Da repreensão que cala, ao incentivo que fala

Foi a partir de um desenho que comecei a refletir, suas ideias estão realmente livres para se expor? Ou você fica intimidado pelo que os outros irão achar?

Para começarmos a pensar nisso, vou eleger um ponto importante, os “porquês” de você não expor suas ideias, quaisquer que sejam elas. Pensemos na escola, provavelmente alguma vez na vida você já foi “cortado” e perdeu a coragem de continuar. Já ouvi relatos de pessoas que ainda lembram, claramente, de vezes em que se preparou psicologicamente, minutos que pareciam horas, e quando respirou e foi falar, a professora diz algo que lhe faz engolir o que iria dizer. Talvez a intenção dela não fosse lhe impedir de falar, ela só precisava de silêncio, talvez ela nem soubesse o mal que essa atitude poderia causar a você. Mas na rotina diária, ela não percebeu. 

Você por vezes ia falar, mas até um colega passou em sua frente. Esses exemplos nos fazem pensar que nossa liberdade de expressão tem a ver com o incentivo que nos é dado. Tem a ver com o espaço que temos para colocar nossas ideias.

Sabemos que cada um tem seu jeito e seu tempo, mas como educadores precisamos nos dar conta do importante papel que a escola tem na formação dos indivíduos. Para uma criança, pode ser que a escola seja o único lugar em que alguém a escuta realmente. Isso não pode ser deixado de lado. Eles têm muito a nos dizer. 

É dia após dia que nossos alunos evoluem, eles estão crescendo. O educador tem sim muito a passar para eles, mas juntos têm muito mais para descobrir. 

É preciso enxergar esse processo educativo como uma descoberta diária, e ouvi-los. A escuta é a porta para o protagonismo dos alunos. Dê esse espaço para a fala deles, nada é tão importante quanto a vontade própria de se manifestar. 

Referências

Imagem retirada do link:
http://observacaonuaecrua.blogspot.com/2012/10/expressao-oral-e-pratica-pedagogica.html


Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *