Existe autonomia sem o coletivo?

Resolvi refletir sobre a fala de um colega de faculdade, que em certa aula levantou a questão sobre a importância do coletivo e como trabalhar a autonomia sem ele. Vejo esse assunto como imprescindível, bem como concordo que a autonomia só se desenvolve de fato, a partir da convivência, do coletivo. E partir disso, pensemos juntos, qual é o nível de necessidade do coletivo? Onde isso é importante? Por quê?

Vejamos, primeiramente podemos pensar lá na infância, na primeira turma que uma criança inicia, ela antes, tinha em casa um tipo de rotina, de convivência. As trocas e as aprendizagens, os diálogos, eram com seus pais, por exemplo. Ao ir para a escola, ela começa a aprender uma linguagem diferente, a troca é maior, e consequentemente a aprendizagem também, pois a relação é com várias crianças de sua idade. Então, em qual das duas situações a criança desenvolve mais?

Assim, também acontece com nós adultos, na faculdade, no trabalho. Aprendemos mais com a troca de opiniões com o diálogo, com as práticas. Fazendo e refazendo, dando nossas ideias e adquirindo novas, isso só um grande grupo possibilita.

Mas aí, onde entra a autonomia? Ela está presente em todo o processo, se trabalhamos em grupo, estudamos em grupo, saímos de nosso conforto em casa, tudo lá fora será por nossa conta, desde o que falamos, até o que fazemos. E com as crianças, não é diferente. Se a criança vai para a escola, ela precisa cuidar de seu material, precisa entrar em uma rotina, criar hábitos, organizar suas falas e lapidar comportamentos. Isso é o começo da autonomia.

Essas ideias todas nos fazem refletir e reforçam a necessidade de ir a escola, a faculdade, de estar lá. Ser presença nos ambientes coletivos é um grande desafio, atuar em grupo exige aceitar as ideias, expor as suas, e isso não é fácil. Mas é importante e necessário. Isso enriquece. Autonomia sem o coletivo é sim mais difícil de desenvolver.

Referências

Imagem retirada do link:
https://silabe.com.br/blog/defasagem-dos-alunos-o-principal-desafio-no-cotidiano-do-professor/

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