, nem modelos a serem seguidos. Cada criança precisa estar livre para se conhecer e aprender à medida que vai experienciando. 

O professor, nessa etapa, auxilia seus pequenos, guia-os e oferece possibilidades para que eles aprendam e descubram. Esse processo deve ser de forma amorosa, com empatia e carinho para cada criança. 

Parece clichê, mas não estou falando aqui só de beijos, abraços ou de elogios, isso também, mas me refiro a toda e qualquer atitude, seja ela de elogio ou repreensão. Cada colocação precisa ser colocada de forma amorosa, que pode significar, por vezes, também ser firme.

Amorosidade inclui o saber dialogar com a turma. Significa estabelecer combinados. Conduzir a turma dessa forma é criar vínculos afetivos, laços que só enriquecem o aprendizado diário.

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Uma cilada chamada rotina mecanizada

Sabe aquele dia após dia bem mecanizado onde você segue uma sequência de ações que já estão no seu subconsciente? É disso que precisamos fugir.

Nossa tendência realmente é seguir essa sequência sem sair da caixa, de fato. Isso é tão lamentável porque perdemos oportunidades. Ao estar nesse modo automático talvez deixamos passar momentos de aprendizado que nosso cérebro já condicionado não percebe. 

A grande sacada é tentar estar sempre aberto, mesmo já sabendo o que fazer, mesmo sendo puxados pelo óbvio, vale a tentativa de estar ligado no momento presente para não cair na rotina mecanizada. Ela corta, poda nossas ideias e habilidades criativas.

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Qualidade do tempo em sala de aula

A rotina da aula por vezes é algo muito mecânico, onde seguindo o planejamento e a rotina do dia, muito dos alunos pode se perder. Pode passar despercebido pontos importantes do aprendizado das crianças.

Caímos na cilada de achar que quantidade de conteúdo e atividades é sinal que ensinamos muito, ou que se passamos para a turma tudo o que planejamos, eles aprenderam. E isso não é verdade. Se uma explicação não chega no seu ponto final, mas durante seu processo houveram muitas participações e colocações dos alunos, isso sim pode apontar que aula foi significativa.

Cabe muito bem aqui aquele clichê que “quantidade não é qualidade”. Nessa enganação, talvez o professor deixe passar observações tão importantes do aluno, que podem significar muito mais que uma atividade, por exemplo.

Por isso, é preciso dosar. Entender que a qualidade do tempo em sala de aula está no andamento das aulas, onde cada aluno é protagonista, nas discussões que surgem a partir da mediação do professor, e isso pensando em todos os níveis de ensino.

REFERÊNCIAS

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A música na aprendizagem

Que bela forma de aprender, não? A música é a forma mais leve e prazerosa de aprender algo. Ela ajuda na fixação do conteúdo, de forma divertida, através da memorização. 

Ela pode ser um complemento pedagógico, auxiliando no processo de aprendizagem. A música ensina. Existem várias músicas sobre conteúdos, inclusive paródias, claro! Já pararam para pensar nesse método que é utilizado até em cursinhos pré-vestibular?

Existem músicas na Educação Infantil para todos os momentos, para quase tudo o que a criança precisa aprender nessa fase, por exemplo, para a hora do lanche, da higiene, de brincar. Música sobre amizade, sobre família. É só incluí-la de maneira inteligente e estratégica.

Mas, também ela pode e precisa também ser algo sem intencionalidades pedagógicas, apenas para descontrair ou relaxar. Também é válido! Vamos utilizar essa ferramenta com nossos alunos?

A necessidade de experienciar antes de ouvir

Atualmente, sentimos a necessidade de uma educação humanizadora, que olhe para os alunos por inteiro, com tudo o que eles trazem, suas capacidades, suas angústias, sua vida. É a busca por sentido.

Isso tudo está presente na forma de conduzir uma aula, por exemplo, e faz com que ela tenha maior sentido, relacionando os conhecimentos com a realidade que vivem as crianças. Por isso da necessidade de experienciar antes de ouvir.

Se o educador conduz a aula de forma a trazer os conhecimentos na forma real para os alunos, ou seja, através de exemplos que eles conheçam, que possam até visualizar, os alunos então poderão se identificar e compreender melhor o conteúdo trabalhado. Dessa forma, encontrarão sentido.

Vivenciar antes de escutar. A teoria e a prática são ambas igualmente importantes, mas que tal a prática vir por primeiro?

Os “combinados”

Esse assunto é muito legal, vamos combinar né? Na escola, a rotina da tarde ou da manhã é sempre recheada de tarefas, o planejamento do professor é flexível, mas precisa ser levado em conta, tudo é preparado seus objetivos e também com amor. 

Entre uma atividade ou outra, fora da sala ou não, o professor precisa conduzir isso, propor para a turma a próxima atividade, ou um passeio em algum lugar da escola, por exemplo. Mas já pensaram na forma que ele pode fazê-lo? 

Mais que uma vez, a postura do professor colocar o que vão fazer é com uma certa imposição, com alertas ou muitas vezes até “chantagem”, dizendo aquele famoso “se não se comportarem vamos voltar para a sala”. Será que isso resolve? 

Na educação infantil, por exemplo, sou fã de algo bem mais agradável e eficaz: os combinados! Isso mesmo, contem com seus alunos, peça para que eles colaborem com você. Deixe claro que são uma equipe e que precisa da ajuda deles para dar certo. 

Nossos pequenos adoram ser ajudantes da profe! Estabelecer combinados com a turma é muito mais agradável e tenho certeza que há muito mais chance de ser atendido.

REFERÊNCIAS

Imagem retirada do link: https://gestaoescolar.org.br/conteudo/1601/escutar-as-criancas-para-qualificar-as-acoes-em-sala-de-aula

As emoções na escola

Tem lugar onde mais afloram as emoções do que na escola? Nossas crianças precisam de auxílio para entender e lidar com cada emoção, e que todas as emoções são bem-vindas.

Decidi escolher algumas emoções inicialmente, mas sabemos que muitas mais existem.  Vamos pensar nas emoções como a tristeza, medo, alegria, vergonha e raiva. 

Os motivos para sentir as emoções tanto negativas ou positivas, podem ser diversos e infinitos, e na escola os sentimentos afloram. A escola, por ser um lugar rico para construir relações de amizade, gera tanto sentimentos bons quanto os menos agradáveis. 

O melhor jeito de lidar com os sentimentos, e ajudar a criança a nomeá-los primeiramente, entender o porquê sentiu isso, e compreender que sentir medo, raiva ou tristeza, é normal em qualquer idade, somos humanos. O que precisa ser repensado é a forma como ela externaliza isso. Um bom exemplo é a raiva, em um desentendimento com o colega, sentir raiva é o provável para o momento, mas o que devemos evitar é o ato de bater, e é nisso que devemos auxiliar.

Quanto mais a criança expressar a emoção, melhor. O professor consegue ajudar a criança  a lidar com esse sentimento da criança. E assim ela poderá melhorar. Um ponto essencial nesse movimento é dar a devida importância ao sentimento da criança. Para ela isso é algo sério, por isso é preciso respeitar esse sentimento ajudando-a a compreender o conflito. 

Acredito que ajudar a criança a ver que sentir tristeza, a raiva ou o medo no caso, não é ruim, nem vergonhoso, é normal assim como todos os sentimentos. A nossa vida é a soma de todos os sentimentos, sejam eles agradáveis ou não.

PROJETO: MAIS QUE METODOLOGIA, EMPATIA! A influência da empatia na aprendizagem

Você acha que uma relação de empatia entre professor e aluno interfere no rendimento escolar? Se sim, acertou. São várias as experiências e depoimentos de pessoas que, por um professor gostou de uma matéria ou infelizmente odiou. O professor tem esse poder, ou melhor, essa responsabilidade. Pode ajudar o aluno a brilhar, motivá-lo, ou pode apagar sua luz. A empatia é imprescindível para ajudá-lo a brilhar.

Inicialmente, a empatia faz com que o professor se ponha no lugar dos alunos, para vê-los com um olhar compreensivo e pensar a partir da realidade sua turma. Mas vamos ir mais além, vamos para a aprendizagem.

Uma relação de carinho, respeito, confiança e empatia entre a turma e o educador faz com que os alunos dêem o melhor que puderem para aquele professor que expressa sinceridade e carinho. A matéria pode não ser tão boa para alguns, até difícil, mas eles gostam é do professor, e isso ajuda, se sentirão motivados para se esforçar mais.

Mas existe algo que faz parte também dessa relação, o diálogo. Ele também é uma forma de demonstrar empatia. Não é preciso impor o que precisa ser dito, basta conversar com a turma. Explicar o que se quer dizer como que contando com eles é um gesto afetuoso. O diálogo é uma boa ferramenta. 

Consequentemente a isso, o rendimento escolar poderá ser melhor, por a aula ser agradável. Os alunos serão motivados, porque é bom.  Ao meu ver, um professor que possui essa relação de afeto e empatia, onde o aluno se sente bem, obterá melhores resultados de sua turma. 

REFERÊNCIAS:

Imagem retirada do link:
http://colegio.pioxii-es.com.br/familiaxescola/empatia-no-ambiente-escolar